Enamed: Justiça suspende punições do MEC a faculdades com cursos de Medicina com baixo desempenho no exame

Fonte: APUFSC/G1 – Uma decisão da Justiça suspendeu os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e anulou as sanções aplicadas pelo Ministério da Educação (MEC) a universidades que tiveram resultados insatisfatórios na avaliação. A medida foi concedida na quarta-feira, dia 5, pela presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargadora Maria do Carmo Cardoso. Ela suspendeu uma decisão anterior que era favorável ao MEC e mantinha as punições às instituições. A decisão ocorre após a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) e a Associação Brasileira das Faculdades (Abrafi) entrarem com um pedido de suspensão de sentença no tribunal. A nova decisão será válida até que a ação seja julgada definitivamente. Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação afirmou que o Governo irá recorrer. Leia na íntegra: G1 Redação PROIFES-Federação

Em parceria com a CUT e a sociedade civil organizada, PROIFES chama para a Mobilização Nacional pelo Fim da Escala 6X1

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), centrais sindicais e movimentos da sociedade civil organizada estão mobilizados ao longo desta semana, pela aprovação da PEC 221/2019, proposta aprovada na Câmara dos Deputados e que prevê o fim da escala 6X1 com jornada de 40 horas semanais e sem redução salarial. Desde o final de maio, a norma aguarda o prosseguimento da tramitação, desta vez no Senado Federal, onde enfrenta forte resistência de setores patronais, em lobbu junto às bancadas conservadoras do Congresso Nacional. E para pressionar, nesta segunda (10), o Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, estão ocorrendo atos, panfletagens e diálogos com trabalhadores e trabalhadoras nas capitais e em diversas cidades. Como é de conhecimento público, o PROIFES-Federação representa os docentes das Instituições Federais de Ensino Superior e da Educação Básica Técnica e Tecnológica (EBTT), categoria que já atua na escala 5×2 e tem regras próprias de escala e jornada, mas entende que a ‘luta por mais direitos e dignidade é a luta de todos os brasileiros e brasileiras’. Nas universidades e nas escolas, são milhares de pessoas atuando nas mais diversas funções, incluindo uma grande massa de trabalhadores terceirizados, que estão na escala 6X1. É por eles, também, que a Federação ergue a bandeira pela aprovação da PEC no Senado. A sociedade pode participar ainda mais ativamente, por meio da plataforma “Na Pressão”. Utilize seu celular, tablet ou computador, entre no link abaixo e mande uma mensagem para o seu senador: https://napressao.org.br/campanha/pela-aprovacao-do-fim-da-escala-6×1-e-da-reducao-da-jornada-de-trabalho-sem-reducao-salarial-senado Os nomes dos senadores estão listados, indicando quem é contra, quem está indeciso e quem é a favor. É possível verificar o posicionamento de cada senador buscando por estado, por partido ou pelo nome, e mandar mensagens diretamente ao parlamentar. Confira os atos em todo Brasil  DF – Brasília – Setor Bancário Sul, Quadra 1 — 10h / Dias 12 e 13 de agosto: em frente ao Anexo II do Senado Federal (via N2) — 14h PR – Curitiba – Esquina da Democracia (Rua XV de Novembro com Monsenhor Celso) — 17h PI – Teresina – Em frente ao prédio da FIEPI (Av. Industrial Gil Martins, Tabuleta) — 8h30 PE – Recife – Em frente à FIEPE (Casa da Indústria – Av. Cruz Cabugá, 767 – Santo Amaro) – 15h RS – Porto Alegre – Viaduto Júlio de Castilhos (em frente à Rodoviária) — 7h SP – São Paulo (Capital) – Largo da Concórdia e Estação Brás — 6h / Dia 11 de agosto: Rua 25 de Março e Terminal Parque Dom Pedro — 7h São Vicente (Baixada Santista) – Esquina da Avenida Padre Anchieta com a Rua Frei Gaspar (em frente ao Banco do Brasil) — 15h Mauá (ABC) – Em frente à estação de trem — 5h Diadema (ABC) – Terminal Diadema — 5h Santo André (ABC) – Em frente à estação de trem (dia 11 de agosto) — 5h São Bernardo do Campo (ABC) – Terminal Ferrazópolis (dia 11 de agosto) — 5h Campinas – Largo da Catedral (Centro) — 16h Osasco – Início do Calçadão da Rua Antônio Agu (Centro) — 16h Guarulhos – Praça Getúlio Vargas — 17h Mogi das Cruzes – Estação de trem de Mogi das Cruzes — 17h Redação PROIFES-Federação

