VII Encontro dos Aposentados: “Carta de Goiânia” definirá próximas ações em defesa das pautas da categoria

O presidente do PROIFES-Federação, Wellington Duarte, fez um discurso impactante, ao final do VII Encontro Nacional dos Aposentados, realizado na sede do ADUFG, nos dias 14 e 15 de maio, em Goiânia. Em tom de autocrítica, mas, ainda, cobrando a participação mais ativa dos dirigentes e filiados sindicais, Wellington destacou os temas escolhidos e o alto nível das palestras e debates. Ao final, ele disse estar ansioso por receber o documento que irá sacramentrar as pautas e demandas do VII Encontro. Tradição cumprida à risca, a cada novo evento oficial organizado pelo PROIFES o relatório, denominado “Carta de Goiânia”, vai nortear as próximas ações junto ao poder público e às entidades parceiras e representativas, com as demandas que serão tratadas pelo GT de Aposentados, incentivando mobilizações nos estados e, principalmente, em Brasília Confira os trechos mais importantes da fala do presidente do PROIFES-Federação:
Debate sobre a atuação dos sindicatos encerra a programação do VII Encontro Nacional dos Aposentados do PROIFES

Os desafios para ampliar a participação de aposentados e docentes mais jovens na vida sindical marcaram o debate realizado nesta sexta-feira durante o VII Encontro Nacional GT Aposentados do PROIFES-Federação. A atividade reuniu representantes de entidades federadas de diferentes estados para compartilhar experiências, discutir estratégias de mobilização e fortalecer a atuação política dos aposentados no movimento sindical. Na coordenação da mesa, a professora Marilda Shuvartz, diretora-secretária do Adufg-Sindicato, agradeceu a presença e a mobilização das entidades reunidas em Goiânia, e chamou atenção para o envolvimento dos sindicalizados e a preocupação em relação à adesão dos professores da primeira e da segunda geração às atividades sindicais. “A proposta desta mesa é atualizar e, ao mesmo tempo, mostrar como cada sindicato tem tratado a questão do aposentado, qual é a participação, a política diária e constante dos nossos aposentados no movimento sindical. Qual é a resposta que nós vamos ter para chamar, para convocar, para liderar os nossos aposentados?”, questionou Marilda. Também na coordenação da mesa, o professor Manoel Marcos Freire d’Aguiar Neto, representando a APUB-Sindicato, abriu o debate com um apelo pela mobilização e participação dos aposentados na atividade sindical, defendendo que os representantes das entidades atuem como incentivadores da participação dos sindicalizados na luta coletiva. Como exemplo, citou o trabalho de vigilância e cobrança contínua realizado pela categoria no Congresso Nacional em torno do apensamento da PEC 555. Outra pauta em constante vigilância pelos sindicatos para os aposentados é o PLP 189/2021, projeto de lei complementar que propõe centralizar a gestão do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) da União no INSS, aspecto lembrado pela assessora jurídica do PROIFES-Federação no debate realizado na quinta-feira (14). A medida visa transformar o INSS em gestor único de aposentadorias e pensões dos servidores públicos federais, o que vem gerando debates sobre possíveis riscos de fragilização dos direitos dos servidores. Representando o ADURN, a professora Vilma Vitor Cruz apresentou as atividades realizadas pelo sindicato, principalmente voltadas à integração dos aposentados, e demonstrou preocupação com a adesão tanto dos aposentados quanto dos professores mais jovens. Para ela, é preciso criar estratégias que aproximem os docentes da importância da luta sindical. Já o professor Orlando Nobre, representando o SindproifesPA, declarou que o baixo número de sindicalizados da entidade serviu como alerta para que as diretorias tenham um olhar mais atento às pautas dos aposentados e às suas demandas específicas, sem perder de vista a luta coletiva conduzida pelos sindicatos.Representando a Apufsc-Sindical, o professor José Flets destacou como as trocas de experiências entre representantes de diferentes estados têm contribuído para aprimorar ações já existentes e implementar novas iniciativas voltadas aos aposentados nos sindicatos. “São ações importantes porque eles querem