Aberta consulta para novo Catálogo Nacional de Cursos Técnicos

Fonte: Ministério da Educação – O Ministério da Educação (MEC) abriu, nesta segunda-feira, 3 de agosto, na Plataforma Brasil Participativo, a consulta pública da versão preliminar da 5ª edição do Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT). O processo tem como objetivo receber contribuições de instituições de ensino, professores e outros profissionais da educação, estudantes, trabalhadores e o setor produtivo para subsidiar a atualização do documento de referência da educação técnica de nível médio no país. As contribuições podem ser enviadas até o dia 2 de setembro. Ao todo, a proposta contempla a revisão e a atualização de 197 cursos técnicos distribuídos em 13 eixos tecnológicos.   Atualização – A iniciativa revisa a edição atual do catálogo, vigente desde 2020. A atualização busca adequar a oferta formativa às transformações tecnológicas, às novas demandas do mundo do trabalho e às alterações normativas recentes na legislação educacional, como as diretrizes estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e na Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT).  O CNCT orienta o planejamento e a organização de cursos e itinerários formativos para as redes de ensino, informa estudantes sobre perfis profissionais e possibilidades de atuação no mundo do trabalho e serve de parâmetro para o setor produtivo na seleção de profissionais qualificados.   A elaboração da versão preliminar contou com a atuação da comissão de atualização do CNCT e de grupos de trabalho organizados por eixos tecnológicos, reunindo docentes, especialistas e representantes setoriais. Após o término da consulta pública, em setembro de 2026, as contribuições serão analisadas para finalização do documento. A apreciação pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) está prevista para ocorrer em outubro, e a 5ª edição do Catálogo deverá ser publicada até dezembro deste ano.   Confira como participar da consulta pública:  Redação PROIFES-Federação

PROIFES APOIA NOTA DA ADUFRJ E DO SINTUFRJ SOBRE O JULGAMENTO DO RECURSO DO EX-REITOR CARLOS LEVI E EX-GESTORES DA UFRJ

Em solidariedade ao ex-reitor Carlos Levi e demais ex-gestores da UFRJ, o PROIFES-Federação replica a íntegra da nota conjunta da ADUFRJ e o SINTUFRJ, emitida no último dia 31 de julho, após nova decisão controversa da justiça no julgamento do processo do Contrato nº 52/2007, celebrado entre a UFRJ e o Banco do Brasil: Confira: NOTA CONJUNTA DA ADUFRJ E DO SINTUFRJ SOBRE O JULGAMENTO DO RECURSO DO EX-REITOR CARLOS LEVI E DEMAIS EX-GESTORES DA UFRJ A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ADUFRJ) e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRJ (SINTUFRJ) lamentam a decisão do relator, Desembargador Wanderley Sanan Dantas, Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), de manter em ambiente virtual o julgamento do recurso interposto pelos professores e ex-gestores Carlos Levi, Luiz Martins de Melo, Raymundo de Oliveira, Geraldo Nunes e João Eduardo Fonseca no processo criminal referente ao Contrato nº 52/2007, celebrado entre a UFRJ e o Banco do Brasil. A comunidade universitária esperava poder acompanhar presencialmente o julgamento, como forma de reafirmar seu compromisso com a transparência dos atos judiciais e com a defesa de uma apreciação rigorosa das provas constantes dos autos. Ao longo dos últimos anos, diferentes órgãos de controle e instituições públicas examinaram os fatos relacionados a esse contrato. Os pronunciamentos do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União, da Advocacia-Geral da União, bem como a recente sentença proferida na esfera cível, convergem no reconhecimento de que todos os recursos do Contrato foram empregados em benefício da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sem desvio de finalidade, enriquecimento ilícito ou prejuízo ao patrimônio público. Entre os pontos centrais do recurso está a alegação de que a sentença de primeira instância atribuiu aos acórdãos do Tribunal de Contas da União uma interpretação que não corresponde ao conteúdo dos próprios documentos, confundindo a devolução do saldo remanescente do contrato — descrito pelo próprio TCU como ‘saldo livre’ — com a devolução de uma remuneração que a sentença entendeu ter sido considerada irregular pelo Tribunal. Esses elementos reforçam nossa expectativa de que o Tribunal examine o recurso à luz do conjunto das provas documentais produzidas ao longo do processo e das manifestações institucionais posteriormente consolidadas, assegurando que a decisão reflita com fidelidade os fatos efetivamente demonstrados nos autos. Quando diferentes órgãos de controle, a própria Universidade e a Justiça Federal na esfera cível convergem na reconstrução dos fatos, cresce a responsabilidade institucional de que o julgamento criminal enfrente expressamente esse conjunto de elementos. A ausência de sessão pública dificulta que a comunidade universitária acompanhe este julgamento. Não impede, porém, que continue esperando que a verdade documental prevaleça, fortalecendo a segurança jurídica, a autonomia universitária e a confiança de todos aqueles que dedicam sua vida à administração das instituições públicas de ensino superior. ADUFRJ e SINTUFRJ Redação PROIFES-Federação

