Brasil tem menor taxa de analfabetismo, desde 2016

Fonte: Agência Brasil – Em 2025, o Brasil tinha 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas, correspondendo a uma taxa de analfabetismo de 4,9% – a menor taxa da série histórica iniciada em 2016.  Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual (p.p.) na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país. Em nove anos, a taxa nacional de analfabetismo caiu de 6,7%, em 2016, para 4,9%, em 2025, uma redução de 1,8 p.p. no período. A Região Nordeste (4,8 milhões de pessoas) concentra 57,4% desse total. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Educação (2025), divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O analfabetismo atinge principalmente a população idosa. Em 2025, havia 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 14,9% das pessoas desse grupo etário. Os analfabetos com 60 anos ou mais de idade eram 58% do total de analfabetos do país. Já a taxa de analfabetismo de pretos ou pardos (20,6%) era quase três vezes superior à de brancos (7,3%) nesse grupo etário. Quando se adiciona os grupos mais jovens no cálculo da taxa de analfabetismo, os percentuais diminuem progressivamente: 8,3% entre as pessoas com 40 anos ou mais, 5,8% entre aquelas com 25 anos ou mais, e 4,9% na população com 15 anos ou mais. Segundo o IBGE, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização, sendo alfabetizadas ainda na infância. “Essa diferença de 11,3 p.p. entre os grupos etários reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos.” Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais de idade foi de 4,6%, enquanto entre os homens foi de 5,2%. A redução em relação a 2024 foi de 0,4 p.p. para ambos os sexos. Na população com 60 anos ou mais de idade, a taxa de analfabetismo das mulheres, que historicamente era superior à dos homens, em 2025 passou a ser menor, com 13,7% para mulheres e 14,1% para homens, o que representa uma diferença de 0,4 p.p. “A variação das taxas por sexo, especialmente entre os mais velhos, sugere avanços na escolarização feminina em todas as gerações, apontando para uma reversão do legado de desigualdade educacional do passado”, analisa o IBGE. Em 2025, 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais de idade haviam completado, ao menos, a educação básica obrigatória, enquanto entre os homens esse percentual era de 55,2%. Ambos os grupos apresentaram crescimento em relação a 2024, indicando uma tendência positiva no acesso à escolarização. Em relação à cor ou raça, 64,9% das pessoas de cor branca haviam concluído o ciclo básico educacional, contra 51,3% das pessoas de cor preta ou parda, resultando em uma diferença de 13,6 p.p. entre esses grupos. Essa diferença permanece praticamente inalterada em relação a 2024, quando era de 13,3 p.p., no entanto, é 2,8 p.p. menor que em 2016, quando a diferença era de 16,4 p.p., refletindo as persistentes desigualdades. Creche Em 2025, no Brasil, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das crianças de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora da escola por opção dos pais ou responsáveis. Esse motivo permaneceu como o mais citado em todas as grandes regiões, com frequência mais elevada entre o primeiro grupo. O segundo motivo mais citado foi não ter escola/creche na localidade, falta de vaga ou a não aceitação da matrícula por causa da idade da criança. Entre as crianças de 0 a 1 ano, 28,1% dos responsáveis apontaram esse fator; entre as de 2 a 3 anos, o percentual foi de 33,4%. Abandono escolar No grupo de jovens de 14 a 29 anos do país, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado. Desses jovens, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Considerando a distribuição por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos. Ao serem perguntados sobre o principal motivo de abandono escolar ou de nunca terem frequentado a escola, os jovens de 14 a 29 anos indicaram, majoritariamente, a necessidade de trabalhar, mencionada por 43% dos entrevistados em 2025. O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024. O aumento, de 2 p.p. em relação ao ano de 2023, pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional. Os demais motivos permaneceram estáveis ou apresentaram variações modestas: gravidez foi mencionada por 9,9% dos jovens; problemas de saúde permanente, por 4,4%; realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas, por 3,9%; e não ter escola na localidade, vaga ou turno desejado, por 2,8%. O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam. Redação PROIFES-Federação

