Enamed: Justiça suspende punições do MEC a faculdades com cursos de Medicina com baixo desempenho no exame

Fonte: APUFSC/G1 – Uma decisão da Justiça suspendeu os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e anulou as sanções aplicadas pelo Ministério da Educação (MEC) a universidades que tiveram resultados insatisfatórios na avaliação. A medida foi concedida na quarta-feira, dia 5, pela presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargadora Maria do Carmo Cardoso. Ela suspendeu uma decisão anterior que era favorável ao MEC e mantinha as punições às instituições. A decisão ocorre após a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes) e a Associação Brasileira das Faculdades (Abrafi) entrarem com um pedido de suspensão de sentença no tribunal. A nova decisão será válida até que a ação seja julgada definitivamente. Procurado pela reportagem, o Ministério da Educação afirmou que o Governo irá recorrer. Leia na íntegra: G1 Redação PROIFES-Federação
Protagonismo nacional em ciência e tecnologia depende de infraestrutura, dizem especialistas

Fonte: APUFSC/Jornal da Ciência – “Precisamos cada vez mais aproximar o Brasil de um protagonismo que seja compatível com as competências aqui instaladas”, disse Francilene Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na sexta-feira, dia 31, último dia de programação científica da 78ª Reunião Anual da SBPC, em Niterói, no Rio de Janeiro. A mesa-redonda, coordenada por ela, era dedicada a pensar quais infraestruturas são necessárias para que a ciência nacional tenha escala planetária e reuniu representantes dos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde (MS). Garcia destacou que o Brasil investe 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento. “É significativo, se pensarmos em décadas atrás, mas ainda insuficiente se compararmos com outros países, se olharmos para o tamanho dos desafios que nosso país tem”, afirmou. “A mesa é instigante de saída, porque traz a gestão para a conversa, não são só cientistas para pensar a ciência no Brasil”, disse Celina Pereira, do MGI. “As instituições importam, a coordenação gera escala, as pessoas transformam, a tecnologia possibilita, a governança conecta tudo”, defendeu, definindo essa infraestrutura institucional como invisível e transformadora. A infraestrutura precisa existir de forma permanente para possibilitar a reação rápida a demandas urgentes que surgem, como nas áreas da saúde e do meio ambiente. No outro sentido, ela explicou, a ciência gera as evidências que vão ser incorporadas às políticas públicas, e por isso a conexão entre as instituições é fundamental. “O SUS [Sistema Único de Saúde] envolve ciência em escala estrondosa, o Cadastro Ambiental Rural pega os dados e consegue ter uma base para reduzir desmatamento, mesmo em um país com mais de cinco mil municípios”, exemplificou. “A gestão pública define prioridades, coordena atores, mobiliza recursos, implementa políticas, leva inovação à sociedade, coloca capacidades a serviço da ciência: é uma caixa de ferramentas”, afirmou Celina Pereira, justificando por que a administração pública é uma infraestrutura de suporte para o alcance dos resultados e o que a ciência quer produzir e oferecer ao país. Osvaldo Moraes, do MCTI, trouxe reflexões sobre casos de sucesso na ciência brasileira. O maior destaque é o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, o Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior paulista. “O reator nuclear da marinha brasileira avança lentamente, muito aquém do que queremos, mas, mesmo assim, tem resiliência e continua avançando aos poucos; a Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] pôs o Brasil na liderança internacional na produção de alimentos”, completou. Outros projetos não avançaram como previsto, e ele qualificou como difícil estruturar e manter instituições que possam tornar-se de ponta no País. A partir da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), do MCTI, ele ressalta que o Brasil tem uma combinação rara de ativos naturais insubstituíveis, centenas de milhares de pesquisadores, um conjunto inestimável de unidades de pesquisa, institutos de educação e outras instituições. “Em termos de estrutura, não temos como dizer que não temos capacidade de assumir a liderança.” Para garantir que a estratégia seja de Estado, portanto estável de um governo para outro, Moraes explicitou a meta de contar com um investimento de 2% do PIB nacional. “Precisamos