PROIFES leva pautas da categoria ao MEC

Este 28 de abril de 2026 pode ser considerado mais um dia histórico, entre tantos que têm marcado as mais de duas décadas de lutas do PROIFES-Federação, como representante legítimo e efetivo dos docentes das Instituições Federais de Ensino. Com a presença de seus diretores, a professora Geovana Reis e o professor Oswaldo Negrão, a entidade participou da 1ª Mesa Setorial de Negociação Permanente no âmbito do Ministério da Educação (MEC), realizada na sede da pasta governamental, em Brasília, e com a presença de entidades e representantes da classe trabalhadora da educação básica, técnica e superior. Um processo iniciado ainda no mês de março deste ano, quando o PROIFES-Federação recebeu o convite para a mesa e enviou um ofício, aprovado pelo Conselho Deliberativo e assinado por seu presidente, o professor Wellington Duarte, São 14 ítens, com reivindicações da pauta oficial da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. Entre elas, o cumprimento da cláusula que trata da liberação do controle de ponto de frequência da EBTT, e do piso do magistério da Educação Básica, mantendo a organização das carreiras MS e EBTT. Também estão na lista reivindicações voltadas aos docentes aposentados, como a que solicita o cumprimento da cláusula que trata da criação de GT para trabalhar proposta de reenquadramento da categoria, entrada bilateral e insalubridade, e o pedido de implementação de um eixo de cuidado com a saúde mental dos professores no programa “Mais Professores”. Os diretores do PROIFES-Federação destacaram o avanço das negociações, também a partir do processo de democratização do ensino superior, após a aprovação do fim da lista tríplice no processo eleitoral de reitores das universidades federais, tema que segue na mesa de negociação. “Nós iniciamos um debate com o MEC e as entidades a respeito dos desdobramentos dos processos eleitorais que serão desenvolvidos a partir dessa aprovação”, explicou Geovana Reis. Oswaldo Negrão detalhou: “Identificamos um pequeno erro técnico em um dos artigos, que mencionava apenas professores do magistério superior. Já pontuamos isso ao MEC para que haja uma reformulação, evitando processos de judicialização em escolas e espaços técnicos onde existem diretores do EBTT e dos próprios Institutos Federais”. Durante a mesa, que se estendeu por aproximadamente 3 horas e foi coordenada por Vinicius Roda, secretário executivo adjunto do MEC, e Alexandre Vidor, assessor do ministro da Educação, o PROIFES-Federação também encaminhou a necessidade da criação de dois novos Grupos de Trabalho. O primeiro, com as entidades e representantes do movimento estudantil, para amadurecer os mecanismos de composição dos processos eleitorais, buscando a forma mais democrática e ampla possível. O outro GT, com foco no enfrentamento das violências no ambiente das universidades e institutos. “A violência contra professores e trabalhadores da educação é um problema seríssimo. Eu participei do grupo que elaborou um documento instruído no início do governo, mas agora precisamos de desdobramentos práticos. Não basta um documento; é preciso constituir ações concretas para enfrentar essa situação preocupante”, concluiu Negrão. Clique no link para ler a Carta com a pauta de reivindicações do PROIFES-Federação junto ao MEC. https://drive.google.com/file/d/1DMSYjdS91Wmmw4DjvQbIInvVkgIHT5Jc/view?usp=drive_link Veja o vídeo: Redação PROIFES-Federação
PROIFES-Federação participa de encontro com o presidente Lula, MT e centrais sindicais

