PROIFES promove palestra sobre educação financeira no VII Encontro Nacional dos Aposentados

Golpes virtuais, exploração financeira de idosos e organização das finanças pessoais estiveram entre os temas debatidos na tarde desta quarta (14), durante palestra promovida pelo PROIFES-Federação no VII Encontro Nacional do GT de Aposentados, realizado no Auditório do Adufg-Sindicato. A atividade abordou estratégias de planejamento financeiro, prevenção contra fraudes digitais e orientações sobre situações de exploração familiar envolvendo aposentados. Sob a coordenação da diretora de Assuntos de Aposentadoria e Pensão do Adufg-Sindicato, professora Denise Paiva, a palestra contou com a participação da planejadora financeira Rosângela Nunes e do assessor jurídico do sindicato, Elias Menta, que apresentaram orientações ao público e esclareceram dúvidas dos participantes. Planejamento financeiro Segundo Rosângela, falar sobre dinheiro ainda é um tabu, o que compromete a busca pela educação financeira, contribui para decisões desorganizadas e impacta diretamente o bem-estar emocional. “Porém, falar sobre o tema ajuda a normalizá-lo”, argumentou. Para ela, planejamento financeiro vai muito além da simples anotação de gastos. “Tem a ver com futuro, projetos e aspectos da minha vida que quero realizar”, explicou. Rosângela destacou que a organização financeira se torna essencial diante de imprevistos e emergências, exigindo preparo para lidar com situações inesperadas dentro do orçamento mensal. Segundo ela, as despesas podem ser divididas em três categorias: fixas, como água, energia e plano de saúde; variáveis, como mercado, combustível e vida social; e sazonais, como IPTU, IPVA, viagens e presentes. “Dependendo do gerenciamento, o orçamento de uma pessoa pode ficar com o valor dos ganhos acima das despesas, pode haver equilíbrio ou pode existir déficit”, afirmou. A palestrante também reforçou a importância da reserva de emergência como forma de proteção financeira para momentos inesperados da vida. “Com ela, nós podemos lidar com imprevistos sem precisar recorrer a cartões de crédito, empréstimos ou cheque especial. Montar uma reserva de emergência é fácil: recebeu o salário? Guarde um valor. Não espere para fazer isso após os gastos do mês”, recomendou. Prevenção contra golpes e exploração familiar Na sequência, Elias Menta fez um resgate sobre a evolução dos golpes financeiros e explicou por que o público aposentado costuma ser mais vulnerável a esse tipo de crime. “É mais fácil pela falta de familiaridade que esta parcela tem com o ambiente digital e pela tendência cultural de confiar mais no próximo”, afirmou. Segundo ele, a principal ferramenta utilizada pelos golpistas é a chamada engenharia social — estratégia baseada na manipulação psicológica das vítimas para obtenção de dados ou dinheiro. “Eles querem gerar um falso senso de urgência para impedir que a vítima valide as informações”, alertou. Diante desse cenário, Elias apresentou orientações preventivas ao público aposentado. “Desconfiar da urgência é muito importante. Tem parente pedindo Pix? Faça uma videochamada. Banco ligou? Desligue e ligue você mesmo para o número que está no verso do cartão. Sempre valide com uma terceira pessoa de confiança o que você faz financeiramente. E, por fim, leia sempre a tela do celular antes de fazer qualquer transferência, para garantir que o nome do recebedor esteja correto”, pontuou. O assessor jurídico também abordou situações de exploração familiar envolvendo aposentados e idosos, destacando casos marcados pelo abuso de confiança e pela violação de direitos, como autonomia e liberdade de decisão. Segundo Elias, esse tipo de exploração pode ocorrer de forma financeira, psicológica ou por negligência, incluindo uso indevido de cartões bancários, desvio de aposentadoria, chantagem emocional, ameaças de abandono e privação de cuidados básicos relacionados à saúde, alimentação e medicação. “Se o idoso demonstrar interesse e voluntariedade no auxílio, tudo bem. Caso contrário, é preciso prestar atenção aos sinais”, ressaltou. Comunicação Adufg Sindicato / Redação PROIFES-Federação