Política nacional para estudantes com altas habilidades entra em vigor

Fonte: Agência Senado – A Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação, que inclui um cadastro nacional, entrou em vigor nesta quinta-feira (18) com a publicação da Lei 15.436, de 2026, no Diário Oficial da União. O texto tem o objetivo de assegurar a identificação precoce, o desenvolvimento integral e a inclusão plena de alunos com altas habilidades no sistema educacional brasileiro. A nova lei define altas habilidades ou superdotação (AH/SD) como a “condição do neurodesenvolvimento caracterizada, entre outros fatores, por potencial intelectual elevado, intensa curiosidade e elevada capacidade de aprendizagem, bem como profundo envolvimento em temas de interesse, frequentemente acompanhada de alta sensibilidade e intensidade emocional”. O texto também estabelece regras para que se institua, efetivamente, um cadastro nacional dos estudantes com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação básica e na educação superior. A criação do cadastro está prevista desde 2015 (na Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB), mas nunca ocorreu. Além disso, a política também abrange as pessoas com “dupla excepcionalidade (DE)”: aquelas que, além de apresentar altas habilidades ou superdotação, possuem também um transtorno ou uma deficiência. O Censo Escolar de 2025 registrou cerca de 56 mil estudantes formalmente identificados como alunos com altas habilidades ou superdotação. Mas os números podem ser maiores, conforme salientam entidades como a Associação Mensa Internacional. Atendimento especializado A lei determina que os sistemas de ensino ofereçam atendimento educacional especializado, por meio de ações complementares à escolarização regular (como programas de enriquecimento curricular, aceleração de estudo e agrupamento de estudantes por áreas de interesse). Também prevê a possibilidade de progressão educacional flexível (permitindo avanços por disciplina ou área do conhecimento) e de aceleração integral da trajetória escolar. Devem ser considerados o ritmo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de cada estudante. Cadastro nacional O texto cria o Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação — que ficará sob a responsabilidade do Ministério da Educação — para mapear e acompanhar a trajetória educacional desses alunos e para subsidiar políticas públicas. Esse banco de dados será alimentado com informações de censos educacionais e outras bases oficiais, respeitando a legislação de proteção de dados. Apoio da União A adesão à política será voluntária para estados, Distrito Federal e municípios (mediante formalização com o governo federal). A União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para as ações, conforme disponibilidade orçamentária. E o financiamento das iniciativas poderá incluir fontes como fundos da educação e programas de investimento público. Redação PROIFES-Federação

Em tempos de Copa, o PROIFES ‘segue na luta’ para que todos os brasileiros sejam ‘campeões’

“A Copa do Mundo chegou para unir todos os brasileiros, mas nesse período não podemos esquecer que a vida segue e temos muito o que conquistar. Por isso, O PROIFES-Federação, assim como a maioria da população também torce e vibra a cada gol no esporte número um e que é preferência nacional. Afinal, a alegria e o sorriso de cada cidadão é motivo para festejarmos juntos. Mas, juntos, nós ainda precisamos lutar para que o Brasil seja ‘campeão’ em justiça social, direitos humanos, igualdade e em tantos outros temas que afetam a nossa sociedade. Como representante legítimo dos docentes das instituições federais de ensino, mas, ainda, com um olhar cuidadoso para cada trabalhador e trabalhadora de outros setores, o PROIFES entende que não podemos esquecer a realidade em nosso entorno. Enquanto nossos 26 jogadores buscam o hexa dentro de campo lá fora, aqui, seguimos no jogo em que temos que driblar, defender, dividir e conquistar nossos direitos. Pela educação pública gratuita e de qualidade; Pela valorização da carreira dos docentes das IFES e do EBTT federal; Pelo aumento real de salários e benefícios; Pelo fim da contribuição previdenciária sobre o salários dos aposentados e pensionistas do serviço público; Pelo fim da escala 6×1 e a implementação da 5×2 para todos os brasileiros, com direito a, pelo menos, dois dias de descanso semanal e sem redução salarial. Pela valorização real do salário mínimo; Pela direito à organização no local de trabalho pelos servidores públicos. Por muitas outras pautas que garantam mais políticas públicas contra a violência, contra a discriminação das minorias, pela igualdade de gênero, pelo direito saúde, moradia, alimentação e tudo o que se move favoravelmente à plena dignidade humana. Que venha o hexa… e que “NA COPA DA VIDA E DA EDUCAÇÃO” o povo brasileiro seja o verdadeiro campeão! Redação PROIFES-Federação

