Debate sobre a atuação dos sindicatos encerra a programação do VII Encontro Nacional dos Aposentados do PROIFES

Os desafios para ampliar a participação de aposentados e docentes mais jovens na vida sindical marcaram o debate realizado nesta sexta-feira durante o VII Encontro Nacional GT Aposentados do PROIFES-Federação. A atividade reuniu representantes de entidades federadas de diferentes estados para compartilhar experiências, discutir estratégias de mobilização e fortalecer a atuação política dos aposentados no movimento sindical. Na coordenação da mesa, a professora Marilda Shuvartz, diretora-secretária do Adufg-Sindicato, agradeceu a presença e a mobilização das entidades reunidas em Goiânia, e chamou atenção para o envolvimento dos sindicalizados e a preocupação em relação à adesão dos professores da primeira e da segunda geração às atividades sindicais. “A proposta desta mesa é atualizar e, ao mesmo tempo, mostrar como cada sindicato tem tratado a questão do aposentado, qual é a participação, a política diária e constante dos nossos aposentados no movimento sindical. Qual é a resposta que nós vamos ter para chamar, para convocar, para liderar os nossos aposentados?”, questionou Marilda. Também na coordenação da mesa, o professor Manoel Marcos Freire d’Aguiar Neto, representando a APUB-Sindicato, abriu o debate com um apelo pela mobilização e participação dos aposentados na atividade sindical, defendendo que os representantes das entidades atuem como incentivadores da participação dos sindicalizados na luta coletiva. Como exemplo, citou o trabalho de vigilância e cobrança contínua realizado pela categoria no Congresso Nacional em torno do apensamento da PEC 555. Outra pauta em constante vigilância pelos sindicatos para os aposentados é o PLP 189/2021, projeto de lei complementar que propõe centralizar a gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União no INSS, aspecto lembrado pela assessora jurídica do PROIFES-Federação no debate realizado na quinta-feira (14). A medida visa transformar o INSS em gestor único de aposentadorias e pensões dos servidores públicos federais, o que vem gerando debates sobre possíveis riscos de fragilização dos direitos dos servidores. Representando o ADURN, a professora Vilma Vitor Cruz apresentou as atividades realizadas pelo sindicato, principalmente voltadas à integração dos aposentados, e demonstrou preocupação com a adesão tanto dos aposentados quanto dos professores mais jovens. Para ela, é preciso criar estratégias que aproximem os docentes da importância da luta sindical. Já o professor Orlando Nobre, representando o SindproifesPA, declarou que o baixo número de sindicalizados da entidade serviu como alerta para que as diretorias tenham um olhar mais atento às pautas dos aposentados e às suas demandas específicas, sem perder de vista a luta coletiva conduzida pelos sindicatos.Representando a Apufsc-Sindical, o professor José Flets destacou como as trocas de experiências entre representantes de diferentes estados têm contribuído para aprimorar ações já existentes e implementar novas iniciativas voltadas aos aposentados nos sindicatos. “São ações importantes porque eles querem se integrar, eles querem participar, e podemos construir esse caminho integrando também aqueles que ficam em casa e que podem participar”, declarou. A professora Elvira Cortes, representante do APUB-Sindicato e integrante da coordenação da Comissão de Aposentados da Universidade Federal da Bahia (UFBA), questionou as razões da mudança cultural na atividade sindical ao longo dos anos. “Eu lembro que, quando entrei na universidade, a primeira coisa que a gente fazia era sindicalizar. E agora a gente está com essa dificuldade que eu não sei a que atribuir”, refletiu. Representando a ADUFRGS-Sindical, a professora Mariliz Guterres contou que este foi o segundo encontro do qual participou no Adufg-Sindicato e destacou que levou exemplos de atuações debatidas no evento para serem implementadas no Rio Grande do Sul, reforçando a importância de momentos de integração e união entre os integrantes do GT de Aposentados. Segundo ela, a pauta dos aposentados está diretamente ligada às demandas dos docentes ativos e, por isso, precisa ser tratada de forma conjunta.