VII Encontro Nacional dos Aposentados do PROIFES debate direitos, política e desinformação em Goiânia

Com debates sobre os direitos dos aposentados, propostas em tramitação no Congresso Nacional, representação política dos servidores públicos e os impactos das novas tecnologias e da desinformação, teve início nesta quarta (14), em Goiânia, o VII Encontro Nacional do Grupo de Trabalho (GT) de Aposentados do PROIFES-Federação. O evento reúne docentes aposentados de instituições federais de ensino de diversas regiões do país e segue até sexta-feira (15), na sede do Adufg-Sindicato. As falas de abertura reforçaram a importância da participação ativa dos aposentados na atividade sindical e no acompanhamento das discussões políticas que impactam diretamente os direitos da categoria. Também destacaram a necessidade de fortalecimento das entidades representativas diante das constantes mudanças legislativas e administrativas relacionadas ao serviço público. “O PROIFES-Federação vive monitorando essas articulações que vêm para prejudicar os aposentados. A gente enfrenta uma batalha na preservação dos direitos dos que se aposentaram e estamos lutando por isso e para evitar o que vem pela frente”, afirmou o presidente da entidade, professor Wellington Duarte. A presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, destacou que o encontro também representa um reconhecimento à trajetória dos professores que dedicaram décadas à docência, à pesquisa, à extensão universitária e à construção do movimento sindical. “Esse encontro é a afirmação de que a aposentadoria não representa o afastamento de uma vida coletiva e nem muito menos da participação política. Portanto, é com muita felicidade que a gente vê esse auditório cheio de pessoas que trouxeram as suas universidades até o momento atual”, declarou. A programação do primeiro dia foi aberta com a mesa “Análise das principais propostas em tramitação no Congresso Nacional que afetam os aposentados e aposentadas”. Em um resgate histórico, Andreia Munemassa, assessora jurídica do PROIFES-Federação, apresentou dados comparativos sobre mudanças nos cálculos previdenciários, direitos alterados ao longo dos anos e os impactos das reformas previdenciárias e administrativas sobre os servidores públicos. A exposição trouxe reflexões sobre o cenário atual enfrentado pelos aposentados e a necessidade de acompanhamento permanente das discussões legislativas que envolvem a categoria. “Foram vários prejuízos que ocorreram ao longo do tempo, mas tivemos situações muito específicas e extremamente prejudiciais para o servidor público e para os aposentados. E tudo isso tem ligação direta com a política, o que significa dizer que, a qualquer momento, o governo pode mudar a forma de composição da categoria”, explicou. A relação entre política e direitos dos aposentados também foi abordada pelo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ex-presidente do Adufg-Sindicato, professor Geci Silva. Ele reforçou a importância da informação e da atenção da categoria na escolha de representantes comprometidos com o serviço público e com a defesa dos aposentados. “Devemos exercer nosso direito de voto verificando se, na trajetória do postulante, existe compromisso com o serviço público e respeito aos aposentados e servidores. Fiquem de olho, pois tentam ao máximo nos induzir a eleger pessoas que, na primeira oportunidade, retiram direitos e nos deixam em vulnerabilidade”, alertou. Representando o Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert apresentou atualizações sobre as articulações e conquistas das entidades no Congresso Nacional e no Senado Federal, destacando a mobilização em torno da PEC 555 e o trabalho conjunto das entidades sindicais em defesa dos aposentados. “Hoje nós temos 334 requerimentos de parlamentares pedindo o apensamento da PEC. Fomos desafiados a provar que temos força, e provamos. Isso já é um feito muito importante”, comemorou Edison. A programação da manhã também contou com a mesa “Vivendo e aprendendo: Educação continuada; novas tecnologias, combate à desinformação”, coordenada pela professora Geovana Reis, com participação do professor da UFG Iwens Gervásio e da jornalista Cileide Alves, do Jornal O Popular. Durante o debate, foram apresentados estudos e análises produzidos pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da UFG sobre os impactos das novas tecnologias, os desafios relacionados à regulamentação da inteligência artificial nas universidades brasileiras e o avanço da desinformação impulsionada pelas plataformas digitais. Ao abordar o funcionamento das chamadas Big Techs, o professor Iwens Gervásio alertou sobre o uso de dados pessoais como principal ativo econômico das plataformas digitais e os riscos associados à manipulação de informações e à disseminação de fake news. “Hoje, falando de tecnologia, celular, computador e inteligência artificial, a base de tudo são os dados. E quem tem os dados, tem o poder”, afirmou. A jornalista Cileide Alves também destacou o crescimento do uso de inteligência artificial na produção e disseminação de conteúdos falsos, especialmente em períodos eleitorais, e ressaltou a necessidade de regulamentação das plataformas digitais e fortalecimento da educação midiática. Além dos debates políticos e tecnológicos, o encontro também prevê discussões sobre educação financeira, o papel dos aposentados na atuação sindical, atividades culturais e momentos de integração entre os participantes. Comunicação Adufg Sindicato / Redação PROIFES-Federação