Lei que aumenta punição a crimes digitais contra crianças é sancionada

Fonte: Agência Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (6), a lei que amplia a atuação da polícia em meios digitais e aumenta a punição para crimes de pornografia com uso de inteligência artificial envolvendo crianças e adolescentes. O Congresso Nacional concluiu a aprovação do texto em julho. A lei endurece a pena do aliciamento quando houver uso de inteligência artificial (IA), deepfake, perfis falsos, promessa de vantagem ou aproveitamento de relação de confiança. O objetivo é coibir criminosos, sobretudo os sexuais, de usarem a tecnologia para enganar e atrair crianças para explorá-las e abusar delas. “A liberdade de expressão não pode ser confundida com genocídio, violência, assassinato. Esse é o exercício da democracia plena. Por mais liberdade que a gente tenha, a gente tem que ter limite. E o limite é não ferir a liberdade do outro”, disse Lula. O presidente ainda afirmou que é dever do Estado se responsabilizar e criar condições de punição para qualquer pessoa que use os vários recursos do mundo digital e da tecnologia para cometer crimes. Aumento de penas Para os crimes de produção, reprodução, direção, fotografia, filmagem ou registro de conteúdo de violência sexual contra criança ou adolescente, assim como a sua venda ou exposição, a pena passa de 4 a 8 anos de reclusão para 4 a 10 anos de reclusão. A pena é aumentada em um terço se a venda ou exposição ocorrer por meio da internet e das redes sociais. Além destas medidas, o PL aumenta a punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga material de violência sexual contra criança ou adolescente. A pena nestes casos passa de 3 a 6 anos de reclusão para 4 a 10 anos de reclusão. A pena atual para quem adquire, possui ou armazena esse tipo de material é de 1 a 4 anos de reclusão. O projeto aumenta essa punição para 3 a 6 anos de reclusão. Em todos esses casos já era prevista multa além da reclusão, e a lei sancionada manteve essa previsão. Inteligência artificial O uso de inteligência artificial na prática dos crimes aumenta as penas de um terço a dois terços. Esse aumento de penas também é aplicado no uso de deepfake (quando a tecnologia simula de forma realista o rosto e a voz de uma pessoa), perfis falsos, jogos online e redes sociais para aliciamento de crianças e adolescentes. Quando uma pessoa se aproveita de uma relação de convivência pessoal, autoridade, cuidado ou convivência familiar para praticar violência contra a criança ou adolescente, a pena também aumenta de um terço a dois terços. Proteção Além da repressão penal, o projeto contém medidas de proteção às vítimas. O texto prevê que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência sexual terão direito a atendimento psicológico e psicossocial individual, especializado, contínuo e integral. Redação PROIFES-Federação

Balanço da 78ª SBPC: Na primeira participação, PROIFES atinge objetivos, faz sucesso e ‘carimba passaporte da ciência’