Soberania de Dados e Digital foi tema da terceira mesa de debates do PROIFES na SBPC

Com mediação do professor Jailson Alves (APUB), diretor de Comunicação do PROIFES-Federação, o tema ‘Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA’ foi abordado na última palestra realizada pela entidade no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026, no Rio de Janeiro, nesta quinta (30).  Compuseram a mesa, o diretor de C&T do PROIFES, professor Enio Pontes de Deus (Sindproifes) e Hugo Valadares Siqueira, diretor de Incentivos às Tecnologias Digitais do MCTI Enio ressaltou que não existe soberania digital, sem soberania material e científica: “Fala muito em dados, em algoritmos, em inteligência artificial, mas esquecemos que tudo isso precisa de infraestrutura, de energia e de gente formada aqui no Brasil”, disse. E completou, destacando o que chamou de vantagens únicas para o país: “Temos uma matriz limpa e o potencial de hidrogênio verde. Nós podemos ser soberanos não só nos dados, mas na energia que o sustenta. todo algoritmo carrega valores de quem o criou”, concluiu. Em sua fala, Hugo Valadares lembrou que a corrida tecnológica no mundo cresceu muito, principalmente a partir de investimentos massivos estatais e de empresas privadas. Segundo ele, o Brasil tem participado dessa corrida, por meio de instrumentos do ministério e que são utilizados como ponta de lança para alcançar esses objetivos, incluindo o país entre os grandes players mundiais nos campos de inteligência artificial de semicondutores e desenvolvimento de tecnologias: “Entre os projetos e incentivos, temos o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com perspectiva de investimentos de 23 bilhões de reais nos próximos 5 anos, e a antiga lei de informática, com grandes incentivos para as empresas produzirem no Brasil, produtos manufaturados de alta tecnologia, nacionais e com contrapartida de formação de recursos humanos de alta capacidade, e, finalmente, o plano pró-desenvolvimento de semicondutores, que vai abrir caminho para avançar também nessa tecnologia, que inclui a produção de chips”. Jailson Alves pontuou o debate como ‘extremamente positivo’ e ressaltou a importância do PROIFES, ao propor e participar da mesa: “As pesquisas realizadas no Brasil passam, todas, pelas universidades, e a gente vai continuar discutindo isso no âmbito do GT e da diretoria de Ciência e Tecnologia. A Inteligência Artificial, por exemplo, é central para o desenvolvimento tecnológico no meio acadêmico, mas especialmente no desenvolvimento de questões relacionadas ao racismo de dados e ao racismo ambiental, temas relevantes para os quais o PROIFES permanece atento. A 78ª Reunião Anual da SBPC é o maior e mais tradicional encontro científico da América Latina, com programação que segue até 1º de agosto e uma expectativa de público superior a 50 mil pessoas. 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Redação PROIFES-Federação

ExpoT&C – 78ª SBPC: PROIFES debate financiamento da ciência, condições de trabalho e futuro das IFEs 

