CAPES atualiza editais de programas de cooperação internacional com Reino Unido e China

Fonte: CAPES/MEC – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) publicou, na última sexta-feira (19), atualizações em dois importantes programas de cooperação internacional voltados à pesquisa, inovação e formação de recursos humanos de alto nível.  As alterações envolvem os Programas Cátedra Rio Branco – King’s College London e o Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica. Ambas as iniciativas integram a estratégia de internacionalização da educação superior e da ciência brasileira.  No caso dos Editais n° 20/2024 – Programa Cátedra Tübingen e nº 21/2024, referente ao Programa Cátedra Rio Branco – King’s College London, foram realizadas alterações nos requisitos de candidatura, permitindo a participação de professores aposentados.  Programa Brasil-China Já no âmbito do Programa Brasil-China de Líderes em Inovação Científica e Tecnológica, a alteração no Edital nº 4/2026 refere-se ao resultado final do processo seletivo voltado à cooperação científica e tecnológica entre Brasil e o país asiático. Com a atualização, os candidatos e instituições participantes devem consultar a versão mais recente atualizada do resultado do documento para verificar eventuais mudanças na seleção.  A atualização desses instrumentos reforça o compromisso da CAPES com o aprimoramento contínuo de seus programas de cooperação internacional, ampliando oportunidades para pesquisadores brasileiros atuarem em ambientes acadêmicos de excelência e contribuírem para o avanço da ciência, da inovação e da produção de conhecimento em escala global. Redação PROIFES-Federação

Conselho Nacional de Educação atualiza regras do ensino integral

Fonte: Agência Brasil – O Conselho Nacional de Educação (CNE) alterou diretrizes do ensino integral na educação básica e definiu prazo até 31 de outubro para que cada rede atualize suas normas.  A medida está publicada na edição desta terça-feira (23) do Diário Oficial da União. Pelo novo texto, estados, municípios e o Distrito Federal deverão revisar e atualizar todos os atos normativos que regulamentam a educação integral, como resoluções, portarias, diretrizes curriculares, regimentos escolares e projetos pedagógicos. Esses atos deverão passar pelos respectivos conselhos de educação e seguir orientações do Ministério da Educação. Leia a medida aqui. Redação PROIFES-Federação

PROIFES da primeira edição do “Ciclo de Escutas em Educação, com transmissão ao vivo

O Ciclo de Escutas em Educação fará sua primeira edição amanhã, terça-feira, 23/06, às 19h00 com transmissão pelo canal da Fundação Perseu Abramo. Na mesa, estarão militantes e dirigentes sindicais da educação básica, técnico-profissional e superior pública e privada, sob o tema ‘Sindicalismo em Educação’. Convidado, O PROIFES-Federação será representado por seu presidente, o professor Wellington Duarte (ADURN). Ao vivo, (a partir das 19h): Redação PROIFES-Federação

Em tempos de Copa, o PROIFES ‘segue na luta’ para que todos os brasileiros sejam ‘campeões’

“A Copa do Mundo chegou para unir todos os brasileiros, mas nesse período não podemos esquecer que a vida segue e temos muito o que conquistar. Por isso, O PROIFES-Federação, assim como a maioria da população também torce e vibra a cada gol no esporte número um e que é preferência nacional. Afinal, a alegria e o sorriso de cada cidadão é motivo para festejarmos juntos. Mas, juntos, nós ainda precisamos lutar para que o Brasil seja ‘campeão’ em justiça social, direitos humanos, igualdade e em tantos outros temas que afetam a nossa sociedade. Como representante legítimo dos docentes das instituições federais de ensino, mas, ainda, com um olhar cuidadoso para cada trabalhador e trabalhadora de outros setores, o PROIFES entende que não podemos esquecer a realidade em nosso entorno. Enquanto nossos 26 jogadores buscam o hexa dentro de campo lá fora, aqui, seguimos no jogo em que temos que driblar, defender, dividir e conquistar nossos direitos. Pela educação pública gratuita e de qualidade; Pela valorização da carreira dos docentes das IFES e do EBTT federal; Pelo aumento real de salários e benefícios; Pelo fim da contribuição previdenciária sobre o salários dos aposentados e pensionistas do serviço público; Pelo fim da escala 6×1 e a implementação da 5×2 para todos os brasileiros, com direito a, pelo menos, dois dias de descanso semanal e sem redução salarial. Pela valorização real do salário mínimo; Pela direito à organização no local de trabalho pelos servidores públicos. Por muitas outras pautas que garantam mais políticas públicas contra a violência, contra a discriminação das minorias, pela igualdade de gênero, pelo direito saúde, moradia, alimentação e tudo o que se move favoravelmente à plena dignidade humana. Que venha o hexa… e que “NA COPA DA VIDA E DA EDUCAÇÃO” o povo brasileiro seja o verdadeiro campeão! Redação PROIFES-Federação

