ExpoT&C – 78ª SBPC: PROIFES debate financiamento da ciência, condições de trabalho e futuro das IFEs

A segunda mesa de conversa realizada pelo PROIFES na ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, no Rio de Janeiro, reuniu o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes. O mediador foi o professor Flavio Alves da Silva, vice-presidente do PROIFES, que ressaltou o fato de trazer ao debate três autoridades de destaque no planejamento estratégico e conhecedores da realidade dos institutos de pesquisa, considerando a experiência de quem já geriu a educação e a ciência no mais alto nível. “Não há futuro para as instituições federais sem financiamento estável e sem valorização de quem nelas trabalha. Para discutir isso, recebo três vozes que trazem uma perspectiva essencial”, disse No centro do diálogo, o planejamento estratégico de longo prazo, o financiamento estável da ciência como condição essencial à soberania e à autonomia tecnológica do Brasil e a valorização da carreira, tornando-a uma política de Estado, além da busca por investimentos na manutenção de equipes qualificadas e infraestrutura de ponta, Os palestrantes concordaram que superar a política do teto de gastos e do arcabouço fiscal será o grande desafio no longo prazo, e que é preciso buscar uma proposta para o curto prazo, a partir de iniciativas dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Educação. Renato Janine reconheceu que é preciso investimentos urgentes em determinados setores, como nas instituições que, segundo ele, estão à mingua e com demissões já previstas, na base do próprio Ministério da Ciência, mas apontou que a solução estrutural está no que chamou de ‘dinheiro novo’, que viria de uma mudança no sistema de cobrança de impostos, que incidiriam com taxas maiores sobre os mais ricos: “Temos que tributar os mais ricos e isso implica em restabelecer a progressividade do imposto de renda pessoa física. Nos estados, o imposto sobre veículos, incluindo jatinhos, iates e etc. Nos municípios, os imoveis, porque você paga o mesmo percentual sobre uma mansão ou sobre um pequeno apartamento. Isso não é justo e tem que ser modificiado, disse, afirmando que seria uma condição com a capacidade de resolver, estruturalmente, a falta de dinheiro para a ciência no Brasil”. Ao encerrar o encontro, Flávio Silva reafirmou o papel de defesa da ciência pela Federação: “O futuro das universidades federais depende de três compromissos que não se separam- financiamento, condições de trabalho e uma política de estado e o compromisso que o proifes federação traz nessa SBPC e que levará diante” Redação PROIFES-Federação
PROIFES debate soberania científica e carreira docente no primeiro dia da EXPOT&C-SBPC 2026

A primeira palestra promovida pelo PROIFES-Federação na EXPOT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, movimentou o palco central do pavilhão localizado no campus da UFF, em Niterói (RJ), ma tarde desta segunda (27). O debate reuniu o físico e professor Antonio Gomes de Souza Filho, Diretor de Avaliação da CAPES, o físico e professor da UFRJ Luiz Davinovich, que presidiu a ACademia Brasileira de Ciëncias entre 2016 e 2022, e o professor Enio Pontes de Deus, diretor de C&T do PROIFES e moderador do encontro. O tema abordado foi “Soberania Científica e Carreira Docente, por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência”, com o objetivo de apresentar propostas para que o Brasil amplie sua atuação em ciência, tecnologia e inovação. Souza Filho afirmou que é preciso três pilares atuando em consonância: pessoas, financiamento e instituições e que, se um deles falhar, não haverá mais investimentos em ciência no Brasil. Davinovich lembrou que o Brasil é uma potência ainda a ser desenvolvida e explorada, citando, como exemplo, as riquezas da Amazonia e o segundo posto em reservas das chamadas terras raras, mas que o aproveitamento dessa vantagem só será possível com investimento em doutores e em estratégia industrial. Segundo ele, um dos desafios principais é atrair a juventude para a carreira científica e após sua formação, mantê-los atuando por aqui. Enio Pontes considerou o debate como de grande valia, apesar do