Com o slogan “PROIFES na SBPC, em defesa da Ciência”, a Federação participou pela primeira vez daquele que é considerado o maior encontro científico da América Latina. A 78ª Reunião Anual da SBPC foi realizada no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), no município de Niterói (RJ), entre os dias 26 e 01 de agosto, com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”. O evento recebeu mais de 50 mil pessoas em mais de 220 atividades dentro da programação científica, com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros, além de gestores do sistema nacional e estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. No total, foram 60 conferências (53 presenciais e sete virtuais), 88 mesas-redondas (74 presenciais e 14 virtuais), nove sessões especiais, 60 minicursos (48 presenciais e 12 virtuais), sete encontros e quatro assembleias, espalhados pelos auditórios dos edifícios da UFF e, ainda, no palco principal e nos estandes do imenso pavilhão onde ocorreu a EXPOT&C-SBPC 2026 (ExpoTech). A abertura, na noite do domingo (26), foi prestigiada por cerca de mil pessoas e contou com a presença de autoridades, pesquisadores e representantes de instituições de ensino e do mundo acadêmico, entre eles, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, a presidente da SBPC, Francilene Garcia, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Rodolfo Carvalho, e o reitor da UFF, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega. Também no evento, professores universitários, cientistas, membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e representantes da sociedade civil. Pelo PROIFES, estiveram na abertura os diretores Geovana Reis (Magistério Superior) e Enio Pontes de Deus (Ciência e Tecnologia), além do vice-presidente, Flávio Silva.. Em localização estratégica na ExpoTech, o estande do PROIFES chamou a atenção, com um visual moderno, a iluminação em led azulado e as cores, símbolos e imagens que retratam com fidelidade um pequeno pedaço da história da entidade, nas lutas em defesa das pautas dos docentes das IFEs. No ambiente acolhedor, foram centenas de visitas diárias, a maioria, por estudantes universitários e da educação básica técnica e tecnológica (EBTT), quase sempre acompanhados de docentes e monitores. Entre brindes e cafezinhos moídos na hora, muitas perguntas sobre a atuação da Federação que reúne sindicatos espalhados por 12 estados e nas cinco regiões do país. E não teve nenhuma questão sem resposta, nas conversas sempre direcionadas pelos diretores que se revezaram no estande. Além de Flávio, Geovana e Enio, também o professor Jailson Alves (diretor de Comunicação).  Os trabalhos contaram ainda com o reforço essencial dos professores Mariliz Guterrez e Cristiano Soares, membros do CD do PROIFES, e de lideranças sindicais, os professores Débora Coelho e Ionara Siqueira (ADUFRGS), Fernanda Gurgel e Darlio Inácio (ADURN) e Martins Cerqueira (APUB), e dos colaboradores dos departamentos de comunicação e da secretaria geral. Figuras ilustres também passaram pelo espaço e fizeram questão de conversar e bater fotos com a ‘equipe’ da Federação na SBPC. Presidentes, diretores, secretários e representantes de entidades de renome e grande impacto no setor científico e acadêmico brasileiro (veja galeria). Uma movimentação tão intensa que chamou a atenção dos ‘mascotes do IBGE’ e que, claro, aproveitaram para ‘realizar um censo’, dada a quantidade de pessoas. No palco central da ExpoTech, o PROIFES apresentou-se em palestras relevantes para o debate de C&T, sempre com o propósito de destacar o papel dos docentes das Instituições Federais de Ensino na pesquisa e na produção científica no Brasil e no mundo. Na terça (27), o diálogo abordou a Soberania Científica e Carreira Docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência, mediado por Enio Pontes de Deus, com a participação do físico e professor Antônio Gomes de Souza Filho, Diretor de Avaliação da CAPES, e do professor da UFRJ Luiz Davinovich, que presidiu a Academia Brasileira de Ciëncias entre 2016 e 2022. Na quinta (29) foram duas mesas. A primeira com o tema Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais. No debate, o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes, com mediação de Flávio Silva. A segunda apresentação teve mediação de Jailson Alves e abordou a Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA, com palestra dos professores Enio Pontes de Deus e Hugo Valadares Siqueira, diretor de Incentivos às Tecnologias Digitais do MCTI. Segundo balanço apresentado pelos diretores que estiveram em Niterói, a presença do PROIFES cumpriu o objetivo de reforçar o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, essenciais aos profissionais de educação superior e tecnológica para a formamação continuada, a especialização e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Outro fator destacado foi a visibilidade atingida pela Federação, que se tornou ainda mais conhecida e reconhecida pelos que tiveram a oportunidade de visitar o estande e dialogar com os diretores e componentes da equipe. A 79ª Reunião Anual da SBPC, será em 2027, no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e o PROIFES já está se preparando para marcar presença e, mais uma vez, ‘Carimbar o Passaporte da Ciência’. Até lá! Redação PROIFES-Federação