ter capacidade de gerenciar todos os nossos conjuntos de dados, conectar a infraestrutura acadêmica com a cadeia produtiva nacional e manter a política de financiamento sólida, robusta e continuada.” Para ele, o País ainda não tem o necessário para fazer frente aos desafios da crise climática, por exemplo. “Precisaríamos de uma instituição que conectasse todas as instituições ambientais, banco de dados, uma plataforma de genômica continental, um sistema capaz de gerar alertas de desastres.” Exemplificando com o vendaval que atingiu o Rio de Janeiro, na antevéspera, inclusive o campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), local onde ocorria a Reunião Anual, Francilene Garcia lembrou que não foram registrados danos sérios porque os protocolos se anteciparam e todos foram postos em segurança. “A nova estratégia de ciência, tecnologia e inovação precisa dialogar e se transformar em política de Estado efetiva.” Fernanda De Negri, do MS, destacou alguns desafios atuais em relação à saúde da população brasileira: envelhecimento populacional, drogas mais caras e mudança climática. “Temos uma comunidade pujante capaz de produzir conhecimento: ou construímos uma capacidade endógena, ou não teremos soberania”, desafiou. Entre as iniciativas relevantes nesse sentido, ela destacou o Programa de Inovação Radical em Saúde. “Temos uma indústria crescendo e querendo inovar cada vez mais, criando novas formulações, novos dispositivos, novas moléculas.” Mas falta, segundo ela, uma infraestrutura que conecte pesquisa científica, em uma ponta, e inovação na outra. O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (Cnpem) abrigará, inicialmente, essa infraestrutura, que envolverá, além de recursos físicos, a contratação de profissionais para garantir que o Brasil possa participar da inovação em saúde na escala global. Para o Genomas Brasil, outro projeto em destaque, o que falta na etapa atual não são prédios, equipamentos ou pessoas: é uma plataforma de dados genômicos para ser utilizada por toda a comunidade científica brasileira e impulsionar a inovação científica nessa área. É importante, porque os medicamentos usados aqui foram desenvolvidos para a população europeia, que é geneticamente distinta da brasileira – que, por isso, não necessariamente reage da mesma forma aos tratamentos. Ter acesso a uma amostra genômica relevante do brasileiro deve possibilitar o desenvolvimento de medicamentos e de uma medicina de precisão. A plataforma envolverá governança, para definir os níveis e permissões de acesso aos dados, a infraestrutura física, um ambiente regulatório bem definido e a sustentabilidade de recursos financeiros. Outras ações em curso são o Centro de Competência em RNA mensageiro, para produção de imunizantes, e o Centro de Competência em IFA a partir da Biodiversidade Brasileira. “Não precisamos consumir apenas as inovações que vêm de fora. O Brasil é capaz de produzir inovações para o mundo – para isso, a infraestrutura é fundamental”, concluiu De Negri. Francilene Garcia prevê que o tema continuará sendo debatido, especialmente pela demanda trazida pelo
Prêmio Mulheres e Ciência do CNPq: terceira edição tem inscrições abertas até 10/09
Fonte: Adurn/CNPq – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) lança o 3º Prêmio Mulheres e Ciência, iniciativa realizada em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). As inscrições estarão abertas até 10 de setembro de 2026, exclusivamente por meio da página eletrônica do prêmio. Criado em 2024 para reconhecer e incentivar a participação das mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), o prêmio busca promover a diversidade, fortalecer a equidade de gênero, étnica e racial e dar visibilidade às contribuições de pesquisadoras e instituições para o desenvolvimento científico e tecnológico do País. Nesta terceira edição, o prêmio mantém as quatro categorias de premiação — Incentivo, Estímulo, Trajetória e Mérito Institucional — e atualiza o valor da premiação destinada às instituições vencedoras da categoria Mérito Institucional, que passa a ser de R$ 60 mil para cada uma das três instituições contempladas, recursos destinados ao fortalecimento de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero. Desde sua criação, o Prêmio Mulheres e Ciência vem consolidando-se como uma importante iniciativa de valorização da produção científica feminina e do incentivo à construção de ambientes acadêmicos e científicos mais