O PROIFES-Federação participou nessa quarta-feira (18) de encontro com o presidente Lula, Ministério do Trabalho e as centrais sindicais. O evento aconteceu no Palácio do Planalto e teve como principal propósito a discussão de uma nova política de valorização do salário mínimo. Estiveram presentes na reunião o presidente do PROIFES, professor Nilton Brandão, o tesoureiro da entidade, professor Flávio Silva, a Diretora de Assuntos Sindicais, professora Socorro Coelho e o presidente de ADufrgs, Jairo Bolter. O evento foi articulado pela CUT que juntamente com as principais centrais sindicais do país apresentaram temas importantes a serem debatidos, dentre eles estão: A reestruturação sindical brasileira, a revogação de reformas que atacaram direitos dos trabalhadores, a valorização do salário mínimo e dos servidores públicos, a regulamentação da negociação coletiva, a igualdade de direitos das mulheres e negros e negras e combate à fome. “Esse é um momento importante de abertura de diálogos e de participação dos trabalhadores que desde 2016 não tinham espaço dentro do governo. Hoje a perspectiva é a criação dos grupos de trabalho para a valorização do salário mínimo. Evidentemente, na sequência estaremos disputando e discutindo o reajuste dos professores e professoras que representamos em todo o Brasil”, afirmou Nilton Brandão. Na ocasião, o presidente Lula assinou despacho que determina aos ministérios do Trabalho e Emprego, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, da Previdência Social, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e à Secretaria-Geral e à Casa Civil da Presidência da República que elaborem proposta com o objetivo de instituir a política de valorização do salário mínimo e seus instrumentos de gestão e monitoramento. “Acham que o mundo moderno não precisa de sindicatos. Mas, a democracia quanto mais forte, mais precisa de sindicatos para representar os desejos dos trabalhadores. Não existe outra razão para eu estar aqui se não for para melhorar a vida do povo trabalhador e se não for para acabar com a fome”, afirmou o presidente Lula em seu discurso. “Esse encontro dá início aos debates sobre novas políticas de valorização do trabalhador para principalmente por fim na precarização do trabalho. A nossa expectativa com a criação da mesa de discussão é de que a partir de hoje se inicie as negociações salariais e de carreira com as diferentes categorias”, afirmou o tesoureiro do PROIFES, professor Flávio Silva. O PROIFES-Federação já protocolou ofícios junto ao Ministério do Trabalho, da Educação e de Gestão solicitando reunião para apresentação das pautas específicas da educação e de carreira, a entidade segue no aguardo de um retorno das pastas.
PROIFES- Federação participa de posse de Ministros do Governo Lula

A presidência do PROIFES-Federação, representada pelo seu diretor de Ciência e Tecnologia, professor Ênio Pontes, parte da diretoria e integrantes do Conselho Deliberativo da entidade se mobilizaram em Brasília para a cerimônia de posse dos ministros da Educação, Direitos Humanos, Ciência e Tecnologia, Trabalho, Previdência, Secretaria de Comunicação Social, dentre outros. Na segunda-feira (02), o Ministro da Educação, Camilo Santana, a ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, o ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida e o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, foram empossados. Nessa terça-feira (03), dentre outros ministros, tomaram posse o ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida e o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, as solenidades vão até a quarta-feira (04). Estão em Brasília acompanhando as cerimônias o tesoureiro do PROIFES-Federação, professor Flávio Silva e os membros do Conselho Deliberativo, o professor Oswaldo Negrão, presidente da ADURN Sindicato, e o professor Jairo Bolter, presidente da ADUFRGS. Camilo Santana reafirmou seu compromisso em reverter os danos educacionais provocados pela pandemia e reconstruir a educação brasileira, devastada pelo governo anterior. Luciana Santos, em seu discurso, elencou como prioridades a recomposição do orçamento da área e execução integral do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT); atualização dos valores das bolsas de pesquisa do CNPq; políticas para o acesso de jovens à universidade; inclusão de meninas e mulheres na ciência e o apoio a projetos estruturantes em parcerias com outros ministérios e instituições de fomento. Já o ministro de Direitos Humanos, Silvio Almeida, empossado nessa terça-feira (03) afirmou que todo ato ilegal, baseado e praticado no ódio e no preconceito, será revisto por ele e pelo presidente Lula e que deseja ser ministro de um país que coloca a vida e a dignidade em primeiro lugar. “Podemos acreditar que esse é um momento de grandes mudanças no país, os novos ministros representam o fim do retrocesso em áreas importantes como a da educação, da ciência e do trabalho. Durante as cerimônias, acompanhando os discursos dos ministros, pude ter esperança na transformação da educação do país e acredito que a ciência e a tecnologia voltarão a ter espaço e prioridade no país”, afirmou o diretor de Ciência e Tecnologia do PROIFES Federação, professor Ênio Pontes. O PROIFES Federação reconhece que esse é um momento histórico para o Brasil, e busca por meio da retomada do diálogo a reconstrução da educação e da ciência, a valorização do servidor e o desenvolvimento do país.