se integrar, eles querem participar, e podemos construir esse caminho integrando também aqueles que ficam em casa e que podem participar”, declarou. A professora Elvira Cortes, representante do APUB-Sindicato e integrante da coordenação da Comissão de Aposentados da Universidade Federal da Bahia (UFBA), questionou as razões da mudança cultural na atividade sindical ao longo dos anos. “Eu lembro que, quando entrei na universidade, a primeira coisa que a gente fazia era sindicalizar. E agora a gente está com essa dificuldade que eu não sei a que atribuir”, refletiu. Representando a ADUFRGS-Sindical, a professora Mariliz Guterres contou que este foi o segundo encontro do qual participou no Adufg-Sindicato e destacou que levou exemplos de atuações debatidas no evento para serem implementadas no Rio Grande do Sul, reforçando a importância de momentos de integração e união entre os integrantes do GT de Aposentados. Segundo ela, a pauta dos aposentados está diretamente ligada às demandas dos docentes ativos e, por isso, precisa ser tratada de forma conjunta.“Como professor aposentado, a gente tem que se preocupar metade do tempo conosco e metade do tempo com os ativos, porque a gente está vivendo junto. A gente precisa dos jovens, de um país com melhores condições e melhores políticas públicas, e tudo isso nos afeta”, pontuou Mariliz. Fechando as representações da mesa, a diretora de Assuntos de Aposentadoria e Pensão do Adufg-Sindicato, professora Denise Paiva, relembrou a construção histórica da diretoria de aposentados da entidade e contribuiu para o debate a partir de reflexões das Ciências Sociais, sua área de formação. “Eu acho que, talvez, parte da explicação resida em algo que a gente, nas Ciências Sociais, chama de ‘dilema da ação coletiva’, em que as pessoas acham importante a participação, mas, quando pensam no custo dessa mobilização, acreditam que sempre haverá alguém preocupado com isso. Mas não é bem assim”, explicou.Considerando esse cenário, Denise frisou que a participação e a mobilização coletiva precisam ser intensificadas e citou a criação de frentes de divulgação e comunicação voltadas especificamente para esse público. Ao final do debate, o público presente também foi convidado a compartilhar experiências, visões e sugestões sobre as questões levantadas pelas entidades, ampliando as trocas entre federações de diferentes estados e fortalecendo a construção coletiva do movimento sindical. O presidente do PROIFES, professor Wellington Duarte, fez um balanço positivo da sétima edição do encontro e destacou a continuidade do trabalho nos próximos meses. “Daqui sairá uma Carta de Goiânia para ajudar nossa federação a construir mais políticas voltadas às demandas dos aposentados e aposentadas da federação”, afirmou. Confira o vídeo com a análise do presidente, e dos diretores, diretoras e participantes do VII Encontro Nacional dos Aposentados do PROIFES-Federação: Comunicação Adufg Sindicato / Redação PROIFES-Federação
PROIFES promove palestra sobre educação financeira no VII Encontro Nacional dos Aposentados

Golpes virtuais, exploração financeira de idosos e organização das finanças pessoais estiveram entre os temas debatidos na tarde desta quarta (14), durante palestra promovida pelo PROIFES-Federação no VII Encontro Nacional do GT de Aposentados, realizado no Auditório do Adufg-Sindicato. A atividade abordou estratégias de planejamento financeiro, prevenção contra fraudes digitais e orientações sobre situações de exploração familiar envolvendo aposentados. Sob a coordenação da diretora de Assuntos de Aposentadoria e Pensão do Adufg-Sindicato, professora Denise Paiva, a palestra contou com a participação da planejadora financeira Rosângela Nunes e do assessor jurídico do sindicato, Elias Menta, que apresentaram orientações ao público e esclareceram dúvidas dos participantes. Planejamento financeiro Segundo Rosângela, falar sobre dinheiro ainda é um tabu, o que compromete a busca pela educação financeira, contribui para decisões desorganizadas e impacta diretamente o bem-estar emocional. “Porém, falar sobre o tema ajuda a normalizá-lo”, argumentou. Para ela, planejamento financeiro vai muito além da simples anotação de gastos. “Tem a ver com