PROIFES comemora o dia Mundial do Meio Ambiente

Nesta sexta, dia 5 de junho, é celebrado anualmente o Dia Mundial do Meio Ambiente, data a qual o PROIFES-Federação faz questão de exaltar, dada a sua importância para um país de dimensões continentais como o nosso Brasil, detentor da maior biodiversidade do mundo, reunindo 6 grandes biomas continentais: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

O objetivo da data instituída pela ONU em 1972, durante a Conferência de Estocolmo, é o de conscientizar a população mundial sobre a emergência em preservar os recursos naturais,combatendo os impactos ambientais.

Liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o evento mobiliza milhões de pessoas ao redor do globo. A cada ano, um país diferente sedia as comemorações oficiais, organizando debates e eventos focados nas principais crises ecológicas da atualidade.

Entre estes eventos, destaca-se a Conferência Mundial do Clima, conhecida como  COP (Conferência das Partes), principal evento anual da ONU para debater e negociar ações de combate às mudanças climáticas, com líderes globais, especialistas, cientistas, entidades e movimentos sociais organizados de todo o planeta.

Em 2025, o Brasil foi a sede do COP 30,realizado em Belém (Pará). Como resultado do encontro, foram firmadas uma série de promessas climáticas, as quais deverão ser colocadas em prática, com prazos determinados.

Os países adotaram indicadores para a Meta Global de Adaptação e avançaram no Fundo Florestas Tropicais para Sempre e.houve um acordo para triplicar o financiamento climático, mas decisões sobre o fim dos combustíveis fósseis foram adiadas.

Entre os avanços principais, destaque para os seguintes pontos:

  • Meta de Adaptação: Mede o preparo dos países contra eventos extremos.
  • Fundo Florestal: Arrecadou bilhões para nações que protegem florestas.
  • Direitos Indígenas: Foram inclusos como estratégia climática oficial.
  • Apoio Financeiro: Compromisso em triplicar o financiamento até 2035.

Mas ainda permaneceram alguns desafios e pendências pelo caminho, como a falta de um cronograma de combate a combustíveis fósseis e ausência de metas para redução global do testamento, entre outras. 

Quanto à preservação dos biomas brasileiros, a sociedade civil organizada e alguns setores do poder público têm procurado se aliar, na busca por leis, políticas e ações diversas.

A Amazônia, maior bioma e floresta tropical do mundo, se estende por mais de 4 milhões de km², ocupando quase a metade de nosso território. Nela está a maior biodiversidade do planeta, com cerca de 40 mil espécies de plantas e mais de 1,3 mil espécies de aves, além do estoque de um quinto de toda a água doce do planeta. Mas estima-se que pelo menos 20% da floresta brasileira já foi suprimida, fator impulsionado pela pecuária, agricultura de larga escala, garimbo e extração ilegal de madeira.

A Mata Atlântica é a floresta mais devastada do Brasil. Abrangendo 15% do território nacional, se concentra em 17 estados, onde vivem 72% dos brasileiros. E dela dependem serviços essenciais como abastecimento de água, regulação do clima, agricultura, pesca, energia elétrica e turismo. O detalhe é que, atualmente, restam apenas 24% da floresta original, em um alerta do que poderá ocorrer com os demais biomas brasileiros, se não houver uma ação imediata para cessar a devastação.

No Cerrado, segundo maior bioma brasileiro, e considerado o atual epicentro da devastação ambiental no país. Sua área, de quase 2 milhões de km2, cerca de 23,3% do território nacional, se estende por 13 estados, em todas as regiões do Brasil. Apesar de registrar quedas recentes nos alertas de corte raso, o bioma continua a perder extensas áreas de vegetação nativa para o agronegócio e as monoculturas. Além da derrubada da vegetação, o bioma enfrenta uma quantidade 

Da mesma forma, a Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro, de clima semiárido, localizado no Nordeste e norte de Minas Gerais, historicamente fragilizado pela exploração insustentável, desmatamento para lenha, queimadas e pecuária extensiva. Ações que agravam o processo de desertificação em várias áreas. 

No Pantanal, a maior planície alagável contínua do mundo. Com cerca de 140 mil km², nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, encontra-se a maior biodiversidade de aves e densidade de mamíferos das Américas, abrigando milhares de espécies como a onça-pintada, o tuiuiú e o jacaré-do-pantanal. 

O ecossistema do Pantanal é marcado por um ciclo anual de chuvas e secas. Durante a cheia (novembro a abril), vastas extensões são inundadas e as águas sobem de 3 a 5 metros. Na seca (maio a outubro), as águas baixam. Os principais riscos ambientais para o Pantanal são a seca severa, as mudanças climáticas, o desmatamento nas cabeceiras e as queimadas fora de controle. Essas ameaças reduzem a área alagada, destroem habitats e ameaçam a rica biodiversidade do bioma.

O PROIFES-Federação tem entre suas bandeiras a defesa do meio-ambiente, tema constante de estudo permanente nos meios acadêmicos e entre os docentes das instituições federais de ensino. No meio sindical, o debate do meio-ambiente é também uma das prioridades, incluído entre as prioridades nos debates dos grupos de trabalho, direitos humanos, pesquisa, tecnologia e desenvolvimento e outros mais.

Proteger o meio ambiente é garantir o direito de existência de toda sociedade em nosso planeta!

Redação PROIFES-Federação

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