Investir em Ensino Médio Integral traz retorno para comunidade, diz estudo

Fonte: Adufg/CNN Brasil – Um levantamento feito sobre o Ensino Médio Integral (EMI) no Brasil indica que há um retorno social para a comunidade a partir do investimento no sistema educacional. Os dados revelam que, para cada R$ 1 investido, R$ 3,49 retornam para a população local. O estudo foi feito pelo Instituto Natura e analisou os dados de egressos da rede pública de ensino do estado de Pernambuco. O estado é pioneiro na adoção do EMi e planeja sua expansão em larga escala, com a finalidade de diminuir o custo por vaga para a gestão pública. A análise feita pelo Instituto Natura simulou diferentes cenários para a implementação de novas políticas públicas do modelo, que indicou que quanto maior o investimento, maior é a eficiência e o retorno das economias para o território. A pesquisa revela ainda que os investimentos vão além da qualidade do ensino, mas também promovem um efeito positivo contínuo na vida dos jovens, mesmo após o período escolar. Entre os ganhos diretos mensurados pelo estudo, foi identificado um aumento médio de R$ 172 na renda mensal e elevação de três pontos percentuais na taxa de empregabilidade entre jovens egressos do EMI. Em relação à evasão escolar, há uma redução de 4,8% e o ingresso no ensino superior aumenta 8,8%. “O aluno se torna um profissional mais qualificado, com salários maiores e maior poder de consumo, contribuindo de forma mais robusta para a economia”, declara Vladimir Ponczek, um dos autores do estudo, que também é assinado por Natália Marchi e Enlinson Mattos. “No cenário mais otimista do estudo, a soma desse ‘benefício econômico’ ao longo da vida do egresso chega a quase três vezes e meia o valor investido pelo Estado.” Para Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil, o investimento traduz avanços pedagógicos em indicadores econômicos, por meio de subsídios do próprio Estado. Dessa forma, o EMI representa uma ferramenta eficiente para romper ciclos de desigualdade e acelerar o crescimento econômico local. “O Brasil avançou na oferta da educação integral, mas pode ir além. A cada novo estudo que corrobora com sua relevância, aumenta a urgência por maior compromisso político e gera força para expansão”, explica Slemenson. “O Ensino Médio Integral é uma política inegociável para o desenvolvimento do nosso país e há evidências suficientes para colocá-lo no centro da estratégia educacional.” Redação PROIFES-Federação

Censo Escolar: Brasil reduz índices de reprovação, abandono e atraso

Fonte: Agência Brasil – Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os novos dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país.  De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da a criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Permanência  Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro. O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. “Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando. Educação básica Os avanços observados no ensino médio também são resultado de outras ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada busca garantir a alfabetização de todas as crianças do país até o final do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar as aprendizagens afetadas pela pandemia, de 100% das crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano. Ensino integral O MEC destaca que o percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública. Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem.No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada 4 estudantes na modalidade. Conexão O MEC também atribui os bons resultados à transformação digital da escola pública, por meio da Por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que amplia a infraestrutura tecnológica das redes de ensino e do acesso à internet de qualidade nas escolas públicas de educação básica do país. Devido à iniciativa, o número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Em 2023, eram 66,8 mil escolas estaduais e municipais conectadas. Agora, são 100 mil. Entre 2023 e 2025, mais de R$ 3 bilhões foram investidos em escolas. O MEC contabiliza que a iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e ampliou as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais. Leia a matéria completa aqui. Redação PROIFES-Federação

Nota do PROIFES-Federação: Regularidade das Bolsas é Compromisso com a Ciência 

O PROIFES-Federação soma-se às vozes da comunidade científica brasileira na defesa da regularidade do pagamento das bolsas de fomento à pesquisa. A preocupação, recentemente externada pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e por dezenas de entidades científicas, decorre da vulnerabilidade dessas bolsas à possibilidade de bloqueios, contingenciamentos e atrasos em razão de sua atual classificação orçamentária como despesa discricionária. Embora assim classificadas, as bolsas decorrem de compromissos já assumidos pelo Estado e são indispensáveis para garantir a continuidade da pesquisa científica e da formação de novos pesquisadores.  A instabilidade no pagamento das bolsas não afeta apenas quem as recebe. Ela coloca em risco pesquisas sobre saúde pública, desenvolvimento de novos medicamentos, produção de alimentos, mudanças climáticas, inteligência artificial, educação e inúmeras outras áreas estratégicas para o país. Quando uma pesquisa é interrompida por falta de previsibilidade financeira, perdem as universidades, desperdiçam-se investimentos públicos já realizados e perde a sociedade, que deixa de receber os benefícios do conhecimento produzido.  Nesse contexto, o PROIFES-Federação defende a adoção de medidas que assegurem às bolsas de fomento maior estabilidade orçamentária e financeira, protegendo-as de bloqueios e contingenciamentos e garantindo regularidade e previsibilidade no calendário de pagamentos. Trata-se de uma medida essencial para fortalecer a pós-graduação, preservar a capacidade das universidades públicas de produzir conhecimento e assegurar que a ciência brasileira continue contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do país.  O PROIFES-Federação reafirma seu compromisso com a valorização da ciência, da educação pública e das universidades federais, defendendo políticas públicas que reconheçam a pesquisa como uma política de Estado. Garantir a regularidade das bolsas é investir na soberania científica do Brasil e na construção de um futuro mais inovador, sustentável e socialmente justo.  Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico – PROIFES-Federação