futuro, projetos e aspectos da minha vida que quero realizar”, explicou. Rosângela destacou que a organização financeira se torna essencial diante de imprevistos e emergências, exigindo preparo para lidar com situações inesperadas dentro do orçamento mensal. Segundo ela, as despesas podem ser divididas em três categorias: fixas, como água, energia e plano de saúde; variáveis, como mercado, combustível e vida social; e sazonais, como IPTU, IPVA, viagens e presentes. “Dependendo do gerenciamento, o orçamento de uma pessoa pode ficar com o valor dos ganhos acima das despesas, pode haver equilíbrio ou pode existir déficit”, afirmou. A palestrante também reforçou a importância da reserva de emergência como forma de proteção financeira para momentos inesperados da vida. “Com ela, nós podemos lidar com imprevistos sem precisar recorrer a cartões de crédito, empréstimos ou cheque especial. Montar uma reserva de emergência é fácil: recebeu o salário? Guarde um valor. Não espere para fazer isso após os gastos do mês”, recomendou. Prevenção contra golpes e exploração familiar Na sequência, Elias Menta fez um resgate sobre a evolução dos golpes financeiros e explicou por que o público aposentado costuma ser mais vulnerável a esse tipo de crime. “É mais fácil pela falta de familiaridade que esta parcela tem com o ambiente digital e pela tendência cultural de confiar mais no próximo”, afirmou. Segundo ele, a principal ferramenta utilizada pelos golpistas é a chamada engenharia social — estratégia baseada na manipulação psicológica das vítimas para obtenção de dados ou dinheiro. “Eles querem gerar um falso senso de urgência para impedir que a vítima valide as informações”, alertou. Diante desse cenário, Elias apresentou orientações preventivas ao público aposentado. “Desconfiar da urgência é muito importante. Tem parente pedindo Pix? Faça uma videochamada. Banco ligou? Desligue e ligue você mesmo para o número que está no verso do cartão. Sempre valide com uma terceira pessoa de confiança o que você faz financeiramente. E, por fim, leia sempre a tela do celular antes de fazer qualquer transferência, para garantir que o nome do recebedor esteja correto”, pontuou. O assessor jurídico também abordou situações de exploração familiar envolvendo aposentados e idosos, destacando casos marcados pelo abuso de confiança e pela violação de direitos, como autonomia e liberdade de decisão. Segundo Elias, esse tipo de exploração pode ocorrer de forma financeira, psicológica ou por negligência, incluindo uso indevido de cartões bancários, desvio de aposentadoria, chantagem emocional, ameaças de abandono e privação de cuidados básicos relacionados à saúde, alimentação e medicação. “Se o idoso demonstrar interesse e voluntariedade no auxílio, tudo bem. Caso contrário, é preciso prestar atenção aos sinais”, ressaltou. Comunicação Adufg Sindicato / Redação PROIFES-Federação
VII Encontro Nacional dos Aposentados do PROIFES debate direitos, política e desinformação em Goiânia

Com debates sobre os direitos dos aposentados, propostas em tramitação no Congresso Nacional, representação política dos servidores públicos e os impactos das novas tecnologias e da desinformação, teve início nesta quarta (14), em Goiânia, o VII Encontro Nacional do Grupo de Trabalho (GT) de Aposentados do PROIFES-Federação. O evento reúne docentes aposentados de instituições federais de ensino de diversas regiões do país e segue até sexta-feira (15), na sede do Adufg-Sindicato. As falas de abertura reforçaram a importância da participação ativa dos aposentados na atividade sindical e no acompanhamento das discussões políticas que impactam diretamente os direitos da categoria. Também destacaram a necessidade de fortalecimento das entidades representativas diante das constantes mudanças legislativas e administrativas relacionadas ao serviço público. “O PROIFES-Federação vive monitorando essas articulações que vêm para prejudicar os aposentados. A gente enfrenta uma batalha na preservação dos direitos dos que se aposentaram e estamos lutando por isso e para evitar o que vem pela frente”, afirmou o presidente da entidade, professor Wellington Duarte. A presidenta do Adufg-Sindicato, professora Geovana Reis, destacou que o