6 de agosto: Dia Nacional dos Profissionais de Educação

O PROIFES-Federação celebra hoje o Dia Nacional dos Profissionais de Educação, instituído pela Lei 13.054/2014. A federação reconhece o trabalho da categoria e reforça a parceria na luta pelos direitos dos(as) docentes das Instituições Federais de Ensino Superior e Básico, Técnico e Tecnológico.  Um país que não valoriza seus educadores, não tem democracia nem soberania. Viva os professores do Brasil! Redação PROIFES-Federação

PROIFES celebra os 58 anos da APUB

Hoje, o Sindicato dos Professores das IFES da Bahia (APUB) completa 58 anos. Para o PROIFES-Federação, é uma data muito importante e que não pode passar em branco.  A APUB, uma das primeiras entidades a atuar nas pautas dos educadores do Brasil, mais especificamente, na Bahia, é um exemplo a ser seguido por toda a classe sindical.  Aproveitamos então para renovar essa nossa relevante parceria na luta por mais direitos, reconhecimento e valorização da categoria.  Que venham, mais 58 anos! Redação PROIFES-Federação

MEC autoriza 937 novos cargos em institutos federais

Fonte: MEC – O Ministério da Educação (MEC) autorizou, nesta quarta-feira, 5 de agosto, por meio da Portaria nº 657/2026, a distribuição de 937 novos cargos de professores do ensino básico, técnico e tecnológico para as instituições que integram a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Como parte do plano de expansão dos mais de 100 novos campi de institutos federais, a medida destina vagas para as 63 unidades de ensino que já possuem autorização de funcionamento, contemplando 28 institutos federais de educação, ciência e tecnologia. A distribuição é parte do processo de implantação das novas unidades de institutos federais previstas no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e, consequentemente, de início da oferta regular de cursos da educação profissional e tecnológica (EPT). Os docentes serão contratados por meio de concurso público e deverão ser os primeiros servidores efetivos dos novos campi. Institutos – As vagas são para os seguintes institutos federais: do Amazonas (Ifam); Baiano (IF Baiano); do Ceará (IFCE); Goiano (IF Goiano); do Maranhão (Ifma); de Minas Gerais (IFMG); do Norte de Minas Gerais (IFNMG); do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG); do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS); do Triângulo Mineiro (IFTM); de Mato Grosso (IFMT); do Pará (Ifpa); de Pernambuco (IFPE); do Rio Grande do Sul (IFRS); Farroupilha (IF Farroupilha); Catarinense (IFC); de Tocantins (Ifto); do Amapá (Ifap); da Bahia (Ifba); de Goiás (IFG); Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE); do Piauí (IFPI); do Paraná (IFPR); do Rio de Janeiro (IFRJ); Fluminense (IFF); do Rio Grande do Norte (IFRN); Sul-rio-grandense (IFSul); e de São Paulo (IFSP). Consolidação – O Novo PAC também prevê recursos para a consolidação da Rede Federal. Essa ação tem como foco os campi que ainda não possuem infraestrutura completa. Durante a consolidação, as prioridades para investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Redação PROIFES-Federação

PROIFES debate gestão democrática das instituições federais de ensino, em novo GT do MEC