limite de 30 minutos, estabelecido para cada mesa, no concorrido palco da SBPC. “Tivemos reflexões muito importantes a respeito da soberania, principalmente no que se trata da questão dos biomas da Amazônia, do financiamento e da capacitação. É um tripé: pessoas, financiamento e instituições fazendo com que isso aconteça de uma forma integral e em prol do desenvolvimento nacional. Através daqueles que são financiadores das pesquisas a gente pode desenvolver projetos constantes para o desenvolvimento próspero e soberano de nosso país” A próxima palestra do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026 será no dia 29/07/2026, às 11h00. Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais – Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) Redação PROIFES-Federação
Participantes do VII Encontro Nacional dos Aposentados divulgam a ‘Carta de Goiânia’

Os participantes do VII Encontro Nacional – GT Aposentados do PROIFES-Federação, na sede do ADUFG, nos dias 14 e 15 de maio de 2026, apresentam a “Carta de Goiânia”, documento cujo nome é alusivo à cidade onde o evento foi realizado, e que traz uma análise sobre os resultados do encontro, bem como as demandas, reivindicações e iniciativas que a categoria deverá colocar em prática, a partir de então. Baixe a carta, clicando aqui. Confira a íntegra: CARTA DE GOIÂNIA Nos dias 14 e 15 de maio de 2026, foi realizado o VII Encontro Nacional – GT Aposentados do PROIFES-Federação. A programação desenvolveu-se mediante apresentações e debates de assuntos pertinentes às demandas de aposentados(as) e pensionistas, sob quatro mesas temáticas que abrangeram os tópicos: 1. Direitos dos Docentes Federais e Aposentados – alguns subtraídos, outros ameaçados- tais como auxílio saúde, fim do pagamento previdenciário; 2. Educação Financeira – palestra sobre planejamento financeiro, esclarecimentos sobre exploração familiar e abusos financeiros; 3. Combate à Desinformação e Prevenção às Tentativas de Golpes – principalmente por meios eletrônicos e acesso às novas tecnologias; 4. Análise de Propostas que tramitam no Congresso Nacional – de forma mais específica, as PECs 06/2024 e 555/2006, que prevêem o fim progressivo do Confisco da Previdência Social para os servidores(as) públicos, aposentados(as) e pensionistas. Após as exposições, houve tempo para que os(as) participantes pudessem discutir e apresentar suas opiniões, com sugestões e relatos das ações sindicais e experiências em suas respectivas instituições de origem. Os últimos foram pontos muito importantes do encontro, pois revelaram desafios comuns não só para aposentados(as) e pensionistas. mas para o movimento sindical, com destaque para “o desafio de conquistar novas filiações”, a “dificuldade na convivência intergeracional” (principalmente entre aposentados(as) e pensionistas e professores(as) que estão na ativa); o “combate ao etarismo nas IFES” – relacionados aos aposentados(as) e pensionistas – e “a recuperação das perdas salariais”. As principais Reivindicações apresentadas, ao final do encontro, foram as seguintes: 1. Aprofundar a relevância e protagonismo do PROIFES-Federação no cenário político nacional e maior desempenho dos sindicatos federais. 2. Estabelecer interação colaborativa entre os setores jurídicos dos sindicatos; 3. Produzir novas formas de ampliação de filiados; 4. Contribuir no combate às fake news e as tentativas de golpes; 5. Oferecer orientações sobre educação financeira e inteligência artificial (IA); 6. Fortalecer o GT Aposentados-PROIFES, promovendo encontros mais frequentes para fortalecer as lutas e demanda; 7. Ampliar a colaboração e a mobilização com outras entidades, como o MOSAP, para fortalecer a luta pela aprovação das PECs 555/2006 e 06/2024. 8. Apoiar e lutar pela aprovação de Projeto de Lei (PL) que permita que despesas de aquisição de medicamentos de uso contínuo sejam dedutíveis na declaração do imposto de renda (IRPF) de aposentados(as) e pensionistas. Por último, mas não menos importante, a sede do ADUFG/Sindicato foi reconhecida pelos participantes como excelente local para sediar o encontro, com destaque para a receptividade e o acolhimento goianos. Saudações sindicais!