PROIFES participa de ‘Força-Tarefa’ pela aprovação do PL 1893/26 no Congresso Nacional

Fonte: Condsef / Fenadsef – Ao longo das próximas semanas, representantes de entidades do Fórum das Três Esferas do Serviço Público realizam visitas a gabinetes parlamentares com distribuição de materiais informativos e articulação política em defesa de um direito histórico do funcionalismo. A aprovação do PL 1893/2026, que regulamenta a Convenção 151 da OIT, garantindo aos servidores públicos o direito de organização no local de trabalho. Isso significa fortalecer o diálogo, valorizar os servidores e melhorar os serviços públicos para toda a população. O projeto prevê:✔️ mesas permanentes de negociação coletiva✔️ transparência e boa-fé nas negociações✔️ prevenção de conflitos e redução da judicialização✔️ garantia da organização sindical✔️ representação das entidades✔️ licença para atuação sindical Os servidores também se somam no trabalho de força-tarefa na luta pela aprovação do PL 1838/2026 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e extingue a escala 6×1 no Brasil. O projeto foi enviado ao Congresso pelo presidente Lula em regime de urgência, em 14 de abril e precisa ser votado em até 45 dias a partir da data de envio. A votação desse PL está prevista para ocorrer em uma comissão especial na Câmara dos Deputados no dia 26 de maio de 2026, com possibilidade de seguir para votação no plenário da Câmara já no dia 27 de maio de 2026. O PROIFES-Federação segue mobilizado, com todos seus diretores, membros e parceiros, no contato diário com os nossos representantes no Congresso Nacional, na defesa permanente dos direitos dos docentes federais, da valorização da carreira e da educação pública de qualidade! Redação PROIFES-Federação

PROIFES reúne GT de Carreira

O PROIFES-Federação realizou mais uma reunião com os membros do Grupo de Trabalho que analisa as questões relacionadas à carreira (GT de Carreira) dos docentes das Universidades Federais e dos Institutos de Educação Básica, Técnico e Tecnológica (EBTT). O encontro, organizado em plataforma online, ocorreu na última sexta (08), com participação massiva dos diretores. Na pauta, informes e encaminhamentos sobre a 1ª Reunião Ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente no âmbito do Ministério da Educação – MSNP-MEC de 2026 ocorrida no último dia 28 de abril. Também foram indicados dois nomes para a composição da comissão que vai elaborar do documento do Eixo 3 – Valorização da Educação, Carreira Docente e Justiça Salarial – do XXII Encontro Nacional do PROIFES.Vale lembrar que o  XXII Encontro Nacional será realizado de 18 a 20 de novembro de 2026, em Brasília. Redação PROIFES-Federação