Fonte: Apufsc – Os diretores do PROIFES, Geovana Reis (Adufg), de Assuntos do Magistério Superior, e Romeu Bezerra (Apufsc), de EBTT, representaram a Federação na reunião de instalação do Grupo de Trabalho (GT) de Aprimoramento de Mecanismos de Participação e Gestão Democrática nas Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), no Ministério da Educação (MEC), na última sexta (31). De caráter consultivo, o GT foi anunciado na última Reunião Ordinária da Mesa Setorial de Negociação Permanente do MEC, no final de junho, é regulamentada pela Portaria nº 549/2026 e conta com 16 membros, incluindo representantes do ministério, sindicatos de professores e de trabalhadores técnico-administrativos em educação, movimentos de estudantes e outras entidades do setor, como o Andifes e o Conif. O objetivo, realizar um diagnóstico e elaborar propostas de aprimoramento das práticas e mecanismos de gestão, participação institucional e transparência nas Ifes, identificando desafios, limitações e oportunidades de melhoria. Com reuniões quinzenais, o grupo terá 90 dias para realizar análises e discussões e elaborar um relatório final, que será encaminhado à Secretaria-Executiva do MEC. Redação PROIFES-Federação

Período eleitoral para escolha de representantes do XXII Encontro Nacional do PROIFES segue até 21/08

O Encontro Nacional do PROIFES-Federação será realizado de 18 a 20 de novembro de 2026, em Brasília/DF. E como determina o estatuto da Federação, o período eleitoral para a escolha dos representantes dos sindicatos da base, com direito a voto, iniciou-se nesta segunda, (03/08) e segue até o próximo dia 21 de agosto 2026 Confira os eixos do XXII Encontro Nacional: EIXO 1: Ciência, Tecnologia e Inteligência Artificial a Serviço do Desenvolvimento Soberano EIXO 2: Meio Ambiente, Direitos Humanos e o Papel Social da Universidade EIXO 3: Valorização da Educação, Carreira Docente e Justiça Salarial XXII Encontro Nacional do PROIFES-Federação Data: 18/11/2026 a 20/11/2026 Local: Brasília Palace Hotel (SHTN Trecho 01, Conjunto 01 – Setor de Hotéis e Turismo Norte). Redação PROIFES-Federação

Protagonismo nacional em ciência e tecnologia depende de infraestrutura, dizem especialistas