A segunda mesa de conversa realizada pelo PROIFES na ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, no Rio de Janeiro, reuniu o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes.  O mediador foi o professor Flavio Alves da Silva, vice-presidente do PROIFES, que ressaltou o fato de trazer ao debate  três autoridades de destaque no planejamento estratégico e conhecedores da realidade dos institutos de pesquisa, considerando a experiência de quem já geriu a educação e a ciência no mais alto nível.  “Não há futuro para as instituições federais sem financiamento estável e sem valorização de quem nelas trabalha. Para discutir isso, recebo três vozes que trazem uma perspectiva essencial”, disse No centro do diálogo, o planejamento estratégico de longo prazo, o financiamento estável da ciência como condição essencial à soberania e à autonomia tecnológica do Brasil e a valorização da carreira, tornando-a uma política de Estado, além da busca por investimentos na manutenção de equipes qualificadas e infraestrutura de ponta,   Os palestrantes concordaram que superar a política do teto de gastos e do arcabouço fiscal será o grande desafio no longo prazo, e que é preciso buscar uma proposta para o curto prazo, a partir de iniciativas dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Educação. Renato Janine reconheceu que é preciso investimentos urgentes em determinados setores, como nas instituições que, segundo ele, estão à mingua e com demissões já previstas, na base do próprio Ministério da Ciência, mas apontou que a solução estrutural está no que chamou de ‘dinheiro novo’, que viria de uma mudança no sistema de cobrança de impostos, que incidiriam com taxas maiores sobre os mais ricos: “Temos que tributar os mais ricos e isso implica em restabelecer a progressividade do imposto de renda pessoa física. Nos estados, o imposto sobre veículos, incluindo jatinhos, iates e etc. Nos municípios, os imoveis, porque você paga o mesmo percentual sobre uma mansão ou sobre um pequeno apartamento. Isso não é justo e tem que ser modificiado, disse, afirmando que seria uma condição com a capacidade de resolver, estruturalmente, a falta de dinheiro para a ciência no Brasil”. Ao encerrar o encontro, Flávio Silva reafirmou o papel de defesa da ciência pela Federação: “O futuro das universidades federais depende de três compromissos que não se separam- financiamento, condições de trabalho e uma política de estado e o compromisso que o proifes federação traz nessa SBPC e que levará diante” Redação PROIFES-Federação

PROIFES participa de homenagem do SBPC aos 75 anos do CNPq e da Capes

Representados por diretores e membros do Conselho Diretivo (CD), o PROIFES-Federação participou de uma sessão especial para homenagear os 75 anos de fundação do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento foi realizado no pavilhão no pavilhão da ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, e reuniu diversas autoridades, entre eles o presidente do CNPq, Olival Freire Jr, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, o presidente da Finep, Luiz Antonio Rodrigues Elias, e a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Pelos PROIFES, a professora Mariliz Gutierrez, membro do CD, o professor Darlio Inácio, membro do CD e professor Enio Pontes de Deus, diretor do Grupo de Trabanho de Ciência e Tecnologia da Federação (GT C&T). Inácio, que é membro do fundador do GT de C&T participou do debate e sugeriu “fazer um diálogo mais substanciado e participativo com a comunidade científica sobre novas formas de contabilizar produtos técnicos, tecnológicos e de extensão nas instâncias de avaliações da CAPES e do CNPq”. Enio Pontes celebrou a data, relembrando sua experiência acadêmica nas instituições homenageadas: “Fui um dos primeiros bolsistas do doutorado-sanduíche da CAPES, que me levou à Alemanha e me trouxe de volta para fazer ciência no Brasil — sou, literalmente, um resultado dessas duas agências. E a minha história é apenas uma entre milhares que só existiram porque, desde 1951, o país decidiu investir em quem faz ciência. Foram essas agências que construíram o sistema de pós-graduação e de pesquisa que sustenta o desenvolvimento nacional. Defendê-las é defender a soberania científica do Brasil — porque não há desenvolvimento sem quem produz conhecimento.” A 78ª Reunião Anual da SBPC segue até o dia 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Redação PROIFES-Federação

PROIFES debate soberania científica e carreira docente no primeiro dia da EXPOT&C-SBPC 2026

A primeira palestra promovida pelo PROIFES-Federação na EXPOT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, movimentou o palco central do pavilhão localizado no campus da UFF, em Niterói (RJ), ma tarde desta segunda (27). O debate reuniu o físico e professor Antonio Gomes de Souza Filho, Diretor de Avaliação da CAPES, o físico e professor da UFRJ Luiz Davinovich, que presidiu a ACademia Brasileira de Ciëncias entre 2016 e 2022, e o professor Enio Pontes de Deus, diretor de C&T do PROIFES e moderador do encontro. O tema abordado foi “Soberania Científica e Carreira Docente, por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência”, com o objetivo de apresentar propostas para que o Brasil amplie sua atuação em ciência, tecnologia e inovação. Souza Filho afirmou que é preciso três pilares atuando em consonância: pessoas, financiamento e instituições e que, se um deles falhar, não haverá mais investimentos em ciência no Brasil. Davinovich lembrou que o Brasil é uma potência ainda a ser desenvolvida e explorada, citando, como exemplo, as riquezas da Amazonia e o segundo posto em reservas das chamadas terras raras, mas que o aproveitamento dessa vantagem só será possível com investimento em doutores e em estratégia industrial. Segundo ele, um dos desafios principais é atrair a juventude para a carreira científica e após sua formação, mantê-los atuando por aqui. Enio Pontes considerou o debate como de grande valia, apesar do limite de 30 minutos, estabelecido para cada mesa, no concorrido palco da SBPC. “Tivemos reflexões muito importantes a respeito da soberania, principalmente no que se trata da questão dos biomas da Amazônia, do financiamento e da capacitação. É um tripé: pessoas, financiamento e instituições fazendo com que isso aconteça de uma forma integral e em prol do desenvolvimento nacional. Através daqueles que são financiadores das pesquisas a gente pode desenvolver projetos constantes para o desenvolvimento próspero e soberano de nosso país” A próxima palestra do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026 será no dia 29/07/2026, às 11h00.  Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais –  Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) Redação PROIFES-Federação