encontro também representa um reconhecimento à trajetória dos professores que dedicaram décadas à docência, à pesquisa, à extensão universitária e à construção do movimento sindical. “Esse encontro é a afirmação de que a aposentadoria não representa o afastamento de uma vida coletiva e nem muito menos da participação política. Portanto, é com muita felicidade que a gente vê esse auditório cheio de pessoas que trouxeram as suas universidades até o momento atual”, declarou. A programação do primeiro dia foi aberta com a mesa “Análise das principais propostas em tramitação no Congresso Nacional que afetam os aposentados e aposentadas”. Em um resgate histórico, Andreia Munemassa, assessora jurídica do PROIFES-Federação, apresentou dados comparativos sobre mudanças nos cálculos previdenciários, direitos alterados ao longo dos anos e os impactos das reformas previdenciárias e administrativas sobre os servidores públicos. A exposição trouxe reflexões sobre o cenário atual enfrentado pelos aposentados e a necessidade de acompanhamento permanente das discussões legislativas que envolvem a categoria. “Foram vários prejuízos que ocorreram ao longo do tempo, mas tivemos situações muito específicas e extremamente prejudiciais para o servidor público e para os aposentados. E tudo isso tem ligação direta com a política, o que significa dizer que, a qualquer momento, o governo pode mudar a forma de composição da categoria”, explicou. A relação entre política e direitos dos aposentados também foi abordada pelo professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e ex-presidente do Adufg-Sindicato, professor Geci Silva. Ele reforçou a importância da informação e da atenção da categoria na escolha de representantes comprometidos com o serviço público e com a defesa dos aposentados. “Devemos exercer nosso direito de voto verificando se, na trajetória do postulante, existe compromisso com o serviço público e respeito aos aposentados e servidores. Fiquem de olho, pois tentam ao máximo nos induzir a eleger pessoas que, na primeira oportunidade, retiram direitos e nos deixam em vulnerabilidade”, alertou. Representando o Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Mosap), Edison Guilherme Haubert apresentou atualizações sobre as articulações e conquistas das entidades no Congresso Nacional e no Senado Federal, destacando a mobilização em torno da PEC 555 e o trabalho conjunto das entidades sindicais em defesa dos aposentados. “Hoje nós temos 334 requerimentos de parlamentares pedindo o apensamento da PEC. Fomos desafiados a provar que temos força, e provamos. Isso já é um feito muito importante”, comemorou Edison. A programação da manhã também contou com a mesa “Vivendo e aprendendo: Educação continuada; novas tecnologias, combate à desinformação”, coordenada pela professora Geovana Reis, com participação do professor da UFG Iwens Gervásio e da jornalista Cileide Alves, do Jornal O Popular. Durante o debate, foram apresentados estudos e análises produzidos pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da UFG sobre os impactos das novas tecnologias, os desafios relacionados à regulamentação da inteligência artificial nas universidades brasileiras e o avanço da desinformação impulsionada pelas plataformas digitais. Ao abordar o funcionamento das chamadas Big Techs, o professor Iwens Gervásio alertou sobre o uso de dados pessoais como principal ativo econômico das plataformas digitais e os riscos associados à manipulação de informações e à disseminação de fake news. “Hoje, falando de tecnologia, celular, computador e inteligência artificial, a base de tudo são os dados. E quem tem os dados, tem o poder”, afirmou. A jornalista Cileide Alves também destacou o crescimento do uso de inteligência artificial na produção e disseminação de conteúdos falsos, especialmente em períodos eleitorais, e ressaltou a necessidade de regulamentação das plataformas digitais e fortalecimento da educação midiática. Além dos debates políticos e tecnológicos, o encontro também prevê discussões sobre educação financeira, o papel dos aposentados na atuação sindical, atividades culturais e momentos de integração entre os participantes. Comunicação Adufg Sindicato / Redação PROIFES-Federação