Novas regras para formação de professores incluem IA na grade e aula on-line ao vivo em instituições com nota baixa

Fonte: APUFSC/O Globo – O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta terça-feira, dia 23, as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para formação inicial de professores com a obrigatoriedade do ensino de “recursos de inteligência artificial” e uma regra que flexibiliza o decreto do Ministério da Educação para a educação à distância em cursos de graduação (EAD). Na nova regra criada pelo CNE, os cursos de Pedagogia e as licenciaturas ofertados no formato semipresencial deverão funcionar com uma carga horária presencial mínima de 50%. Os cursos que não conseguirem atingir o conceito 3 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), avaliação que mede a qualidade dos cursos de ensino superior do país com uma escala de 1 a 5, em duas edições sucessivas serão obrigados a oferecer uma carga horária adicional de 20%, que poderá ser realizada no formato síncrono mediado ou presencial. As regras aprovadas nesta terça-feira agora terão a redação finalizada pelo CNE e serão encaminhadas para o Ministério da Educação (MEC), que precisa homologar a decisão. Só depois disso ela passa a valer.  Outra novidade do texto é a inclusão da obrigatoriedade de inteligência artificial entre os componentes que os futuros professores devem aprender. De acordo com texto, é preciso “desenvolver competências para a integração crítica, ética, inclusiva e pedagogicamente orientada das tecnologias digitais, da educação midiática e dos recursos de inteligência artificial nos processos de ensino, aprendizagem e avaliação”. Redação PROIFES-Federação 

PROIFES parabeniza ADIFCE por um ano de lutas pelos docentes cearenses

Há um ano, neste 25 de junho, nascia a Associação Sindical dos Docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do Instituto Federal do Ceará – ADIFCE, com o propósito de estar à frente das lutas da categoria, por mais direitos, como o ganho real de salário e a valorização da carreira, entre outras.  O PROIFES-Federação parabeniza e exalta este período de trabalho, desejando longa vida e muitas conquistas pela frente.  Redação PROIFES-Federação

Em tempos de Copa, o PROIFES ‘segue na luta’ para que todos os brasileiros sejam ‘campeões’

“A Copa do Mundo chegou para unir todos os brasileiros, mas nesse período não podemos esquecer que a vida segue e temos muito o que conquistar. Por isso, O PROIFES-Federação, assim como a maioria da população também torce e vibra a cada gol no esporte número um e que é preferência nacional. Afinal, a alegria e o sorriso de cada cidadão é motivo para festejarmos juntos. Mas, juntos, nós ainda precisamos lutar para que o Brasil seja ‘campeão’ em justiça social, direitos humanos, igualdade e em tantos outros temas que afetam a nossa sociedade. Como representante legítimo dos docentes das instituições federais de ensino, mas, ainda, com um olhar cuidadoso para cada trabalhador e trabalhadora de outros setores, o PROIFES entende que não podemos esquecer a realidade em nosso entorno. Enquanto nossos 26 jogadores buscam o hexa dentro de campo lá fora, aqui, seguimos no jogo em que temos que driblar, defender, dividir e conquistar nossos direitos. Pela educação pública gratuita e de qualidade; Pela valorização da carreira dos docentes das IFES e do EBTT federal; Pelo aumento real de salários e benefícios; Pelo fim da contribuição previdenciária sobre o salários dos aposentados e pensionistas do serviço público; Pelo fim da escala 6×1 e a implementação da 5×2 para todos os brasileiros, com direito a, pelo menos, dois dias de descanso semanal e sem redução salarial. Pela valorização real do salário mínimo; Pela direito à organização no local de trabalho pelos servidores públicos. Por muitas outras pautas que garantam mais políticas públicas contra a violência, contra a discriminação das minorias, pela igualdade de gênero, pelo direito saúde, moradia, alimentação e tudo o que se move favoravelmente à plena dignidade humana. Que venha o hexa… e que “NA COPA DA VIDA E DA EDUCAÇÃO” o povo brasileiro seja o verdadeiro campeão! Redação PROIFES-Federação

Oito anos após lei pioneira, estados ainda enfrentam desafios de vacinar dentro da escola