PROIFES participa de audiência pública e cobra aprovação urgente da PEC 6X1

O PROIFES-Federação participou da audiência pública, realizada nesta terça (01), pelo Senado Federal, para debater a Proposta de Emenda Constitucional que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1 (PEC 221/2019). Durante o colegiado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) também se reuniu com parlamentares e lideranças das centrais sindicais para discutir a proposta. A mobilização é pela aprovação urgente, reduzindo a jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial e o máximo de 5 dias trabalhados por semana, para todas as categorias. Segundo relato do senador Paulo Paim (PT-RS), que participou da reunião, Davi manifestou apoio à proposta e acenou inclusive com a possibilidade do fim do período de transição previsto no texto aprovado pela Câmara dos Deputados no final de maio. O texto original, aprovado na Câmara, no final de maio, prevê que a mudança entrará em vigor 60 dias após a eventual promulgação do texto. Representaram o PROIFES na audiência, os professores(as) Josi Abreu, 2ª secretária, Socorro Coelho , membro do Conselho Diretivo, e Romeu Bezerra, diretor de EBTT. Também estiveram no Senado, a professora Geovana Reis e Flávio Silva, respectivamente, diretora de Assuntos do Magistério Superior e vice-presidente do PROIFES. Eles gravaram um vídeo sobre a importância da participação da sociedade pela aprovação da PEC 6X1. Assista: O PROIFES segue mobilizado, pela aprovação da PEC 6X1. Redação PROIFES-Federação – Com informações da Agência Senado
Em mais uma rodada da MNNP, PROIFES reforça a defesa do diálogo permanente com o governo

O PROIFES-Federação participou, na tarde desta quarta (25), em Brasília, da 15ª reunião da Mesa Central da Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), com os seguintes temas: Este foi o segundo encontro de 2026, dentro do ciclo de negociações 2023 / 2026, entre o governo federal e as entidades representativas dos servidores públicos. Convocada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a mesa reuniu ainda os representantes do Fonasefe, do Fonacate, das Centrais Sindicais, do Ministério da Educação (MEC) e de entidades do funcionalismo federal, para dar continuidade aos debates sobre temas estruturantes da administração pública e das relações de trabalho no serviço público. O PROIFES-Federação foi representado pelo vice-presidente, professor Flávio Silva (Adufg), que reafirmou o compromisso da Federação com o fortalecimento da negociação coletiva, da valorização das servidoras e dos servidores públicos e da construção de soluções por meio do diálogo institucional. Na pauta, 20 reivindicações já formalizadas e em andamento, com destaque para a Negociação Anual, a Liberaçao de Dirigentes, a Recomposição das Perdas Salariais e Ganhos Reais para todos os servidores, além da Reestruturação de Carreiras e de Planos de Cargos Especiais, entre outras. Também foram relembrados os acordos já assinados e cumpridos, como os reajustes nos auxílios alimentação, creche, saúde e de transporte e o fim da Lista Tríplice na eleição de reitores das universidades federais. Na mesa, foi reforçado a importância do Encaminhamento das últimas medidas necessárias ao cumprimento de todos os acordos assinados com todas as categorias e ainda o aprimoramento nas regras para concessão de empréstimos consignados aos servidores, incluindo a possibilidade de renegociação das dívidas por meio do ‘Programa Desenrola’. No âmbito dos servidores já aposentados, a Suspensão da Centralização da Gestão das Aposentadorias e Pensões de todas as Categorias norteou o debate. Duas demandas, ainda em estudo, mas de suma importância, também seguem na lista da MNNP. São elas a Ampliaçao da Licença Paternidade e a Reserva de Recursos Orçamentários visando o reajuste salarial de 2027. Para o PROIFES, a Mesa Nacional de Negociação Permanente permanece como um espaço estratégico no acompanhamento das pautas de interesse do funcionalismo federal, permitindo que os representantes dos trabalhadores colaborem na formulação e no monitoramento das políticas voltadas aos servidores. A Federação segue acompanhando os desdobramentos das discussões, atuando de forma propositiva para assegurar os avanços das demandas da categoria docente e da valorização do serviço público federal e da educação pública gratuita e de qualidade. Redação PROIFES-Federação
DIAP divulga “Cabeças” do Congresso 2026; saiba quem são