Piso do magistério volta ao Supremo e PROIFES se mobiliza pela aprovação 

Fonte: CNTE – No próximo dia 15 de maio, dois recursos extraordinários com repercussão geral, envolvendo a aplicação do piso salarial profissional nacional do magistério (Lei 11.738/2008), serão julgados em plenário virtual do Supremo Tribunal Federal. O primeiro refere-se à continuidade do Tema 1218 (RE 1.326.541/SP) que definirá se o Piso do Magistério é apenas um salário inicial mínimo ou a base para toda a valorização profissional, gerando reflexos nos níveis e classes dos planos de cargos, carreiras e salários dos/as professores/as das redes públicas. Em 12/12/2025, o julgamento do Tema 1218 foi suspenso no STF, depois que o ministro Dias Toffoli solicitou vista do processo. Naquela ocasião, apenas o relator, ministro Cristiano Zanin, apresentou seu voto reconhecendo que “é dever dos entes estatais (Estados, Distrito Federal e Municípios) elaborar e/ou adequar os Planos de Carreira e Remuneração do Magistério, tendo como parâmetro mínimo o valor do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, nos termos do art. 206 da Constituição Federal e do art. 6° da Lei nº 11.738/2008”. Embora o relator tenha reiterado a disposição da Lei Federal que reconhece o piso como vencimento inicial das carreiras – assunto também tratado na ADI 4167, que julgou constitucional a vinculação do piso ao vencimento inicial das carreiras –, fato é que há duas questões não superadas no voto do relator. A primeira, diz respeito a um novo prazo de carência de dois anos concedido aos entes públicos para adequarem o piso às carreiras. A lei previu período idêntico em 2008 e a decisão da ADI 4167 acabou estendendo, na prática, a carência até 2013. Portanto, não é coerente conceder mais prazo até 2028 para se alcançar a efetividade da lei. A outra questão se associa a primeira e refere-se à insegurança jurídica que o voto do relator pode causar frente ao Tema 911 do STJ, que já reconhecia os reflexos do piso nas carreiras onde a lei local assim estabelecesse. De modo que a prevalência de um novo prazo para adequação do art. 6º da Lei nº 11.738/2008 poderá motivar pedidos de revisões judiciais alicerçadas no Tema 911/STJ. E isso é bastante grave! O segundo recurso que será julgado pelo STF, nessa mesma data, refere-se ao Tema 1324 (ARE 1.502.069), em que se discute se o reajuste do valor do piso nacional do magistério, por meio de Portarias do MEC, deve ser estendido às carreiras da educação pública de outros entes federativos, independentemente de lei do respectivo ente federativo. Em verdade os assuntos são parcialmente similares e por isso serão julgados em conjunto. A diferença entre os Temas consiste no questionamento das Portarias do MEC como mecanismo de validação das atualizações do piso e, consequentemente, das carreiras. Esse assunto já foi em parte tratado na ADI 4848, quando o STF reconheceu a competência do MEC para fazer o anúncio nacional da atualização do piso através de portarias. Neste caso, porém, compete aos entes federados aprovarem leis locais (à luz das portarias do MEC) para adequar o piso nacional nas estruturas de carreira do magistério. A CNTE (parceira do PROIFES-Federação nestas e em outras ações em defesa dos direitos dos trabalhadores da Rede Federal de Educação) considera o julgamento dos dois temas de grande importância, pois tendem a superar diversas ações e impasses locais que procrastinam a aplicação correta e integral da Lei nº 11.738/2008 em todo país. Mobilização virtual por envio de e-mails aos ministros do STF A fim de pressionarmos os ministros do STF a julgarem favoravelmente à Lei do Piso do Magistério, nos processos acima elencados, a CNTE orienta a categoria a enviar mensagens para os gabinetes dos ministros com o seguinte teor: Senhor Ministro: (Senhora Ministra Cármen Lúcia) As professoras e os professores das escolas públicas do Brasil contam com seu compromisso para fazer valer, de fato e de direito, todos os preceitos da Lei nº 11.738/2008, que regulamentou o piso salarial profissional nacional do magistério no Brasil. O Piso é vencimento inicial de carreira (art. 6º da Lei Federal) e precisa ser cumprido como tal. Quanto à validade das portarias do MEC, elas apenas anunciam os valores de atualização do piso, anualmente, conforme determina o art. 5º, parágrafo único da Lei nº 11.738. O STF já entendeu dessa maneira no julgamento da ADI 4848 e esse assunto deveria estar esgotado na Corte. A educação de qualidade depende da valorização do magistério, que continua sendo desvalorizado mesmo após a aprovação do Piso da categoria. Mudar essa realidade é essencial para elevarmos a educação ao patamar que todo o Brasil deseja. Confira, abaixo, os e-mails (que são públicos) para postagens: GABINETE MINISTRO EDSON FACHIN – gabineteedsonfachin@stf.jus.br GABINETE MINISTRO GILMAR MENDES – audienciasgilmarmendes@stf.jus.br GABINETE MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – gabcarmen@stf.jus.br GABINETE MINISTRO DIAS TOFFOLI – gabmtoffoli@stf.jus.br GABINETE MINISTRO LUIZ FUX – gabineteluizfux@stf.jus.br GABINETE MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES – gabmoraes@stf.jus.br GABINETE MINISTRO NUNES MARQUES – gmnm@stf.jus.br GABINETE MINISTRO ANDRÉ MENDONÇA – secretaria.gmalm@stf.jus.br GABINETE MINISTRO CRISTIANO ZANIN – gabinete.mcz@stf.jus.br GABINETE MINISTRO FLÁVIO DINO – agenda.gmfd@stf.jus.br Redação PROIFES-Federação