Fonte: APUFSC/Folha de S. Paulo – Pioneiro na criação de uma lei estadual, em 2018, que passou a exigir a apresentação da carteira de vacinação atualizada para matrícula e rematrícula de estudantes das redes pública e privada, o Paraná inspirou outros estados a seguirem o mesmo caminho. As experiências mostram, porém, que legislações sozinhas não garantem melhores coberturas vacinais. Ao menos 16 estados possuem legislações ou diretrizes relacionadas à exigência da atualização vacinal no ambiente escolar. Em geral, a falta de vacinação não impede a matrícula ou a rematrícula, mas, nesses casos, o Conselho Tutelar e/ou o Ministério Público devem ser acionados. Transformar a escola em uma aliada da imunização busca enfrentar uma barreira conhecida pelas equipes de saúde: crianças mais velhas e, principalmente, adolescentes estão menos presentes nas salas de vacina. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2024 mostram que pouco mais de 50% dos adolescentes tinham tido contato com algum serviço de saúde nos 12 meses anteriores ao estudo. Leia na íntegra: Folha de S. Paulo Redação PROIFES-Federação

Vai à sanção projeto que inclui Educação Política nas escolas

Fonte: CNTE – O Senado Federal aprovou em Plenário o Projeto de Lei 4088/2023, que inclui educação política e direitos da cidadania como componente curricular obrigatório do ensino básico. A decisão foi concluída na terça-feira (17) e segue para sanção presidencial. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para acrescentar a educação política como conteúdo, de modo a aprofundar a obrigatoriedade de estudo “da realidade social e política” já prevista no artigo 26 da LDB. O PL 4088 adiciona um novo inciso a esse mesmo artigo: “Educação política e direitos da cidadania constituirá componente curricular obrigatório no âmbito do estudo da realidade social e política a que se refere o § 1º deste artigo”. A inserção da educação política está alinhada com a luta histórica da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) pela defesa de uma escola com qualidade emancipadora. “A proposta é fundamental na formação dos estudantes.O projeto é um passo na direção de uma escola melhor, para preparar melhor os estudantes para viver nessa época que estamos vivendo”, disse o secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes.  Tramitação A matéria original é de autoria da deputada Renata de Abreu (Podemos-SP) e foi aprovada na Câmara dos Deputados em 2023 com mudanças na redação. O Senado acatou o projeto sem alterá-lo, em votação simbólica. Houve um voto contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O relator do PL na Casa Alta, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), avaliou que o texto assegura que a educação política e os direitos de cidadania sejam efetivamente abordados nas salas de aulas de todas as escolas, fortalecendo dispositivos mais gerais que a LDB já prevê. Redação PROIFES-Federação 

MEC lança curso sobre Direitos Humanos e práticas midiáticas

O Ministério da Educação (MEC) lançou o “Curso de Aperfeiçoamento em Educação em Direitos Humanos, Diversidades e Educação Midiática: práticas com a escola”. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de junho, por meio do portal do Centro de Educação a Distância (CEaD) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O curso é gratuito, totalmente on-line e com certificação de 225 horas. As vagas são destinadas, prioritariamente, a professores e profissionais da educação básica com vínculo formal escolar. Contudo, demais interessados também poderão participar em caso de vagas remanescentes.  A formação é ofertada pela UFU, em parceria com a Secadi, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) – Campus Uberlândia. Redação PROIFES-Federação

CAPES atualiza editais de programas de cooperação internacional com Reino Unido e China

Fonte: CAPES/MEC – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) publicou, na última sexta-feira (19), atualizações em dois importantes programas de cooperação internacional voltados à pesquisa, inovação e formação de recursos humanos de alto nível.  As alterações envolvem os Programas Cátedra Rio Branco – King’s College London e o Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica. Ambas as iniciativas integram a estratégia de internacionalização da educação superior e da ciência brasileira.  No caso dos Editais n° 20/2024 – Programa Cátedra Tübingen e nº 21/2024, referente ao Programa Cátedra Rio Branco – King’s College London, foram realizadas alterações nos requisitos de candidatura, permitindo a participação de professores aposentados.  Programa Brasil-China Já no âmbito do Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, a alteração no Edital nº 4/2026 refere-se ao resultado final do processo seletivo voltado à cooperação científica e tecnológica entre Brasil e o país asiático. Com a atualização, os candidatos e instituições participantes devem consultar a versão mais recente atualizada do resultado do documento para verificar eventuais mudanças na seleção.  A atualização desses instrumentos reforça o compromisso da CAPES com o aprimoramento contínuo de seus programas de cooperação internacional, ampliando oportunidades para pesquisadores brasileiros atuarem em ambientes acadêmicos de excelência e contribuírem para o avanço da ciência, da inovação e da produção de conhecimento em escala global. Redação PROIFES-Federação