Pesquisadora é nova diretora do Laboratório Nacional de Astronomia

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – Tomou posse na segunda-feira (13), em Itajubá (MG), a nova diretora do Laboratório Nacional de Astronomia (LNA), Adriana Valio. A pesquisadora foi escolhida por meio da Comissão de Busca, instituída em março e nomeada no final de junho. Adriana Valio é PhD em Astronomia pela Universidade da Califórnia em Berkeley e tem mestrado em Astronomia pela Universidade de São Paulo (USP). Valio é professora titular da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisadora do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie. Criado em 1985, o LNA é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Como principais atribuições, estão fomentar a astrofísica brasileira e desenvolver a infraestrutura laboratorial e de observação astronômica. A instituição opera o Observatório do Pico dos Dias, o maior telescópio em solo brasileiro, na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Também gerencia a participação brasileira nos telescópios internacionais Gemini e SOAR. Redação PROIFES-Federação

UnB vai sediar encontro nacional de pesquisadores negros 

Fonte: APUFSC/Agência Brasil – Entre os dias 28 e 31 de julho, o campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) acolherá o 14º Congresso Nacional de Pesquisadores Negros (Copene). A programação do evento prevê a realização de minicursos, oficinas, painéis e mesas redondas durante o Copene, além do lançamento de dezenas de livros. Conforme os organizadores, milhares de participantes são esperados para o maior encontro de intelectuais, acadêmicos e estudiosos negros brasileiros, além de pesquisadores de outros países da América Latina. “O Copene constitui um espaço estratégico para a divulgação da produção científica, o fortalecimento de redes de pesquisa, a valorização dos saberes afrodiaspóricos e a formulação de propostas voltadas à promoção da equidade racial e da justiça social”, informa a divulgação do evento. O congresso na UnB é organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da universidade (NEAB/UnB), pela Associação Brasileira de Pesquisadores(as) Negros(as) (Cbpn) e pelo Consórcio Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Conneabs). A UnB é reconhecida como instituição federal de ensino pioneira em adotar um programa de acesso acadêmico por meio de cotas raciais, em 2003. Atualmente, todas as 69 universidades federais do país possuem cotas raciais, por força da Lei de Cotas (Lei 12.711/2012). Acesso às universidades e à pesquisa Com as políticas afirmativas, o número de pessoas negras (pretas e pardas) com curso superior no Brasil cresceu nos últimos anos. Segundo o Censo Populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de pessoas pardas com graduação subiu de 2,4% para 12,3%, e a de pessoas pretas passou de 2,1% para 11,7% entre 2000 e 2022. As proporções, no entanto, ainda são menos da metade do percentual de pessoas brancas que têm curso superior (25,3%). No mesmo período, o percentual de doutores negros no comando de grupos certificados Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) passou de 8,1% para 22,6%. A proporção de pessoas pretas e pardas no conjunto total da população é bem superior: 55,5%. Há no país cerca de 15 mil pesquisadores negros. Fonte: Agência Brasil Redação PROIFES-Federação

MCTI lança programa de residência em tecnologias quânticas para formar especialistas e impulsionar deeptechs brasileiras

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta sexta-feira (19), em João Pessoa (PB), o Projeto Residência em Tecnologias Quânticas – Qualificação e Empreendedorismo de DeepTechs Nacionais. A iniciativa marca uma nova etapa da estratégia brasileira para o desenvolvimento de tecnologias quânticas e tem como objetivo formar talentos, fortalecer a pesquisa aplicada e estimular o surgimento de empresas de base tecnológica em áreas consideradas estratégicas para o futuro do país.  Durante a cerimônia, realizada na Granja Santana, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que o Brasil está construindo as bases para participar de uma das mais importantes revoluções tecnológicas do século XXI. “Mais do que um programa de formação, essa residência representa um investimento estratégico na autonomia tecnológica brasileira, na preparação de talentos para as profissões do futuro e na construção de uma nova geração de empresas intensivas em conhecimento”, afirmou a ministra.  Com investimento estimado em R$ 20 milhões ao longo de 36 meses, o projeto oferecerá 156 bolsas e contará com uma equipe técnica multidisciplinar de igual dimensão. A expectativa é capacitar aproximadamente 500 estudantes, pesquisadores e profissionais em áreas como computação quântica, microeletrônica, semicondutores e aplicações avançadas para setores estratégicos. As atividades serão desenvolvidas em João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Campinas (SP).  A residência integra a Iniciativa Brasileira para Tecnologias Quânticas (IBQuântica) e está conectada ao Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba (CIQUANTA-PB), empreendimento que reunirá infraestrutura de ponta, pesquisa científica, formação de recursos humanos e desenvolvimento tecnológico.  O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, afirmou que o projeto vai revolucionar a ciência e tecnologia da Paraíba, do Nordeste e do Brasil. “Gostaria de agradecer por essa parceria, esse projeto, agradecer ao investimento em ciência e tecnologia que é fundamental para prepara o nosso país para o futuro”.   O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba, Claudio Furtado, destacou que a iniciativa está diretamente ligada à preparação das equipes que atuarão na implantação da infraestrutura quântica do estado. Segundo ele, profissionais das áreas de engenharia elétrica, computação e física já participam de treinamentos especializados, incluindo atividades desenvolvidas em parceria com instituições chinesas. “Esse pessoal vai acompanhar a montagem dos nossos computadores quânticos e se integrar ao esforço de formação de pessoas nas diversas áreas envolvidas no projeto”, afirmou.  Infraestrutura estratégica para o Brasil  Também lançado oficialmente durante o evento, o CIQUANTA-PB representa um dos maiores investimentos brasileiros na área de tecnologias quânticas. O centro contará com aproximadamente R$ 200 milhões em recursos, sendo R$ 140 milhões do Governo da Paraíba e R$ 60 milhões do MCTI. A estrutura abrigará os dois primeiros computadores quânticos operacionais do Brasil, com capacidades de 20 e 100 qubits.  Segundo Luciana Santos, o empreendimento reforça a capacidade nacional de atuar em uma área considerada estratégica para a soberania tecnológica e para o desenvolvimento econômico. “O Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas será um ambiente de excelência em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Estamos construindo aqui uma infraestrutura científica de classe mundial”, destacou a ministra durante o evento.  Cláudio Furtado ressaltou ainda que o projeto abre caminho para etapas mais avançadas da cadeia tecnológica. “A grande novidade é o interesse em avançar também para a fabricação desses chips. Isso nos eleva a outro patamar, porque não se trata apenas da tecnologia do computador quântico, mas da capacidade de desenvolver componentes estratégicos em uma área que hoje é objeto de disputa tecnológica mundial”, disse.  Além de apoiar pesquisas e aplicações em áreas como inteligência artificial, saúde, segurança digital e novos materiais, o CIQUANTA-PB dará origem a um Hub Nacional de Experimentação Quântica, permitindo o compartilhamento de laboratórios, equipamentos e conhecimento especializado entre pesquisadores, universidades e empresas.  Desenvolvimento regional e nacional  A ministra também ressaltou a importância da iniciativa para a descentralização dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Entre 2023 e 2025, o MCTI destinou R$ 513,5 milhões para projetos no estado da Paraíba, valor quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022.  Para o MCTI, o lançamento da residência e do CIQUANTA-PB reforça o compromisso do Governo Federal com a formação de talentos, a transformação digital e a construção de capacidades tecnológicas estratégicas para o país, alinhadas à Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) e à Estratégia Brasileira para a Transformação Digital (E-Digital). Redação PROIFES-Federação