PROIFES une forças com Centrais Sindicais pelo direito à negociação coletiva no serviço público

Fonte: Coletivo das Três Esferas da CUT – De 11 a 14 de maio, Brasília será palco de uma mobilização nacional em defesa de um direito histórico dos servidores públicos: a negociação coletiva. Centrais sindicais e entidades representativas das três esferas — federal, estadual e municipal — realizam uma força-tarefa no Congresso Nacional pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 1.893/2026. A iniciativa busca avançar na regulamentação da negociação coletiva no setor público, alinhando o Brasil à Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A mobilização ganha força em um momento importante da tramitação do projeto. No dia 27 de abril, foi apresentado um requerimento de urgência pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), com apoio do deputado Adolfo Viana (PSDB-BA). O pedido pode acelerar a análise do PL na Câmara dos Deputados. Segundo análise da assessoria jurídica da LBS Advogados, o projeto representa um avanço importante ao estabelecer, pela primeira vez em lei, regras claras para o diálogo entre servidores e a administração pública. A proposta cria um modelo permanente de negociação, com encontros periódicos, etapas definidas e participação garantida das entidades sindicais. Entre os principais pontos do PL 1.893/2026, destacam-se: A criação de um processo de negociação baseado na boa-fé, transparência e equilíbrio entre as partes; A exigência de representantes com poder real de decisão nas mesas de negociação; A definição de etapas formais, trazendo mais organização e previsibilidade; O fortalecimento da representação sindical; A previsão de licença remunerada para dirigentes sindicais no âmbito federal. Para o Coletivo das 3 Esferas da CUT, a aprovação do projeto é fundamental para consolidar um canal democrático de diálogo e valorização do serviço público. A regulamentação da negociação coletiva é um passo essencial para garantir direitos, melhorar as condições de trabalho e fortalecer os serviços prestados à população. A mobilização continuará na semana seguinte, entre os dias 18 e 21 de maio, com nova etapa da força-tarefa reforçando a pressão pela aprovação imediata do PL da negociação coletiva no setor público. A expectativa é que a união e a mobilização ativa dos servidores em Brasília contribuam para garantir avanços concretos no Congresso Nacional. PROIFES-Federação participa da mobilização em Brasília O PROIFES-Federação, por meio de seus diretores e de sua assessoria política e parlamentar, tem acompanhado de perto toda a movimentação pela aprovação do PL 1.893/2026, bem como participado ativamente da pressão para que a proposta entre na pauta de votação da Câmara dos Deputados, com urgência. A negociação coletiva no setor público é um direito e a hora de regulamentar é agora! Redação PROIFES-Federação