MCTI lança programa de residência em tecnologias quânticas para formar especialistas e impulsionar deeptechs brasileiras

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta sexta-feira (19), em João Pessoa (PB), o Projeto Residência em Tecnologias Quânticas – Qualificação e Empreendedorismo de DeepTechs Nacionais. A iniciativa marca uma nova etapa da estratégia brasileira para o desenvolvimento de tecnologias quânticas e tem como objetivo formar talentos, fortalecer a pesquisa aplicada e estimular o surgimento de empresas de base tecnológica em áreas consideradas estratégicas para o futuro do país.  Durante a cerimônia, realizada na Granja Santana, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o Brasil está construindo as bases para participar de uma das mais importantes revoluções tecnológicas do século XXI. “Mais do que um programa de formação, essa residência representa um investimento estratégico na autonomia tecnológica brasileira, na preparação de talentos para as profissões do futuro e na construção de uma nova geração de empresas intensivas em conhecimento”, afirmou a ministra.  Com investimento estimado em R$ 20 milhões ao longo de 36 meses, o projeto oferecerá 156 bolsas e contará com uma equipe técnica multidisciplinar de igual dimensão. A expectativa é capacitar aproximadamente 500 estudantes, pesquisadores e profissionais em áreas como computação quântica, microeletrônica, semicondutores e aplicações avançadas para setores estratégicos. As atividades serão desenvolvidas em João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Campinas (SP).  A residência integra a Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas (IBQuântica) e está conectada ao Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba (CIQUANTA-PB), empreendimento que reunirá infraestrutura de ponta, pesquisa científica, formação de recursos humanos e desenvolvimento tecnológico.  O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, afirmou que o projeto vai revolucionar a ciência e tecnologia da Paraíba, do Nordeste e do Brasil. “Gostaria de agradecer por essa parceria, esse projeto, agradecer ao investimento em ciência e tecnologia que é fundamental para prepara o nosso país para o futuro”.   O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, Claudio Furtado, destacou que a iniciativa está diretamente ligada à preparação das equipes que atuarão na implantação da infraestrutura quântica do estado. Segundo ele, profissionais das áreas de engenharia elétrica, computação e física já participam de treinamentos especializados, incluindo atividades desenvolvidas em parceria com instituições chinesas. “Esse pessoal vai acompanhar a montagem dos nossos computadores quânticos e se integrar ao esforço de formação de pessoas nas diversas áreas envolvidas no projeto”, afirmou.  Infraestrutura estratégica para o Brasil  Também lançado oficialmente durante o evento, o CIQUANTA-PB representa um dos maiores investimentos brasileiros na área de tecnologias quânticas. O centro contará com aproximadamente R$ 200 milhões em recursos, sendo R$ 140 milhões do Governo da Paraíba e R$ 60 milhões do MCTI. A estrutura abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil, com capacidades de 20 e 100 qubits.  Segundo Luciana Santos, o empreendimento reforça a capacidade nacional de atuar em uma área considerada estratégica para a soberania tecnológica e para o desenvolvimento econômico. “O Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas será um ambiente de excelência em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Estamos construindo aqui uma infraestrutura científica de classe mundial”, destacou a ministra durante o evento.  Cláudio Furtado ressaltou ainda que o projeto abre caminho para etapas mais avançadas da cadeia tecnológica. “A grande novidade é o interesse em avançar também para a fabricação desses chips. Isso nos eleva a outro patamar, porque não se trata apenas da tecnologia do computador quântico, mas da capacidade de desenvolver componentes estratégicos em uma área que hoje é objeto de disputa tecnológica mundial”, disse.  Além de apoiar pesquisas e aplicações em áreas como inteligência artificial, saúde, segurança digital e novos materiais, o CIQUANTA-PB dará origem a um Hub Nacional de Experimentação Quântica, permitindo o compartilhamento de laboratórios, equipamentos e conhecimento especializado entre pesquisadores, universidades e empresas.  Desenvolvimento regional e nacional  A ministra também ressaltou a importância da iniciativa para a descentralização dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Entre 2023 e 2025, o MCTI destinou R$ 513,5 milhões para projetos no estado da Paraíba, valor quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022.  Para o MCTI, o lançamento da residência e do CIQUANTA-PB reforça o compromisso do Governo Federal com a formação de talentos, a transformação digital e a construção de capacidades tecnológicas estratégicas para o país, alinhadas à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) e à Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital). Redação PROIFES-Federação