inclusivos. Na primeira edição, o prêmio recebeu 1.131 inscrições, demonstrando o alcance e a relevância da iniciativa junto à comunidade científica brasileira. Categorias O 3º Prêmio Mulheres e Ciência contemplará quatro categorias: Incentivo – destinada a jovens mulheres, de 15 a 29 anos, participantes do Programa Asas para o Futuro, do Ministério das Mulheres. A categoria reconhece projetos de continuidade desenvolvidos a partir da participação no programa e busca incentivar o ingresso e a permanência de jovens nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Estímulo – destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2011, contemplando as três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida; Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. Trajetória – voltada a pesquisadoras que concluíram o doutorado até 2010 e que tenham se destacado por suas contribuições ao avanço do conhecimento científico e tecnológico nacional em cada uma das três grandes áreas do conhecimento. Mérito Institucional – destinada a instituições de educação superior e institutos de pesquisa que desenvolvem políticas e planos de ação voltados à promoção da igualdade de gênero e à construção de ambientes científicos mais diversos e inclusivos. Premiação As vencedoras da categoria Incentivo receberão prêmio de R$ 5 mil, além de passagem aérea e diárias para participação na cerimônia de premiação, passagem para participação em congresso científico nacional e certificado. Na categoria Estímulo, cada pesquisadora agraciada receberá R$ 20 mil, além de passagens e diárias para participação na cerimônia, apoio para participação em congresso científico no Brasil ou no exterior e certificado. As vencedoras da categoria Trajetória receberão R$ 40 mil, além de viagem ao Reino Unido para participação em atividades relacionadas a políticas de educação superior e ciência, passagens, diárias e certificado. Na categoria Mérito Institucional, cada uma das três instituições vencedoras receberá R$ 60 mil, destinados ao desenvolvimento das ações previstas em seus planos institucionais de promoção da igualdade de gênero, além de participação em programa de desenvolvimento de capacidades promovido pelo British Council. Inscrições As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente pela página eletrônica do prêmio entre os dias 28 de julho e 10 de setembro de 2026, observando os requisitos específicos previstos no edital para cada categoria. O resultado final será divulgado em novembro de 2026, e a cerimônia de premiação está prevista para ocorrer em março de 2027, em Brasília. O edital completo e outras informações sobre o 3º Prêmio Mulheres e Ciência estão disponíveis na página do Prêmio. Redação PROIFES-Federação
Soberania de Dados e Digital foi tema da terceira mesa de debates do PROIFES na SBPC

Com mediação do professor Jailson Alves (APUB), diretor de Comunicação do PROIFES-Federação, o tema ‘Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA’ foi abordado na última palestra realizada pela entidade no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026, no Rio de Janeiro, nesta quinta (30). Compuseram a mesa, o diretor de C&T do PROIFES, professor Enio Pontes de Deus (Sindproifes) e Hugo Valadares Siqueira, diretor de Incentivos às Tecnologias Digitais do MCTI Enio ressaltou que não existe soberania digital, sem soberania material e científica: “Fala muito em dados, em algoritmos, em inteligência artificial, mas esquecemos que tudo isso precisa de infraestrutura, de energia e de gente formada aqui no Brasil”, disse. E completou, destacando o que chamou de vantagens únicas para o país: “Temos uma matriz limpa e o potencial de hidrogênio verde. Nós podemos ser soberanos não só nos dados, mas na energia que o sustenta. todo algoritmo carrega valores de quem o criou”, concluiu. Em sua fala, Hugo Valadares lembrou que a corrida tecnológica no mundo cresceu muito, principalmente a partir de investimentos massivos estatais e de empresas privadas. Segundo ele, o Brasil tem participado dessa corrida, por meio de instrumentos do ministério e que são utilizados como ponta de lança para alcançar esses objetivos, incluindo o país entre os grandes players mundiais nos campos de inteligência artificial de semicondutores e desenvolvimento de tecnologias: “Entre os projetos e incentivos, temos o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com perspectiva de investimentos de 23 bilhões de reais nos próximos 