“Como professor aposentado, a gente tem que se preocupar metade do tempo conosco e metade do tempo com os ativos, porque a gente está vivendo junto. A gente precisa dos jovens, de um país com melhores condições e melhores políticas públicas, e tudo isso nos afeta”, pontuou Mariliz. Fechando as representações da mesa, a diretora de Assuntos de Aposentadoria e Pensão do Adufg-Sindicato, professora Denise Paiva, relembrou a construção histórica da diretoria de aposentados da entidade e contribuiu para o debate a partir de reflexões das Ciências Sociais, sua área de formação. “Eu acho que, talvez, parte da explicação resida em algo que a gente, nas Ciências Sociais, chama de ‘dilema da ação coletiva’, em que as pessoas acham importante a participação, mas, quando pensam no custo dessa mobilização, acreditam que sempre haverá alguém preocupado com isso. Mas não é bem assim”, explicou.Considerando esse cenário, Denise frisou que a participação e a mobilização coletiva precisam ser intensificadas e citou a criação de frentes de divulgação e comunicação voltadas especificamente para esse público. Ao final do debate, o público presente também foi convidado a compartilhar experiências, visões e sugestões sobre as questões levantadas pelas entidades, ampliando as trocas entre federações de diferentes estados e fortalecendo a construção coletiva do movimento sindical. O presidente do PROIFES, professor Wellington Duarte, fez um balanço positivo da sétima edição do encontro e destacou a continuidade do trabalho nos próximos meses. “Daqui sairá uma Carta de Goiânia para ajudar nossa federação a construir mais políticas voltadas às demandas dos aposentados e aposentadas da federação”, afirmou. Confira o vídeo com a análise do presidente, e dos diretores, diretoras e participantes do VII Encontro Nacional dos Aposentados do PROIFES-Federação: Comunicação Adufg Sindicato / Redação PROIFES-Federação
PROIFES participa de ‘Força-Tarefa’ pela aprovação do PL 1893/26 no Congresso Nacional

Fonte: Condsef / Fenadsef – Ao longo das próximas semanas, representantes de entidades do Fórum das Três Esferas do Serviço Público realizam visitas a gabinetes parlamentares com distribuição de materiais informativos e articulação política em defesa de um direito histórico do funcionalismo. A aprovação do PL 1893/2026, que regulamenta a Convenção 151 da OIT, garantindo aos servidores públicos o direito de organização no local de trabalho. Isso significa fortalecer o diálogo, valorizar os servidores e melhorar os serviços públicos para toda a população. O projeto prevê:✔️ mesas permanentes de negociação coletiva✔️ transparência e boa-fé nas negociações✔️ prevenção de conflitos e redução da judicialização✔️ garantia da organização sindical✔️ representação das entidades✔️ licença para atuação sindical Os servidores também se somam no trabalho de força-tarefa na luta pela aprovação do PL 1838/2026 que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e extingue a escala 6×1 no Brasil. O projeto foi enviado ao Congresso pelo presidente Lula em regime de urgência, em 14 de abril e precisa ser votado em até 45 dias a partir da data de envio. A votação desse PL está prevista para ocorrer em uma comissão especial na Câmara dos Deputados no dia 26 de maio de 2026, com possibilidade de seguir para votação no plenário da Câmara já no dia 27 de maio de 2026. O PROIFES-Federação segue mobilizado, com todos seus diretores, membros e parceiros, no contato diário com os nossos representantes no Congresso Nacional, na defesa permanente dos direitos dos docentes federais, da valorização da carreira e da educação pública de qualidade! Redação PROIFES-Federação
PROIFES participa de Conferência da CPLP em Angola

O PROIFES-Federação participou da 1a Conferência Organizacional da CPLP Sindical da Educação, realizada de 4 a 8 de maio, na cidade de Lobito, em Angola, com o tema ‘Sindicalismo Docente na Lusofonia: Responder aos Desafios de Hoje’. A professora Regina Rigatto Witt, diretora de Relações Internacionais do PROIFES, esteve ao lado de delegados de diversas entidades do Brasil, como a CNTE e a CONTEE), e do exterior – Angola (FSTECDSA e Sinprof), Cabo Verde (FECAP, SINTEP), Guine Bissau (SINAPROF), Moçambique (ONP), e São Tomé e Príncipe (SINPREST) – além de membros da Internacional da Educação e do Fundo para a educação do Banco Mundial. Ao longo dos cinco dias de evento, foram apresentadas as conjunturas e desafios de cada país. Entre os desafios, a falta de líderes e de informação nas bases do sindicalismo educacional, os ataques à liberdade sindical, a falta de cooperação entre as entidades representantes dos trabalhadores, os entraves legais, políticos e processuais e os problemas de comunicação. A conferência abriu espaço, ainda, para a discussão da