PROIFES participa da cerimônia de abertura da 78ª Reunião Anual da SBPC

Com a presença de diretores do PROIFES-Federação, foi aberta oficialmente, na noite deste domingo (26), a 78ª Reunião Anual da SBPC, em cerimônia realizada no  Distrito de Inovação de Niterói (RJ), na região da Cantareira. O evento é maior e mais tradicional encontro científico da América Latina, com programação que segue até 1º de agosto, com  palestras, debates, atividades culturais, exposições e atrações para toda a população.  Entre as autoridades presentes, a ministra da Ciência e Tecnologia Luciana Santos, a presidenta do SBPC, Francilene Procópio Garcia e o prefeito de Niterói de Rodrigo Neves.o secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Rodolfo Carvalho, e o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, além de secretários, diretores e membros das unidades vinculadas ao MCTI, cientistas, membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e representantes da sociedade civil. A delegação do PROIFES contou com a presença do diretor de Ciência e Tecnologia, Enio Pontes de Deus, Flávio Silva, Geovana Reis e Dárlio Inácio, além de membros de sindicatos da base, como o Adufrgs. A reunião deste ano tem como tema Ciência para Todos: Soberania, Desenvolvimento e Inclusão e a expectativa da organização é de que 50 mil pessoas participem do evento ao longo destes sete dias. Confira a programação do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026: 1ª Palestra –  Data: 27/07/2026, às 15h30 Título: Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência –  Mediador: Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação) 2ª Palestra –  Data: 29/07/2026, às 11h00  Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais –  Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) 3ª Palestra –  Data: 29/07/2026, às 16h30 Título: Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA –  Mediador: Jailson Alves (PROIFES-Federação) 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Redação PROIFES-Federação

Soberania científica e carreira docente será tema da palestra de abertura do PROIFES na SBPC 2026 

Na segunda-feira (27/07), o PROIFES-Federação irá realizar a primeira de um ciclo de três palestras, em participação na 78ª Reunião Anual da SBPC. Com o tema, “Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência”, a mesa será aberta ao público, com início às 15h30, no palco principal, localizado no centro do pavilhão da EXPOT&C-SBPC 2026, no campus da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O mediador, professor Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação), diretor de Ciência e Tecnologia do PROIFES, explicou a escolha “Não existe soberania científica sem soberania sobre quem faz ciência. Valorizar a carreira docente e garantir condições para a pesquisa é uma decisão estratégica para o desenvolvimento do Brasil. É esse o debate que queremos levar à SBPC: mostrar que investir nas pessoas é investir na capacidade do país de produzir conhecimento, inovação e futuro”. Com o slogan “PROIFES em defesa da Ciência”, será a única entidade representante dos docentes federais, em nível nacional, a participar do evento, de 26/07 a 01/08, com estande próprio e a presença de dirigentes (professores, especialistas, pesquisadores), que atuam nas instituições federais de ensino superior e básico (EBTT). A presença do PROIFES reforça, ainda, o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Sobre a 78ª Reunião Anual da SBPC Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, 78ª Reunião Anual da SBPC é apontado como o maior encontro científico da América Latina e a expectativa é de que 50 mil pessoas visitem o evento, durante os sete dias, com centenas de atividades gratuitas, conferências, minicursos, exposições, estandes interativos e debates voltados à popularização do conhecimento. (SBPC) Confira a programação do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026: 1ª Palestra –  Data: 27/07/2026, às 15h30 Título: Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência –  Mediador: Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação) 2ª Palestra –  Data: 29/07/2026, às 11h00  Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais –  Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) 3ª Palestra –  Data: 29/07/2026, às 16h30 Título: Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA –  Mediador: Jailson Alves (PROIFES-Federação) 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Realização: SBPC e UFF Redação PROIFES-Federação