5 anos, e a antiga lei de informática, com grandes incentivos para as empresas produzirem no Brasil, produtos manufaturados de alta tecnologia, nacionais e com contrapartida de formação de recursos humanos de alta capacidade, e, finalmente, o plano pró-desenvolvimento de semicondutores, que vai abrir caminho para avançar também nessa tecnologia, que inclui a produção de chips”. Jailson Alves pontuou o debate como ‘extremamente positivo’ e ressaltou a importância do PROIFES, ao propor e participar da mesa: “As pesquisas realizadas no Brasil passam, todas, pelas universidades, e a gente vai continuar discutindo isso no âmbito do GT e da diretoria de Ciência e Tecnologia. A Inteligência Artificial, por exemplo, é central para o desenvolvimento tecnológico no meio acadêmico, mas especialmente no desenvolvimento de questões relacionadas ao racismo de dados e ao racismo ambiental, temas relevantes para os quais o PROIFES permanece atento. A 78ª Reunião Anual da SBPC é o maior e mais tradicional encontro científico da América Latina, com programação que segue até 1º de agosto e uma expectativa de público superior a 50 mil pessoas. 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Redação PROIFES-Federação
ExpoT&C – 78ª SBPC: PROIFES debate financiamento da ciência, condições de trabalho e futuro das IFEs

A segunda mesa de conversa realizada pelo PROIFES na ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, no Rio de Janeiro, reuniu o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes. O mediador foi o professor Flavio Alves da Silva, vice-presidente do PROIFES, que ressaltou o fato de trazer ao debate três autoridades de destaque no planejamento estratégico e conhecedores da realidade dos institutos de pesquisa, considerando a experiência de quem já geriu a educação e a ciência no mais alto nível. “Não há futuro para as instituições federais sem financiamento estável e sem valorização de quem nelas trabalha. Para discutir isso, recebo três vozes que trazem uma perspectiva essencial”, disse No centro do diálogo, o planejamento estratégico de longo prazo, o financiamento estável da ciência como condição essencial à soberania e à autonomia tecnológica do Brasil e a valorização da carreira, tornando-a uma política de Estado, além da busca por investimentos na manutenção de equipes qualificadas e infraestrutura de ponta, Os palestrantes concordaram que superar a política do teto de gastos e do arcabouço fiscal será o grande desafio no longo prazo, e que é preciso buscar uma proposta para o curto prazo, a partir de iniciativas dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Educação. Renato Janine reconheceu que é preciso investimentos urgentes em determinados setores, como nas instituições que, segundo ele, estão à mingua e com demissões já previstas, na base do próprio Ministério da Ciência, mas apontou que a solução estrutural está no que chamou de ‘dinheiro novo’, que viria de uma mudança no sistema de cobrança de impostos, que incidiriam com taxas maiores sobre os mais ricos: “Temos que tributar os mais ricos e isso implica em restabelecer a progressividade do imposto de renda pessoa física. Nos estados, o imposto sobre veículos, incluindo jatinhos, iates e etc. Nos municípios, os imoveis, porque você paga o mesmo percentual sobre uma mansão ou sobre um pequeno apartamento. Isso não é justo e tem que ser modificiado, disse, afirmando que seria uma condição com a capacidade de resolver, estruturalmente, a falta de dinheiro para a ciência no Brasil”. Ao encerrar o encontro, Flávio Silva reafirmou o papel de defesa da ciência pela Federação: “O futuro das universidades federais depende de três compromissos que não se separam- financiamento, condições de trabalho e uma política de estado e o compromisso que o proifes federação traz nessa SBPC e que levará diante” Redação PROIFES-Federação
PROIFES participa de homenagem do SBPC aos 75 anos do CNPq e da Capes