Novo relatório global reforça papel da ciência e destaca protagonismo brasileiro na proteção do oceano

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – O Dia Mundial do Oceano, celebrado em 8 de junho, ganhou uma importante contribuição da comunidade científica internacional: o mais amplo diagnóstico já feito sobre a saúde dos mares. O World Ocean Assessment III (WOA III) alerta para a aceleração do aquecimento dos mares, o avanço da poluição plástica, a acidificação das águas, a perda de oxigênio em ambientes marinhos e a intensificação de eventos extremos.   O documento confirma que o oceano enfrenta uma tripla crise marcada pelas mudanças climáticas, pela perda de biodiversidade e pela poluição. Ao mesmo tempo, o relatório aponta caminhos para transformar conhecimento científico em soluções para o desenvolvimento sustentável. Os mais de 550 cientistas de 86 países que participaram da elaboração do estudo chamam a atenção para a necessidade de ampliar sistemas de observação oceânica, fortalecer a cooperação internacional e aproximar o conhecimento científico dos processos de tomada de decisão.   Entre os dados apresentados, estão o fato de que apenas 27,3% do leito marinho mundial foi mapeado até hoje e que o quarto evento global de branqueamento de corais já afetou mais de 77% das áreas de recifes do planeta. O documento também destaca a crescente importância dos ecossistemas de carbono azul, como manguezais e pradarias marinhas, para a mitigação das mudanças climáticas.  Protagonismo brasileiro A participação do Brasil foi um dos destaques da publicação. Com 40 especialistas vinculados, o País ocupa a terceira posição mundial em número de autores, atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. O resultado consolida a posição brasileira como uma das principais referências globais em ciência oceânica e reforça a contribuição nacional para a construção de respostas aos desafios identificados pelo relatório.  Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o lançamento do WOA III mostra que proteger os mares é um dos grandes desafios da atualidade e demonstra que não há soluções duradouras sem ciência. “O protagonismo brasileiro na elaboração desse relatório demonstra a capacidade da nossa comunidade científica e fortalece o papel do País na construção de respostas globais para os desafios climáticos, ambientais e sociais”, afirma a ministra.  O Brasil se prepara para sediar, em 2027, a Conferência Global da Década do Oceano (ODC27), que reunirá pesquisadores, governos, organismos internacionais e representantes da sociedade civil para discutir os avanços da agenda oceânica mundial.  A realização da conferência no País evidencia o protagonismo brasileiro na ciência oceânica e representa uma oportunidade para apresentar ao mundo iniciativas que transformam conhecimento científico em soluções para desafios globais relacionados ao clima, à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável.  Década do Oceano Os resultados do WOA III dialogam diretamente com os objetivos da Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), iniciativa coordenada no Brasil pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  Por meio da Década do Oceano, o Brasil vem fortalecendo a produção de conhecimento científico, a observação oceânica, a proteção de ecossistemas costeiros e marinhos e a integração entre ciência, educação e políticas públicas. Entre as ações em andamento, estão a atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica, a promoção da Cultura Oceânica e do Currículo Azul, além do apoio a programas de conservação de recifes de coral, manguezais e monitoramento do oceano.  Segundo o diretor do departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron, o relatório oferece uma base científica importante para orientar as ações desenvolvidas ao longo da década.  “O WOA III deixa claro que os desafios enfrentados pelo oceano exigem cooperação internacional e produção contínua de conhecimento. Nosso desafio agora é transformar esse conhecimento em ações concretas, fortalecendo a observação oceânica, a educação, a inovação e as políticas públicas que contribuam para a sustentabilidade do oceano”, destaca. Redação PROIFES-Federação