Bloqueio de R$ 300 milhões no CNPq pode afetar pagamento de milhares de bolsas de pesquisa

Fonte: Folha/APUFSC – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) teve um bloqueio de R$ 300 milhões, o equivalente a 15% de seu orçamento para este ano. A medida poderá afetar aproximadamente 80% dos 102 mil bolsistas da fundação nos próximos meses. O bloqueio foi confirmado à Folha pelo presidente do CNPq, Olival Freire Junior. Se ele não for revertido, deverão ser afetados os pesquisadores que recebem bolsas oriundas do orçamento do conselho. Esse é o caso da maioria dos bolsistas, uma vez que somente cerca de 20% recebem valores provenientes de outras fontes, como convênios e Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fndct). Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a fundação disse que tomou conhecimento da medida no último dia 10 e ainda não há previsão para retomada da verba. Segundo o presidente do CNPq, existe a promessa do governo Lula (PT) de recomposição do valor. Em torno de 95% do valor em questão incide sobre bolsas, o que representaria o pagamento de cerca de dois meses de bolsas para pesquisadores, segundo Olival. Leia na íntegra: Folha de S. Paulo Redação PROIFES-Federação

CAPES selecionará até 20 pesquisadores para atuação na Universidade em Buffalo, nos Estados Unidos

Fonte: CAPES/MEC – A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) publicou nesta sexta-feira (19) o Edital nº 19/2026, para seleção de até 20 bolsistas no âmbito do Programa CAPES/Universidade em Buffalo (CAPES/UB). A iniciativa fortalece a cooperação acadêmica e científica entre o Brasil e os Estados Unidos. A ação é resultado do Acordo de Cooperação Internacional firmado entre a CAPES e a Universidade de Buffalo (University at Buffalo – The State University of New York), assinado em dezembro de 2024. Os interessados poderão se inscrever no programa até as 17h (horário de Brasília) do dia 31 de agosto de 2026, por meio do Sistema de Inscrições da CAPES. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado até 30 de abril de 2027. As atividades dos bolsistas nos Estados Unidos terão início entre os meses de agosto e dezembro de 2027. Mais informações podem ser obtidas no sistema de inscrições da CAPES ou pelo e-mail: inscricao.buffalo@capes.gov.br. O que é o programa O programa oferecerá dez bolsas na modalidade Professor Visitante Sênior no Exterior e dez na modalidade Professor Visitante Júnior no Exterior. Os selecionados realizarão atividades de pesquisa, orientação acadêmica, docência em cursos e aulas especiais, além de visitas técnicas na universidade americana. O principal objetivo do edital é ampliar a integração nas atividades de pesquisa e ensino entre universidades brasileiras e a Universidade de Buffalo, promovendo intercâmbio científico e formação continuada de pesquisadores. Podem participar professores e pesquisadores com vínculo empregatício em instituições de ensino superior, institutos e centros de pesquisa brasileiros, cuja formação e experiência profissional contribuam de forma inovadora para suas áreas de atuação. A modalidade Professor Visitante Sênior é destinada a pesquisadores com título de doutorado obtido há mais de 10 anos e trajetória acadêmica consolidada, marcada por liderança e elevada produção científica e tecnológica. Já a categoria Professor Visitante Júnior é voltada a docentes e pesquisadores que concluíram o doutorado há até 10 anos, oferecendo chance de ampliar experiência internacional e fortalecer as linhas de pesquisa. As bolsas terão duração entre três e dez meses, estimulando a mobilidade acadêmica e a cooperação entre grupos de pesquisa brasileiros e norte-americanos. A CAPES será responsável pelo apoio financeiro aos bolsistas brasileiros selecionados nas modalidades Professor Visitante Sênior no Exterior e Professor Visitante Júnior no Exterior. Já o eventual apoio a docentes da Universidade em Buffalo que venham ao Brasil será de responsabilidade da instituição norte-americana. Redação PROIFES-Federação