Representados por diretores e membros do Conselho Diretivo (CD), o PROIFES-Federação participou de uma sessão especial para homenagear os 75 anos de fundação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento foi realizado no pavilhão no pavilhão da ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, e reuniu diversas autoridades, entre eles o presidente do CNPq, Olival Freire Jr, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, o presidente da Finep, Luiz Antonio Rodrigues Elias, e a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Pelos PROIFES, a professora Mariliz Gutierrez, membro do CD, o professor Darlio Inácio, membro do CD e professor Enio Pontes de Deus, diretor do Grupo de Trabanho de Ciência e Tecnologia da Federação (GT C&T). Inácio, que é membro do fundador do GT de C&T participou do debate e sugeriu “fazer um diálogo mais substanciado e participativo com a comunidade científica sobre novas formas de contabilizar produtos técnicos, tecnológicos e de extensão nas instâncias de avaliações da CAPES e do CNPq”. Enio Pontes celebrou a data, relembrando sua experiência acadêmica nas instituições homenageadas: “Fui um dos primeiros bolsistas do doutorado-sanduíche da CAPES, que me levou à Alemanha e me trouxe de volta para fazer ciência no Brasil — sou, literalmente, um resultado dessas duas agências. E a minha história é apenas uma entre milhares que só existiram porque, desde 1951, o país decidiu investir em quem faz ciência. Foram essas agências que construíram o sistema de pós-graduação e de pesquisa que sustenta o desenvolvimento nacional. Defendê-las é defender a soberania científica do Brasil — porque não há desenvolvimento sem quem produz conhecimento.” A 78ª Reunião Anual da SBPC segue até o dia 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Redação PROIFES-Federação
PROIFES na 78ª Reunião Anual da SBPC – de 26/07 a 01/08 (vídeo)

O PROIFES-Federação estará na ExpoTech da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Com o slogan “PROIFES na SBPC, em Defesa da Ciência”, a entidade, uma federação que reúne associações e sindicatos dos docentes das universidades federais e dos institutos federais de ensino (EBTT), e com representação em todas as regiões do país, será a única do gênero a participar do evento, com estande próprio e mesas temáticas, neste que é apontado como o mais tradicional e maior encontro científico da América Latina. A presença do PROIFES reforça o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Veja o vídeo:
Soberania científica e carreira docente será tema da palestra de abertura do PROIFES na SBPC 2026

Na segunda-feira (27/07), o PROIFES-Federação irá realizar a primeira de um ciclo de três palestras, em participação na 78ª Reunião Anual da SBPC. Com o tema, “Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência”, a mesa será aberta ao público, com início às 15h30, no palco principal, localizado no centro do pavilhão da EXPOT&C-SBPC 2026, no campus da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O mediador, professor Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação), diretor de Ciência e Tecnologia do PROIFES, explicou a escolha “Não existe soberania científica sem soberania sobre quem faz ciência. Valorizar a carreira docente e garantir condições para a pesquisa é uma decisão estratégica para o desenvolvimento do Brasil. É esse o debate que queremos levar à SBPC: mostrar que investir nas pessoas é investir na capacidade do país de produzir conhecimento, inovação e futuro”. Com o slogan “PROIFES em defesa da Ciência”, será a única entidade representante dos docentes federais, em nível nacional, a participar do evento, de 26/07 a 01/08, com estande próprio e a presença de dirigentes (professores, especialistas, pesquisadores), que atuam nas instituições federais de ensino superior e básico (EBTT). A presença do PROIFES reforça, ainda, o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Sobre a 78ª Reunião Anual da SBPC Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, 78ª Reunião Anual da SBPC é apontado como o maior encontro científico da América Latina e a expectativa é de que 50 mil pessoas visitem o evento, durante os sete dias, com centenas de atividades gratuitas, conferências, minicursos, exposições, estandes interativos e debates voltados à popularização do conhecimento. (SBPC) Confira a programação do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026: 1ª Palestra – Data: 27/07/2026, às 15h30 Título: Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência – Mediador: Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação) 2ª Palestra – Data: 29/07/2026, às 11h00 Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais – Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) 3ª Palestra – Data: 29/07/2026, às 16h30 Título: Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA – Mediador: Jailson Alves (PROIFES-Federação) 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Realização: SBPC e UFF Redação PROIFES-Federação