PROIFES participa de Conferência da CPLP em Angola

O PROIFES-Federação participou da 1a Conferência Organizacional da CPLP Sindical da Educação, realizada de 4 a 8 de maio, na cidade de Lobito, em Angola, com o tema ‘Sindicalismo Docente na Lusofonia: Responder aos Desafios de Hoje’. A professora Regina Rigatto Witt, diretora de Relações Internacionais do PROIFES, esteve ao lado de delegados de diversas entidades do Brasil, como a CNTE e a CONTEE), e do exterior – Angola (FSTECDSA e Sinprof), Cabo Verde (FECAP, SINTEP), Guine Bissau (SINAPROF), Moçambique (ONP), e São Tomé e Príncipe (SINPREST) – além de membros da Internacional da Educação e do Fundo para a educação do Banco Mundial. Ao longo dos cinco dias de evento, foram apresentadas as conjunturas e desafios de cada país. Entre os desafios, a falta de líderes e de informação nas bases do sindicalismo educacional, os ataques à liberdade sindical, a falta de cooperação entre as entidades representantes dos trabalhadores, os entraves legais, políticos e processuais e os problemas de comunicação. A conferência abriu espaço, ainda, para a discussão da necessidade de engajamento dos jovens no sindicato. Com esse propósito, e em comemoração ao Dia da Língua Portuguesa, foi realizada uma visita à Escola de Formação de Professores.  O tema das mulheres nos sindicatos aprofundou a problematização discutida na convenção de Guiné Bissau, em 2025, e reforçou o engajamento no grupo de mulheres da CPLP-SE.  Outros questões atuais e crescentes, não só no mundo da educação, como em todas as frentes de organização da sociedade, também foram tratadas, como o da Digitalização e Inteligência Artificial (AI), com foco na integração das tecnologias de forma crítica, ética e soberana, para a garantia da acessibilidade universal. Ao final da Conferência, foi apresentada e formalizada a ‘Carta de Lobito’, que reafirmou o compromisso de construir um sindicato docente forte, combativo e transformador, capaz de transformar as incertezas do presente e afirmar, com coragem, que o futuro não pode ser definido pela guerra, mas pela educação, a cooperação entre os povos e a dignidade humana. Veja o vídeo: Redação PROIFES-Federação

Com campanha nacional e pressão popular, “Fim da Escala 6×1” tem previsão de votação na Câmara

O governo federal lançou no domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário, proposta que altera a escala de trabalho semanal, beneficiando, diretamente, cerca de 37 milhões de trabalhadores. A proposta do governo, encaminhada no dia 14 de abril ao Congresso, é um projeto de lei que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecendo um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantendo as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos. O texto propõe que o modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade. Campanha Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 já está em veiculação em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional. A iniciativa tramita em conjunto com outros textos no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial, instalada na quarta (29) para a análise de uma Proposta de Emenda à Constituição 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria ficou com o deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. Já está correndo também o prazo 10 sessões para a apresentação das emendas. O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos. A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período. Os textos foram admitidos pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania no último dia 22. Após a comissão especial, precisarão ser examinados pelo Plenário da Câmara, em dois turnos de votação.  Prazo para votação Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, nesta segunda-feira (4), Prates afirmou que o desafio é construir um texto que equilibre demandas de trabalhadores e empresários, com um período de transição não muito longo. Segundo o relator, o  grupo trabalha para concluir o parecer entre os dias 25 e 26 de maio e levar o texto ao Plenário, no dia 27. Pressão dos trabalhadores O PROIFES-Federação acompanha de perto a tramitação do projetos que acabam com a escala de trabalho 6×1 no Brasil, ainda que represente os docentes das instituições federais de ensino, categoria que, tradicionalmente, atua na escala 5×2 e com cargas horárias cumpridas não apenas nas salas de aula, mas também em atividades externas, no preparo das aulas e nas inúmeras horas dedicadas às pesquisas e estudos, com foco no aprimoramento profissional e na formação continuada. O presidente o PROIFES, Wellington Duarte, entende que os impactos do fim da escala 6×1 serão positivos para toda a população, pois irá alterar também, a rotina dos lares brasileiros: “O fim da escala 6×1 é uma pauta civilizatória. É sobre o direito de viver, não apenas de sobreviver para trabalhar. Quando a gente fala que quem é contra o fim dessa escala é contra a civilização, é porque a gente está falando de uma estrutura que retira do ser humano o tempo de descanso, o tempo de lazer, o tempo com a família e o tempo de estudo”, disse E concluiu, refutando os que afirmam que redução da escala e da carga horária de trabalho trará prejuízos à economia: “Não existe justificativa econômica que se sobreponha à dignidade humana. O argumento de que ‘vai quebrar a economia’ é o mesmo usado desde a abolição da escravidão, passando pela criação do salário mínimo e das férias. A história mostra que o avanço tecnológico e a produtividade permitem, sim, que a gente trabalhe menos e viva mais. Defender a escala 6×1 em pleno século XXI é defender o atraso e a exploração máxima da classe trabalhadora.” Assista: Redação PROIFES-Federação, com informações da Agência Brasil e da Agência Câmara de Notícias