necessidade de engajamento dos jovens no sindicato. Com esse propósito, e em comemoração ao Dia da Língua Portuguesa, foi realizada uma visita à Escola de Formação de Professores. O tema das mulheres nos sindicatos aprofundou a problematização discutida na convenção de Guiné Bissau, em 2025, e reforçou o engajamento no grupo de mulheres da CPLP-SE. Outras questões atuais e crescentes, não só no mundo da educação, como em todas as frentes de organização da sociedade, também foram tratadas, como o da Digitalização e Inteligência Artificial (AI), com foco na integração das tecnologias de forma crítica, ética e soberana, para a garantia da acessibilidade universal. Ao final da Conferência, foi apresentada e formalizada a ‘Carta de Lobito’, que reafirmou o compromisso de construir um sindicato docente forte, combativo e transformador, capaz de transformar as incertezas do presente e afirmar, com coragem, que o futuro não pode ser definido pela guerra, mas pela educação, a cooperação entre os povos e a dignidade humana. Veja o vídeo: Redação PROIFES-Federação
PROIFES leva pautas da categoria ao MEC

Este 28 de abril de 2026 pode ser considerado mais um dia histórico, entre tantos que têm marcado as mais de duas décadas de lutas do PROIFES-Federação, como representante legítimo e efetivo dos docentes das Instituições Federais de Ensino. Com a presença de seus diretores, a professora Geovana Reis e o professor Oswaldo Negrão, a entidade participou da 1ª Mesa Setorial de Negociação Permanente no âmbito do Ministério da Educação (MEC), realizada na sede da pasta governamental, em Brasília, e com a presença de entidades e representantes da classe trabalhadora da educação básica, técnica e superior. Um processo iniciado ainda no mês de março deste ano, quando o PROIFES-Federação recebeu o convite para a mesa e enviou um ofício, aprovado pelo Conselho Deliberativo e assinado por seu presidente, o professor Wellington Duarte, São 14 ítens, com reivindicações da pauta oficial da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. Entre elas, o cumprimento da cláusula que trata da liberação do controle de ponto de frequência da EBTT, e do piso do magistério da Educação Básica, mantendo a organização das carreiras MS e EBTT. Também estão na lista reivindicações voltadas aos docentes aposentados, como a que solicita o cumprimento da cláusula que trata da criação de GT para trabalhar proposta de reenquadramento da categoria, entrada bilateral e insalubridade, e o pedido de implementação de um eixo de cuidado com a saúde mental dos professores no programa “Mais Professores”. Os diretores do PROIFES-Federação destacaram o avanço das negociações, também a partir do processo de democratização do ensino superior, após a aprovação do fim da lista tríplice no processo eleitoral de reitores das universidades federais, tema que segue na mesa de negociação. “Nós iniciamos um debate com o MEC e as entidades a respeito dos desdobramentos dos processos eleitorais que serão desenvolvidos a partir dessa aprovação”, explicou Geovana Reis. Oswaldo Negrão detalhou: “Identificamos um pequeno erro técnico em um dos artigos, que mencionava apenas professores do magistério superior. Já pontuamos isso ao MEC para que haja uma reformulação, evitando processos de judicialização em escolas e espaços técnicos onde existem diretores do EBTT e dos próprios Institutos Federais”. Durante a mesa, que se estendeu por aproximadamente 3 horas e foi coordenada por Vinicius Roda, secretário executivo adjunto do MEC, e Alexandre Vidor, assessor do ministro da Educação, o PROIFES-Federação também encaminhou a necessidade da criação de dois novos Grupos de Trabalho. O primeiro, com as entidades e representantes do movimento estudantil, para amadurecer os mecanismos de composição dos processos eleitorais, buscando a forma mais democrática e ampla possível. O outro GT, com foco no enfrentamento das violências no ambiente das universidades e institutos. “A violência contra professores e trabalhadores da educação é um problema seríssimo. Eu participei do grupo que elaborou um documento instruído no início do governo, mas agora precisamos de desdobramentos práticos. Não basta um documento; é preciso constituir ações concretas para enfrentar essa situação preocupante”, concluiu Negrão. Clique no link para ler a Carta com a pauta de reivindicações do PROIFES-Federação junto ao MEC. https://drive.google.com/file/d/1DMSYjdS91Wmmw4DjvQbIInvVkgIHT5Jc/view?usp=drive_link Veja o vídeo: Redação PROIFES-Federação