Brasil tem menor taxa de analfabetismo, desde 2016

Fonte: Agência Brasil – Em 2025, o Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 4,9% – a menor taxa da série histórica iniciada em 2016.  Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país. Em nove anos, a taxa nacional de analfabetismo caiu de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, uma redução de 1,8 p.p. no período. A Região Nordeste (4,8 milhões de pessoas) concentra 57,4% desse total. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O analfabetismo atinge principalmente a população idosa. Em 2025, havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 14,9% das pessoas desse grupo etário. Os analfabetos com 60 anos ou mais de idade eram 58% do total de analfabetos do país. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário. Quando se adiciona os grupos mais jovens no cálculo da taxa de analfabetismo, os percentuais diminuem progressivamente: 8,3% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 5,8% entre aquelas com 25 anos ou mais, e 4,9% na população com 15 anos ou mais. Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância. “Essa diferença de 11,3 p.p. entre os grupos etários reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos.” Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais de idade foi de 4,6%, enquanto entre os homens foi de 5,2%. A redução em relação a 2024 foi de 0,4 p.p. para ambos os sexos. Na população com 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo das mulheres, que historicamente era superior à dos homens, em 2025 passou a ser menor, com 13,7% para mulheres e 14,1% para homens, o que representa uma diferença de 0,4 p.p. “A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”, analisa o IBGE. Em 2025, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais de idade haviam completado, ao menos, a educação básica obrigatória, enquanto entre os homens esse percentual era de 55,2%. Ambos os grupos apresentaram crescimento em relação a 2024, indicando uma tendência positiva no acesso à escolarização. Em relação à cor ou raça, 64,9% das pessoas de cor branca haviam concluído o ciclo básico educacional, contra 51,3% das pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferença de 13,6 p.p. entre esses grupos. Essa diferença permanece praticamente inalterada em relação a 2024, quando era de 13,3 p.p., no entanto, é 2,8 p.p. menor que em 2016, quando a diferença era de 16,4 p.p., refletindo as persistentes desigualdades. Creche Em 2025, no Brasil, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse motivo permaneceu como o mais citado em todas as grandes regiões, com frequência mais elevada entre o primeiro grupo. O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%. Abandono escolar No grupo de jovens de 14 a 29 anos do país, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. Desses jovens, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Considerando a distribuição por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos. Ao serem perguntados sobre o principal motivo de abandono escolar ou de nunca terem frequentado a escola, os jovens de 14 a 29 anos indicaram, majoritariamente, a necessidade de trabalhar, mencionada por 43% dos entrevistados em 2025. O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024. O aumento, de 2 p.p. em relação ao ano de 2023, pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional. Os demais motivos permaneceram estáveis ou apresentaram variações modestas: gravidez foi mencionada por 9,9% dos jovens; problemas de saúde permanente, por 4,4%; realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas, por 3,9%; e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%. O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam. Redação PROIFES-Federação

Política nacional para estudantes com altas habilidades entra em vigor

Fonte: Agência Senado – A Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, que inclui um cadastro nacional, entrou em vigor nesta quinta-feira (18) com a publicação da Lei 15.436, de 2026, no Diário Oficial da União. O texto tem o objetivo de assegurar a identificação precoce, o desenvolvimento integral e a inclusão plena de alunos com altas habilidades no sistema educacional brasileiro. A nova lei define altas habilidades ou superdotação (AH/SD) como a “condição do neurodesenvolvimento caracterizada, entre outros fatores, por potencial intelectual elevado, intensa curiosidade e elevada capacidade de aprendizagem, bem como profundo envolvimento em temas de interesse, frequentemente acompanhada de alta sensibilidade e intensidade emocional”. O texto também estabelece regras para que se institua, efetivamente, um cadastro nacional dos estudantes com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação básica e na educação superior. A criação do cadastro está prevista desde 2015 (na Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB), mas nunca ocorreu. Além disso, a política também abrange as pessoas com “dupla excepcionalidade (DE)”: aquelas que, além de apresentar altas habilidades ou superdotação, possuem também um transtorno ou uma deficiência. O Censo Escolar de 2025 registrou cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados como alunos com altas habilidades ou superdotação. Mas os números podem ser maiores, conforme salientam entidades como a Associação Mensa Internacional. Atendimento especializado A lei determina que os sistemas de ensino ofereçam atendimento educacional especializado, por meio de ações complementares à escolarização regular (como programas de enriquecimento curricular, aceleração de estudo e agrupamento de estudantes por áreas de interesse). Também prevê a possibilidade de progressão educacional flexível (permitindo avanços por disciplina ou área do conhecimento) e de aceleração integral da trajetória escolar. Devem ser considerados o ritmo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de cada estudante. Cadastro nacional O texto cria o Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação — que ficará sob a responsabilidade do Ministério da Educação — para mapear e acompanhar a trajetória educacional desses alunos e para subsidiar políticas públicas. Esse banco de dados será alimentado com informações de censos educacionais e outras bases oficiais, respeitando a legislação de proteção de dados. Apoio da União A adesão à política será voluntária para estados, Distrito Federal e municípios (mediante formalização com o governo federal). A União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para as ações, conforme disponibilidade orçamentária. E o financiamento das iniciativas poderá incluir fontes como fundos da educação e programas de investimento público. Redação PROIFES-Federação