Prazo para regularização do título de eleitor vai até quarta, 6 de maio

Agência Brasil: Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral. O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais. Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação. O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal.  Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente. Regularização  Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título. O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico.  Cancelamento O prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência.  Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso. Eleição O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês. Exercício de cidadania em defesa de nossas pautas Para o PROIFES-Federação, ao votar, o docente das instituições federais de ensino estarão escolhendo seus representantes nas casas legislativas e também nos executivos das esferas estaduais e nacional. Um simples exercício de cidadania, mas que permite uma atuação mais impactante na defesa das pautas de nossa categoria. Para mais informações, acesse o site: https://www.tse.jus.br/

PROIFES saúda trabalhadores e trabalhadoras do Brasil neste 1º de Maio

O PROIFES-Federação entende que o dia 1º de maio é ainda mais especial para os docentes, profissionais essenciais na formação de médicos, engenheiros, advogados, especialistas e doutores. Afinal, um físico, por exemplo, só aprendeu a analisar as leis fundamentais da natureza e a compreender o universo, desde partículas subatômicas até escalas cosmológicas, graças às milhares de horas em sala de aula e a colaboração de muitos professores nas mais diversas especializações. E sabemos que até mesmo as atividades consideradas mais básicas, porém essenciais, jamais poderiam ser realizadas sem o aprendizado que só os professores podem repassar. Afinal, como o pedreiro construiria uma casa, sem as noções de matemática e geometria, para medir quantidades, tamanhos, formatos e espaços? Os professores e professoras são aqueles que alfabetizam, transformando homens e mulheres em cidadãos. É na sala de aula que consolidamos a democracia e construímos uma nação. Confira a mensagem e assista ao vídeo do professor Wellington Duarte, presidente doPROIFES-Federação, neste 1º de Maio: Somos mais de 103 milhões de trabalhadores nesse país, sendo que 70% têm carteira assinada ou vínculo formal e 30% são considerados “informais”. Esse é o conjunto de homens e mulheres que forja a riqueza desse país. E nós, professores e professoras somos parte disso. Somos 2,4 milhões de professores e professoras, sendo que a grande maioria, cerca de 75%, está na rede pública. No Ensino Superior, somos cerca de 317 mil docentes (dados de 2023), dos quais, 60% estão na esfera pública (federal, estadual e municipal). E é nesse 1° de maio que o PROIFES-Federação saúda todos os trabalhadores, únicos portadores da criação da riqueza nacional. E os quase 40 mil docentes da rede federal, fazem parte disso. Num país que está ainda distante de um desenvolvimento sustentado que permite aos trabalhadores usufruir da riqueza que produz, o PROIFES-Federação levanta a bandeira do trabalho, especialmente do trabalho docente, para que com Educação de Qualidade, Pública e Inclusiva, possamos construir uma nação soberana e justa. Viva a classe trabalhadora! Redação – PROIFES-Federação