Fonte: APUFSC/Jornal da Ciência – “Precisamos cada vez mais aproximar o Brasil de um protagonismo que seja compatível com as competências aqui instaladas”, disse Francilene Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na sexta-feira, dia 31, último dia de programação científica da 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói, no Rio de Janeiro. A mesa-redonda, coordenada por ela, era dedicada a pensar quais infraestruturas são necessárias para que a ciência nacional tenha escala planetária e reuniu representantes dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde (MS). Garcia destacou que o Brasil investe 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento. “É significativo, se pensarmos em décadas atrás, mas ainda insuficiente se compararmos com outros países, se olharmos para o tamanho dos desafios que nosso país tem”, afirmou. “A mesa é instigante de saída, porque traz a gestão para a conversa, não são só cientistas para pensar a ciência no Brasil”, disse Celina Pereira, do MGI. “As instituições importam, a coordenação gera escala, as pessoas transformam, a tecnologia possibilita, a governança conecta tudo”, defendeu, definindo essa infraestrutura institucional como invisível e transformadora. A infraestrutura precisa existir de forma permanente para possibilitar a reação rápida a demandas urgentes que surgem, como nas áreas da saúde e do meio ambiente. No outro sentido, ela explicou, a ciência gera as evidências que vão ser incorporadas às políticas públicas, e por isso a conexão entre as instituições é fundamental. “O SUS [Sistema Único de Saúde] envolve ciência em escala estrondosa, o Cadastro Ambiental Rural pega os dados e consegue ter uma base para reduzir desmatamento, mesmo em um país com mais de cinco mil municípios”, exemplificou. “A gestão pública define prioridades, coordena atores, mobiliza recursos, implementa políticas, leva inovação à sociedade, coloca capacidades a serviço da ciência: é uma caixa de ferramentas”, afirmou Celina Pereira, justificando por que a administração pública é uma infraestrutura de suporte para o alcance dos resultados e o que a ciência quer produzir e oferecer ao país. Osvaldo Moraes, do MCTI, trouxe reflexões sobre casos de sucesso na ciência brasileira. O maior destaque é o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, o Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior paulista. “O reator nuclear da marinha brasileira avança lentamente, muito aquém do que queremos, mas, mesmo assim, tem resiliência e continua avançando aos poucos; a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] pôs o Brasil na liderança internacional na produção de alimentos”, completou. Outros projetos não avançaram como previsto, e ele qualificou como difícil estruturar e manter instituições que possam tornar-se de ponta no País. A partir da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), do MCTI, ele ressalta que o Brasil tem uma combinação rara de ativos naturais insubstituíveis, centenas de milhares de pesquisadores, um conjunto inestimável de unidades de pesquisa, institutos de educação e outras instituições. “Em termos de estrutura, não temos como dizer que não temos capacidade de assumir a liderança.” Para garantir que a estratégia seja de Estado, portanto estável de um governo para outro, Moraes explicitou a meta de contar com um investimento de 2% do PIB nacional. “Precisamos ter capacidade de gerenciar todos os nossos conjuntos de dados, conectar a infraestrutura acadêmica com a cadeia produtiva nacional e manter a política de financiamento sólida, robusta e continuada.” Para ele, o País ainda não tem o necessário para fazer frente aos desafios da crise climática, por exemplo. “Precisaríamos de uma instituição que conectasse todas as instituições ambientais, banco de dados, uma plataforma de genômica continental, um sistema capaz de gerar alertas de desastres.” Exemplificando com o vendaval que atingiu o Rio de Janeiro, na antevéspera, inclusive o campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), local onde ocorria a Reunião Anual, Francilene Garcia lembrou que não foram registrados danos sérios porque os protocolos se anteciparam e todos foram postos em segurança. “A nova estratégia de ciência, tecnologia e inovação precisa dialogar e se transformar em política de Estado efetiva.” Fernanda De Negri, do MS, destacou alguns desafios atuais em relação à saúde da população brasileira: envelhecimento populacional, drogas mais caras e mudança climática. “Temos uma comunidade pujante capaz de produzir conhecimento: ou construímos uma capacidade endógena, ou não teremos soberania”, desafiou. Entre as iniciativas relevantes nesse sentido, ela destacou o Programa de Inovação Radical em Saúde. “Temos uma indústria crescendo e querendo inovar cada vez mais, criando novas formulações, novos dispositivos, novas moléculas.” Mas falta, segundo ela, uma infraestrutura que conecte pesquisa científica, em uma ponta, e inovação na outra. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem) abrigará, inicialmente, essa infraestrutura, que envolverá, além de recursos físicos, a contratação de profissionais para garantir que o Brasil possa participar da inovação em saúde na escala global. Para o Genomas Brasil, outro projeto em destaque, o que falta na etapa atual não são prédios, equipamentos ou pessoas: é uma plataforma de dados genômicos para ser utilizada por toda a comunidade científica brasileira e impulsionar a inovação científica nessa área. É importante, porque os medicamentos usados aqui foram desenvolvidos para a população europeia, que é geneticamente distinta da brasileira – que, por isso, não necessariamente reage da mesma forma aos tratamentos. Ter acesso a uma amostra genômica relevante do brasileiro deve possibilitar o desenvolvimento de medicamentos e de uma medicina de precisão. A plataforma envolverá governança, para definir os níveis e permissões de acesso aos dados, a infraestrutura física, um ambiente regulatório bem definido e a sustentabilidade de recursos financeiros. Outras ações em curso são o Centro de Competência em RNA mensageiro, para produção de imunizantes, e o Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira. “Não precisamos consumir apenas as inovações que vêm de fora. O Brasil é capaz de produzir inovações para o mundo – para isso, a infraestrutura é fundamental”, concluiu De Negri. Francilene Garcia prevê que o tema continuará sendo debatido, especialmente pela demanda trazida pelo