PROIFES na 78ª Reunião Anual da SBPC – de 26/07 a 01/08 (vídeo)

O PROIFES-Federação estará na ExpoTech da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Com o slogan “PROIFES na SBPC, em Defesa da Ciência”, a entidade, uma federação que reúne associações e sindicatos dos docentes das universidades federais e dos institutos federais de ensino (EBTT), e com representação em todas as regiões do país, será a única do gênero a participar do evento, com estande próprio e mesas temáticas, neste que é apontado como o mais tradicional e maior encontro científico da América Latina. A presença do PROIFES reforça o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Veja o vídeo:

Pesquisadores do Brasil podem ter quebrado paradigma científico de 400 anos

Fonte: APUFSC/Jornal da Ciência – Pesquisadores descobriram um novo tipo de sincronização em sistemas complexos — conjuntos de elementos que interagem entre si e com o ambiente — que desafia uma das ideias centrais da área, aceita há mais de 400 anos. Publicado na revista Nature Communications com apoio do Instituto Serrapilheira, o estudo liderado por cientistas do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que sistemas podem apresentar comportamento sincronizado mesmo quando a interação entre seus componentes não segue a lógica tradicional baseada em relações entre pares. Entre os autores estão o matemático brasileiro Tiago Pereira e o holandês Eddie Nijholt, pesquisadores do ICMC-USP. A sincronização é um fenômeno em que diferentes elementos passam a atuar de maneira coordenada. Aparece em diversos sistemas naturais e tecnológicos, como a atividade de neurônios no cérebro, redes elétricas e outros sistemas complexos. Desde o século 17, quando o físico holandês Christiaan Huygens observou dois relógios de pêndulo sincronizados, a explicação dominante era de que esse comportamento surgia a partir da interação direta entre os elementos envolvidos. O novo estudo mostra que essa regra não é suficiente para explicar todos os casos. Os pesquisadores demonstraram que, em determinados sistemas, a sincronização pode surgir apenas quando três ou mais componentes interagem simultaneamente, revelando um mecanismo coletivo que não aparece quando esses elementos são analisados individualmente. “A sincronização é um dos fenômenos mais importantes da natureza. Aparece em sistemas muito diferentes entre si e sempre foi entendida a partir da ideia de interação entre pares de elementos. O que mostramos é que existem situações em que pode emergir por outro mecanismo”, afirma Pereira. A descoberta amplia a compreensão sobre sistemas complexos e pode ajudar pesquisadores de diferentes áreas a desenvolver modelos para estudar fenômenos coletivos, como processos relacionados ao cérebro, ao clima e a redes tecnológicas. O trabalho também tem uma história de colaboração científica que atravessou a pandemia de Covid-19. A pesquisa foi desenvolvida por Tiago Pereira em parceria com o matemático holandês Eddie Nijholt, hoje professor do ICMC-USP. Em 2020, Nijholt se preparava para realizar um pós-doutorado no Brasil, mas o fechamento das fronteiras impediu sua viagem. Para manter a colaboração, Pereira usou recursos flexíveis do apoio recebido do Instituto Serrapilheira para financiar o trabalho do pesquisador enquanto ele permanecia na Holanda. A parceria continuou durante o período da pandemia e avançou após a retomada das atividades presenciais. “A flexibilidade do apoio do Serrapilheira foi fundamental para manter essa colaboração durante a pandemia. Se não tivéssemos conseguido apoiar Eddie naquele momento, provavelmente ele teria seguido outro caminho. Hoje ele é professor do ICMC e autor correspondente deste trabalho. É um exemplo de como o investimento em pesquisa básica pode gerar resultados científicos e ajudar a formar grupos de excelência no Brasil”, diz Pereira. Após retornar ao Brasil, Nijholt fez pós-doutorado, conquistou uma bolsa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e passou a integrar o ICMC-USP. A colaboração entre os pesquisadores já havia resultado em trabalhos de destaque e agora leva a uma nova descoberta sobre um dos fenômenos coletivos mais estudados pela ciência. “Quando entendemos melhor como sistemas complexos passam a atuar de forma coordenada, criamos novas possibilidades para compreender fenômenos naturais e desenvolver aplicações em diferentes áreas da ciência e da engenharia”, diz Pereira. Redação PROIFES-Federação