PROIFES na 78ª Reunião Anual da SBPC – de 26/07 a 01/08 (vídeo)

O PROIFES-Federação estará na ExpoTech da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Com o slogan “PROIFES na SBPC, em Defesa da Ciência”, a entidade, uma federação que reúne associações e sindicatos dos docentes das universidades federais e dos institutos federais de ensino (EBTT), e com representação em todas as regiões do país, será a única do gênero a participar do evento, com estande próprio e mesas temáticas, neste que é apontado como o mais tradicional e maior encontro científico da América Latina. A presença do PROIFES reforça o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Veja o vídeo:
Pesquisadores do Brasil podem ter quebrado paradigma científico de 400 anos

Fonte: APUFSC/Jornal da Ciência – Pesquisadores descobriram um novo tipo de sincronização em sistemas complexos — conjuntos de elementos que interagem entre si e com o ambiente — que desafia uma das ideias centrais da área, aceita há mais de 400 anos. Publicado na revista Nature Communications com apoio do Instituto Serrapilheira, o estudo liderado por cientistas do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que sistemas podem apresentar comportamento sincronizado mesmo quando a interação entre seus componentes não segue a lógica tradicional baseada em relações entre pares. Entre os autores estão o matemático brasileiro Tiago Pereira e o holandês Eddie Nijholt, pesquisadores do ICMC-USP. A sincronização é um fenômeno em que diferentes elementos passam a atuar de maneira coordenada. Aparece em diversos sistemas naturais e tecnológicos, como a atividade de neurônios no cérebro, redes elétricas e outros sistemas complexos. Desde o século 17, quando o físico holandês Christiaan Huygens observou dois relógios de pêndulo sincronizados, a explicação dominante era de que esse comportamento surgia a partir da interação direta entre os elementos envolvidos. O novo estudo mostra que essa regra não é suficiente para explicar todos os casos. Os pesquisadores demonstraram que, em determinados sistemas, a sincronização pode surgir apenas quando três ou mais componentes interagem simultaneamente, revelando um mecanismo coletivo que não aparece quando esses elementos são analisados individualmente. “A sincronização é um dos fenômenos mais importantes da natureza. Aparece em sistemas muito diferentes entre si e sempre foi entendida a partir da ideia de interação entre pares de elementos. O que mostramos é que existem situações em que pode emergir por outro mecanismo”, afirma Pereira. A descoberta amplia a compreensão sobre sistemas complexos e pode ajudar pesquisadores de diferentes áreas a desenvolver modelos para estudar fenômenos coletivos, como processos relacionados ao cérebro, ao clima e a redes tecnológicas. O trabalho também tem uma história de colaboração científica que atravessou a pandemia de Covid-19. A pesquisa foi desenvolvida por Tiago Pereira em parceria com o matemático holandês Eddie Nijholt, hoje professor do ICMC-USP. Em 2020, Nijholt se preparava para realizar um pós-doutorado no Brasil, mas o fechamento das fronteiras impediu sua viagem. Para manter a colaboração, Pereira usou recursos flexíveis do apoio recebido do Instituto Serrapilheira para financiar o trabalho do pesquisador enquanto ele permanecia na Holanda. A parceria continuou durante o período da pandemia e avançou após a retomada das atividades presenciais. “A flexibilidade do apoio do Serrapilheira foi fundamental para manter essa colaboração durante a pandemia. Se não tivéssemos conseguido apoiar Eddie naquele momento, provavelmente ele teria seguido outro caminho. Hoje ele é professor do ICMC e autor correspondente deste trabalho. É um exemplo de como o investimento em pesquisa básica pode gerar resultados científicos e ajudar a formar grupos de excelência no Brasil”, diz Pereira. Após retornar ao Brasil, Nijholt fez pós-doutorado, conquistou uma bolsa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e passou a integrar o ICMC-USP. A colaboração entre os pesquisadores já havia resultado em trabalhos de destaque e agora leva a uma nova descoberta sobre um dos fenômenos coletivos mais estudados pela ciência. “Quando entendemos melhor como sistemas complexos passam a atuar de forma coordenada, criamos novas possibilidades para compreender fenômenos naturais e desenvolver aplicações em diferentes áreas da ciência e da engenharia”, diz Pereira. Redação PROIFES-Federação