Senado aprova criação da Universidade Federal do Esporte, que vai à sanção

Fonte: Agência Senado – O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o Projeto de Lei 6.133/2025, do Poder Executivo, que cria a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). A matéria foi votada em regime de urgência (REQ 9/2026), a pedido da Comissão de Esporte (CEsp) do Senado, e segue para sanção presidencial. A nova instituição será vinculada ao Ministério da Educação e terá sede em Brasília, com possibilidade de expansão para outros estados. O objetivo é promover o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação na área da ciência do esporte. Para a senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora da proposta na Comissão de Esporte, a criação da universidade representa um avanço para o desenvolvimento do esporte nacional. Segundo ela, a instituição permitirá formar gestores, treinadores e outros profissionais do setor, além de oferecer novas oportunidades educacionais para atletas após o encerramento da carreira esportiva. A senadora destacou que a iniciativa contribuirá para o fortalecimento do paradesporto, da participação feminina e de políticas de inclusão no esporte. — Os méritos desta proposição são reunir, em uma mesma instituição, ensino, pesquisa, inovação, formação de profissionais e oportunidades para atletas que estão em transição de carreira — afirmou. Os recursos da universidade, segundo a lei, poderão ser provenientes do Orçamento Geral da União, de convênios, contratos, serviços prestados, auxílios e subvenções, além de valores oriundos das apostas destinados ao Ministério do Esporte. A implantação da instituição, porém, dependerá de previsão específica no Orçamento da União. Redação PROIFES-Federação

DIAP divulga “Cabeças” do Congresso 2026; saiba quem são

Fonte: Agência DIAP – O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) divulga a edição 2026 dos “Cabeças do Congresso Nacional”, estudo que identifica os parlamentares que mais se destacam pela capacidade de influenciar o processo decisório no âmbito do Poder Legislativo federal. A edição reúne 100 parlamentares, sendo 69 deputados federais e 31 senadores. O estudo também registra a presença de 20 novos integrantes na elite parlamentar, refletindo a renovação e a ascensão de lideranças com crescente protagonismo no cenário político nacional. Entre os atributos que caracterizam protagonismo no processo legislativo, destacam-se, na visão do DIAP, a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando a repercussão e tomada de decisão. Enfim, é o parlamentar que, isoladamente, ou em conjunto com outras forças, é capaz de criar papel e contexto para desempenhá-lo. Parlamentares em “ascensão” Além dos 100 “Cabeças”, desde a 7ª edição da série, o DIAP divulga levantamento, que inclui na publicação anexo com outros 50 parlamentares. São os deputados e senadores em “ascensão”, que, mesmo não fazendo parte do grupo dos 100 mais influentes, têm recebido missões partidárias, podendo, mantida a trajetória ascendente, estar futuramente na elite parlamentar. Pode-se dizer que estão entre os 150 mais influentes. Dentre os 50 em “ascensão”, são 15 novos parlamentes. Sendo, 13 deputados, e 2 senadores. Entende-se por parlamentar em “ascensão” aquele deputado ou senador que vem recebendo missões partidárias, políticas ou institucionais e se desincumbindo bem dessas. Estão também nessa categoria, os parlamentares que têm buscado abrir canais de interlocução, criando os próprios espaços e se credenciando para o exercício de lideranças formais ou informais no âmbito do Parlamento. Parlamentares no exercício do mandato A pesquisa inclui apenas os parlamentares que estavam no efetivo exercício do mandato no período de avaliação, que considera o desempenho parlamentar desde a posse, com prazo de avaliação até o mês de junho de 2026. Assim, quem esteve licenciado para assumir cargos fora do Parlamento este período, mesmo influente, não faz parte da publicação. Por isto, não constam entre os 100 mais influentes de 2026, o deputado licenciado do mandato, cumprindo missão no Poder Executivo: 1) ministros de Estado: deputado Alexandre Padilha (PT-SP); e o senador Wellington Dias (PT-PI); e 2) licenciado do mandato para tratar de interesses particulares: deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Leia o resumo da publicação, que, posteriormente estará completa, com os perfis individuais dos deputados e senadores. Redação PROIFES-Federação