Fonte: Agência DIAP – O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulga a edição 2026 dos “Cabeças do Congresso Nacional”, estudo que identifica os parlamentares que mais se destacam pela capacidade de influenciar o processo decisório no âmbito do Poder Legislativo federal. A edição reúne 100 parlamentares, sendo 69 deputados federais e 31 senadores. O estudo também registra a presença de 20 novos integrantes na elite parlamentar, refletindo a renovação e a ascensão de lideranças com crescente protagonismo no cenário político nacional. Entre os atributos que caracterizam protagonismo no processo legislativo, destacam-se, na visão do DIAP, a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a repercussão e tomada de decisão. Enfim, é o parlamentar que, isoladamente, ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar papel e contexto para desempenhá-lo. Parlamentares em “ascensão” Além dos 100 “Cabeças”, desde a 7ª edição da série, o DIAP divulga levantamento, que inclui na publicação anexo com outros 50 parlamentares. São os deputados e senadores em “ascensão”, que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, têm recebido missões partidárias, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar. Pode-se dizer que estão entre os 150 mais influentes. Dentre os 50 em “ascensão”, são 15 novos parlamentes. Sendo, 13 deputados, e 2 senadores. Entende-se por parlamentar em “ascensão” aquele deputado ou senador que vem recebendo missões partidárias, políticas ou institucionais e se desincumbindo bem dessas. Estão também nessa categoria, os parlamentares que têm buscado abrir canais de interlocução, criando os próprios espaços e se credenciando para o exercício de lideranças formais ou informais no âmbito do Parlamento. Parlamentares no exercício do mandato A pesquisa inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, que considera o desempenho parlamentar desde a posse, com prazo de avaliação até o mês de junho de 2026. Assim, quem esteve licenciado para assumir cargos fora do Parlamento este período, mesmo influente, não faz parte da publicação. Por isto, não constam entre os 100 mais influentes de 2026, o deputado licenciado do mandato, cumprindo missão no Poder Executivo: 1) ministros de Estado: deputado Alexandre Padilha (PT-SP); e o senador Wellington Dias (PT-PI); e 2) licenciado do mandato para tratar de interesses particulares: deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Leia o resumo da publicação, que, posteriormente estará completa, com os perfis individuais dos deputados e senadores. Redação PROIFES-Federação
Vitoria da Educação Pública: Pressão popular mantém 50% dos royalties do pré-sal para o setor

A ‘pressão realizada por parceiros históricos do PROIFES-Federação, entre eles a CNTE e a UNE, evitou um ‘golpe baixo e na calada da noite’ prestes a ser desferido contra a educação pública do nosso país. A ameaça surgiu na votação do PL 5122, aprovado no Senado Federal, nesta quarta (10), criado com o propósito de financiar o pagamento de dívidas de produtores rurais, em valores que superam os R$ 140 bilhões. E para arcar com este imenso rombo, às custas do Tesouro Nacional, um dos ítens da proposta incluía a possibilidade de utilização ‘indiscriminada’ dos valores aferidos por meio dos royalties do pré-sal. É de conhecimento público que 50% destes royalties são destinados para investimentos na educação pública. Uma conquista histórica, conforme prevê a Lei nº 12.858/2013, resultado da luta e da união união de docentes, estudantes e demais trabalhadores do setor, reunidos por centrais sindicais, sindicatos, movimentos da sociedade civil organizada, como o PROIFES-Federação. Pois enquanto a proposta tramitava no Senado, a articulação junto a representantes do Executivo e do Legislativo, conseguiu retirar este ponto absurdo do PL originalmente criado para o setor do agronegócio. “Realizamos hoje reuniões, tanto no Governo Federal, no Senado e na Câmara para articular e defender o financiamento da educação pública deste país. Foi um embate direto com o agronegócio, que tentou usurpar os recursos do pré-sal que nós merecidamente conquistamos com a aprovação do Plano Nacional de Educação. Mas nós seguimos firmes, e foi essa luta que garantiu mais uma vitória, que foi a garantia desses 50% hoje”, disse a presidenta da CNTE, Fátima Silva. Uma importante vitória, mas que ainda não está completa. O PL 5122 – incluído no rol das chamadas ‘pautas bomba’, ainda será analisado na Câmara dos Deputados, onde poderá sofrer mudanças. Sobre a Lei de 2013 A Lei nº 12.858/2013 consolidou a destinação prioritária