PROIFES participa de seminário sobre combate à desertificação

O PROIFES-Federação participou do Seminário Internacional sobre Combate à Desertificação, realizado nesta quarta (17), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília.  O evento, organizado pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Frente Parlamentar Ambientalista reuniu representantes do poder público, pesquisadores, organismos internacionais, universidades, movimentos sociais e especialistas da área ambiental e climática. A iniciativa busca fortalecer o diálogo institucional e a formulação de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à adaptação climática. O diretor de Ciência e Tecnologia do PROIFES, professor Ênio Pontes (Sindproifes), representou a entidade, a convite do deputado federal Inácio Arruda (PCdoB-CE). O parlamentar cearense é autor da Lei 13.153, sancionada em 30 de julho de 2015, que institui a Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação. O objetivo da norma é promover ações preventivas e mitigadoras contra a degradação da terra no semiárido e em outras áreas suscetíveis.  Arruda explicou que neste 17 de junho é celebrado o Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação e que o tema será debatido também em uma Conferência das Nações Unidas, A COP17 da UNCCD (Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação), em Ulaanbaatar, Mongólia, entre os dias 17 e 28 de agosto de 2026. O diretor de Comunicação do PROIFES-Federeação, professor Jailson Alves (APUB), também prestigiou o seminário. Redação PROIFES-Federação

PROIFES comemora o dia do Servidor Público Aposentado

O PROIFES-Federação comemora o Dia do(a) Servidor(a) Público(a) Aposentado(a), celebrado todos os anos, no dia 17 de junho. Esta data é de grande importância para destacar a contribuição destes que dedicaram sua vida à educação pública gratuita e de qualidade. Vale lembrar que o PROIFES é representante legítimo dos docentes aposentados das instituições federais de ensino, categoria com forte participação sindical e que permanece na luta por direitos, mesmo após a conquista do merecido direito ao descanso remunerado. Por isso, uma das pautas centrais do PROIFES é a aprovação da PEC 6/2024, que trata da redução gradual da contribuição previdenciária de servidores públicos aposentados e pensionistas. Neste Dia do(a) Servidor(a) Público(a) Aposentado(a), é primordial reconhecer que a aposentadoria não encerra a contribuição desses profissionais, mas inaugura uma nova fase que exige respeito, acolhimento e políticas que garantam mais qualidade de vida e valorização. O PROIFES-Federação aproveita esta data, também para agradecer as entidades, movimentos sociais organizados e sindicatos parceiross na luta pela valorização dos aposentados e pensionistas, entre eles o Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Mosap), que tem atuado firmememente junto aos representantes do poder público, pela aprovaçao das pautas da categoria. Redação PROIFES-Federação

FNE publica nota “Em Defesa da Escola, do Direito à Educação e Contra a Regulamentação da Educação Domiciliar