do Fundo Social do Pré-Sal para educação e saúde. Posteriormente, a Lei nº 15.164/2025 ampliou a vinculação desses recursos, fortalecendo áreas estratégicas como educação, ciência, tecnologia, cultura, habitação, assistência social e combate às desigualdades. Além disso, o Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em 2026, garante os resultados de exploração petroleira como fonte de financiamento das metas estabelecidas na Lei, sobretudo no que tange o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar (PNIE), criado pelo PNE. “A parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural, nos termos da Lei nº 12.858, de 9 de setembro de 2013, será destinada à educação pública, com a finalidade de assegurar o cumprimento da meta de financiamento prevista no PNE, priorizada a infraestrutura da educação básica”, descreve o artigo 18 da Lei 15.388/2026. Redação PROIFES-Federação (com informações da CNTE)
Educação permite que Brasil alcance o maior IDHM da história

Fonte: Ministério da Educação (MEC) – Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, em 2024, o país atingiu a categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”, alcançando uma marca de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), a maior já registrada desde o início da medição. A informação é da pesquisa realizada pelo Radar IDHM, divulgada na terça-feira, 26 de maio. De acordo com o estudo, os parâmetros educacionais foram os principais responsáveis pelo crescimento do índice, impulsionados pelo Programa Bolsa Família (PBA). A explicação está nas condicionalidades da política, que obrigam a permanência de crianças nas escolas para que as famílias tenham acesso ao benefício, contribuindo para o aumento do parâmetro de educação de 0,679, em 2012, para 0,798, em 2024. O MEC é responsável pelo acompanhamento educacional dos estudantes beneficiários do PBA, garantindo o acesso e a permanência das crianças, adolescentes e jovens mais vulneráveis na escola. Segundo o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o relatório também demonstra o sucesso de ações de valorização e fortalecimento da educação ao longo dos anos. “Pela primeira vez na história, o Brasil atinge um IDH que é considerado muito elevado, e o principal aumento de 15 anos para cá foi na educação. Hoje, 25 milhões de brasileiros que estão no mundo do trabalho possuem um diploma de nível superior. Há 25 anos, eram só cinco milhões. Todas essas oportunidades que a gente abriu foram muito importantes para transformar o Brasil”, destacou. “Como sempre digo, a educação é um investimento de médio e longo prazo e, quando a área é, de fato priorizada, colhemos os frutos”, completou. Bolsa Família – Pelas regras do Bolsa Família, beneficiários de 4 a 6 anos incompletos precisam ter frequência escolar mínima de 60%. Já os beneficiários de 6 a 18 anos incompletos, que ainda não concluíram a educação básica, precisam de frequência mínima de 75%. O monitoramento dessa frequência é feito pelo MEC, com dados das secretarias de educação. Em 2025, a porcentagem de estudantes acompanhados, do total de beneficiários, atingiu seu maior marcador desde a retomada do programa: 89,2%. Em números absolutos, o acompanhamento atendeu 15.476.951 crianças, adolescentes e jovens beneficiários do programa, garantindo seu acesso e permanência nas salas de aula. Desde 2023, o número de crianças, adolescentes e jovens na escola beneficiários do Bolsa Família aumentou em 1,5 milhão (11,2%), demonstrando o reforço do acompanhamento escolar para a garantia do direito à educação. Além disso, o número de municípios com baixo acompanhamento (inferior a 85% do total de estudantes beneficiários) foi reduzido em 56,3% entre março de 2024 e março de 2026, porcentagem viabilizada pelo fortalecimento da parceria com as redes de ensino. O registro da frequência é feito no Sistema Presença, que permite ao MEC monitorar os motivos de baixa frequência e apoiar municípios e estados na articulação de ações para evitar a evasão e o abandono escolar, especialmente nas regiões com maior vulnerabilidade. O sistema permite ao MEC monitorar estudantes com barreiras territoriais e de infraestrutura; em sofrimento ou fragilidade de saúde; desengajados com os estudos; ou em vulnerabilidade social e invisibilidade. A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destaca o papel da política nos resultados do IDHM brasileiro: “é o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”. Redação PROIFES-Federação
PEC 6X1 – A luta continua, agora no Senado Federal!