Diante do iminante avanço da controversa regulamentação do homeschooling, sob forte pressão e interesse de bancadas políticas e setores do Congresso Nacional, o Forum Nacional de Educação publicou uma nota pública de repúdio, com esclarecimentos e prioridades, à qual o PROIFES-Federação oferece apoio e faz questão de dar publicidade. Confira a íntegra: O Fórum Nacional de Educação — FNE, instância de interlocução entre o Estado brasileiro e a sociedade civil organizada no campo educacional, composta por entidades, instituições, fóruns, movimentos e representações comprometidas com a educação brasileira democrática, inclusiva, equitativa e socialmente referenciada, vem a público  manifestar sua posição contrária à regulamentação da educação domiciliar no Brasil, também denominada homeschooling. A educação escolar é direito subjetivo da criança e do adolescente, não prerrogativa patrimonial dos pais ou responsáveis. A criança e o(a) adolescente são sujeitos de direitos em condição peculiar de desenvolvimento, protegidos pelo princípio constitucional da prioridade absoluta, nos termos do artigo 227 da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente.  A obrigatoriedade de matrícula e frequência escolar, prevista na legislação educacional brasileira, constitui mecanismo civilizatório de proteção, inclusão, socialização, aprendizagem, convivência democrática e acesso aos conhecimentos científicos, artísticos, filosóficos, tecnológicos e culturais historicamente produzidos pela humanidade. O FNE manifesta preocupação especial com proposições que, direta ou indiretamente, buscam alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código Penal para admitir a educação domiciliar ou afastar a caracterização de abandono intelectual nos casos de ausência de matrícula escolar.  Tais iniciativas produzem insegurança jurídica, fragilizam a proteção de crianças e adolescentes e invertem a lógica constitucional: em vez de fortalecer a escola como instituição pública de formação humana, deslocam ao espaço privado uma responsabilidade que deve ser assegurada sob acompanhamento, regulação e garantia do Estado. A regulamentação do homeschooling, tende a aprofundar desigualdades e apesar de ser apresentado como liberdade de escolha, em sociedades profundamente desiguais, beneficia grupos com maior capital econômico, cultural, tempo disponível, acesso a materiais, redes privadas de apoio e condições domiciliares adequadas, enquanto fragiliza o princípio da educação como bem público e direito universal. Além disso, a criação de mecanismos de fiscalização, avaliação, certificação, acompanhamento pedagógico, psicológico e social de milhares de crianças em ambientes privados demandaria estrutura estatal complexa, custosa e de difícil execução, desviando esforços de políticas educacionais urgentes e universais. A escola não é apenas lugar de transmissão de conteúdos. É espaço de convivência com a diferença, construção de vínculos, aprendizagem democrática, proteção social, identificação de violações de direitos, garantia de alimentação escolar, acesso à cultura, ao esporte, à ciência, à tecnologia e ao trabalho pedagógico profissional.  Para muitas crianças e adolescentes, a escola é o principal espaço de visibilidade pública, proteção contra violências, negligências, exploração, trabalho infantil, abusos e violações que podem permanecer invisíveis no ambiente doméstico. Reduzir a educação escolar a provas periódicas ou cumprimento de conteúdos curriculares significa desconhecer a complexidade pedagógica, social, ética e democrática da instituição escolar. O FNE também alerta para os impactos da educação domiciliar sobre a educação inclusiva. A inclusão não se realiza no isolamento, mas na convivência com a diversidade humana. A escola inclusiva é conquista histórica da sociedade brasileira e da luta das pessoas com deficiência, de suas famílias, dos profissionais da educação e dos movimentos sociais. A retirada de estudantes do espaço escolar compromete o direito à convivência, ao atendimento educacional especializado, à interação entre pares, à participação comunitária e ao reconhecimento da diferença como princípio educativo. A regulamentação da educação domiciliar também se insere em uma disputa mais ampla sobre o sentido da educação. Ao deslocar a formação escolar para o âmbito privado, enfraquece-se a dimensão republicana da escola e sua função de formar sujeitos capazes de viver em sociedade, dialogar com o contraditório, reconhecer direitos, respeitar diferenças e participar da vida pública.  A democracia exige espaços comuns. A escola é um desses espaços essenciais. Nesse sentido, o FNE reafirma que não se trata de negar a participação das famílias na educação dos filhos. Ao contrário, a participação familiar deve ser fortalecida por meio da gestão democrática, dos conselhos escolares, das associações, dos fóruns, das conferências de educação, do acompanhamento da vida escolar, do diálogo permanente com professores e equipes pedagógicas e da corresponsabilidade com o projeto educativo. Família e escola não são instituições concorrentes; são dimensões complementares da formação humana. A substituição da escola pelo domicílio rompe essa complementaridade e fragiliza o pacto constitucional em torno do direito à educação. Assim, o Fórum Nacional de Educação manifesta-se: * pela rejeição de proposições legislativas que autorizem ou regulamentem a educação domiciliar como substitutiva da educação escolar obrigatória; * pela rejeição de iniciativas que descriminalizem, anistiem ou naturalizem a ausência de matrícula escolar de crianças e adolescentes em idade obrigatória; * pela defesa da Constituição Federal, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, do Estatuto da Criança e do Adolescente e dos marcos nacionais e internacionais de proteção integral; * pela centralidade da escola como instituição pública, social, democrática, inclusiva e indispensável ao desenvolvimento pleno da pessoa, ao exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho; * pela ampliação do financiamento público da educação, com prioridade para a implementação do Plano Nacional de Educação, do Sistema Nacional de Educação, do Custo Aluno-Qualidade, da valorização dos profissionais da educação e das políticas de permanência, inclusão e recomposição das aprendizagens; * pelo fortalecimento da busca ativa escolar, do combate à evasão, do enfrentamento ao abandono, da proteção contra violências e da articulação intersetorial entre educação, assistência social, saúde, direitos humanos, conselhos tutelares e sistema de garantia de direitos; * pela valorização da participação das famílias na vida escolar, sem que isso implique substituição da escola ou privatização do direito à educação. O FNE conclama o Congresso Nacional, os sistemas de ensino, os conselhos e fóruns de educação, as entidades educacionais e a sociedade brasileira a rejeitarem a regulamentação da educação domiciliar e a concentrarem esforços naquilo que efetivamente interessa ao país: assegurar escola de qualidade social para todas