O PROIFES-Federação segue acompanhando todos os detalhes da tramitação da PEC 221/19, da Redução da Jornada de Trabalho de 6X1. A aprovação na Câmara, histórica, é uma das maiores conquistas dos trabalhadores brasileiros, com a implementação de uma jornada justa e que proporciona aos cidadãos o direito de ‘trabalhar para viver’, ao invés de ‘viver para trabalhar’, com mais tempo livre para se dedicar à família, aos estudos, à saúde… Mas ainda há o risco de que a PEC 221/19 seja barrada pelos setores mais radicais do Senado Federal, considerando uma série de questões como o ‘ano eleitoral’, o ‘lobby de empresários e do setor produtivo’ e, principalmente, o fato do’ projeto ser uma iniciativa do governo e de sua base’. Por isso, as entidades representativas devem permanecer em mobilização permanente no Congresso, nas ruas e nas redes sociais. No Senado, a matéria será analisada na CCJ e, dependendo do acordo entre os parlamentares, também em comissão especial. Já, em plenário, a proposta precisa da aprovação de, pelo menos, 3/5 dos senadores (49), também em dois turnos. Ao longo de toda a tramitação, o PROIFES-Federação, reconhecido por sua atuação legítima, há mais de duas décadas, em defesa dos docentes federais, continuará no corpo a corpo e dialogando com cada um dos parlamentares, incansavelmente e em prol do povo brasileiro. O momento é de união e todos devem fazer a sua parte! PEC 6×1 – A pressão agora é no Senado! Redação PROIFES-Federação
Senado aprova reajuste de 5,4% no Piso Nacional do Magistério em 2026

Fonte: CNTE (com edição) – O Senado Federal votou simbolicamente, nesta terça (26), a Medida Provisória (MP) 1334/2026, que garante o reajuste de 5,4% no Piso Nacional do Magistério ainda em 2026, elevando o valor para R$ 5.130,63 em jornada de 40 horas semanais. A nova regra também garante a atualização anual para manter o piso acima da inflação. A matéria já havia sido discutida em audiência pública na Comissão Mista da Medida Provisória 1334 e aprovada na Câmara dos Deputados. Não houve discussão ou divergências no Senado, por isso a votação foi simbólica e unânime. O cálculo do piso salarial passará a considerar a inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), somada a 50% da média de crescimento das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos cinco anos anteriores. A MP 1334 prevê que o valor do piso nunca esteja abaixo do INPC e não ultrapasse à variação percentual da receita do Fundeb nos dois anos anteriores ao da atualização, incluindo as complementações da União. “Hoje é um dia muito importante, que concretiza uma conquista que foi objeto de luta dos professores do Brasil. É uma medida fundamental, que garante ganho real mais inflação, e não só para este ano, é daqui para frente. Para os professores é bom e para os gestores também, porque agora eles podem prever quanto vão investir”, comemorou o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), parceiro do PROIFES-Federação nas pautas em defesa dos docentes, Fábio Moraes, que esteve presente no Plenário do Senado. A CNTE segue na luta pela valorização dos profissionais da educação. O trabalho continua no Fórum do Piso Salarial do Magistério, articulando pelo fortalecimento das carreiras. Por ter sido aprovada com emendas, a MP 1334 foi transformada no Projeto de Lei de Conversão (PLV) nº 4. É este PLV que será o documento final enviado para sanção presidencial. Redação PROIFES-Federação