Universidades federais lideram ranking de inovação do país

Fonte: APUFSC – As universidades federais, vinculadas ao Ministério da Educação (MEC), lideraram os registros do recém-divulgado anuário de 2025 do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que mapeia as proteções de criação intelectual no país. O relatório aponta um domínio das universidades federais em categorias estratégicas para o desenvolvimento nacional, como o desenvolvimento de softwares.  Segundo o documento, sete em cada dez dos maiores depositantes de patentes de invenção no Brasil são entidades públicas, sendo as universidades federais as principais responsáveis por esse desempenho. No ranking de Patentes de Invenção, das 51 posições ocupadas pelos maiores depositantes nacionais, 30 são de federais. O setor de educação responde isoladamente por 20,9% de todos os participantes ranqueados.  A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aparece em 5º lugar no ranking de Programas de Computador, com 74 depósitos de pedidos de registro relacionados ao desenvolvimento de softwares. Nas Patentes de Invenção, a UFSC está em 24º lugar, com 35 depósitos de pedidos de patentes. Além disso, a Universidade tem seis depósitos de Patentes de Invenção em parceria com outros integrantes do ranking, que reúne nas primeiras posições empresas como a Petrobras. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, os números apontam para o retorno prático à sociedade do investimento público nessas instituições. “As universidades federais são protagonistas da inovação brasileira. Sua presença entre os principais depositantes de patentes do país evidencia a capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas para a sociedade. Além de formarem profissionais altamente qualificados, as universidades federais são espaços de produção científica, desenvolvimento tecnológico e geração de inovação. Cada patente depositada e cada software registrado representam avanços com potencial para fortalecer a indústria, aprimorar os serviços públicos, impulsionar a competitividade nacional e contribuir para a soberania científica e tecnológica do Brasil”.   Confira o relatório na íntegra. Redação PROIFES-Federação