Ideb: indicadores da educação avançam, mas CNTE cobra mais investimentos 

Fonte: CNTE/Inep – O Ministério da Educação (MEC) divulgou na quarta-feira (5) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ano de 2025. Os números apontam para uma melhoria na média nacional em todas as etapas de ensino. A metodologia do Ideb combina os dados de aprovação escolar coletados pelo Censo Escolar e das médias de desempenho obtidas no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Ele varia de 0 a 10 e considera indicadores de fluxo escolar e de desempenho dos estudantes. Para a A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que vê sérias limitações no Ideb, pois o índice não capta as desigualdades entre as redes de ensino e as escolas, a influência das políticas de (des) valorização dos profissionais da educação, especialmente a substituição de profissionais concursados por temporários. Contudo, um  “Um dos dados mais sensíveis e injustos refere-se à evasão escolar, que não. Ela não integra a média do Ideb e muitas redes de ensino têm fechado escolas noturnas e do campo, por exemplo, para alavancar a média – um contrassenso”,avalia a Confederação.. Resultados Seguindo a lógica limitada do Ideb, os dados agregam os resultados das redes pública (municipal e estadual) e privada. No ensino fundamental, os anos iniciais (do 1º ao 5º ano) chegaram a 6,3. Do 6º ao 9º ano, a média foi 5,3. O ensino médio alcançou a nota 4,5. Esses resultados são os mais altos já registrados desde a criação do indicador, em 2005,  mas as metas estabelecidas em 2021 para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio — 5,5 e 5,2, respectivamente — não foram atingidas. Os números obtidos na avaliação anterior, em 2023, são: 6 nos anos iniciais do ensino fundamental, 5 nos anos finais e 4,3 no ensino médio.  Se considerarmos apenas a rede pública, os dados também apresentaram um crescimento. O ensino fundamental alcançou as notas 6,1 nos anos iniciais e 5.0 nos anos finais, comparadas aos 5,7 e 4,7 de 2023. A nota do ensino médio fechou em 4,3 nesta edição, enquanto a anterior registrou 4,1. Confira os resultados no sistema de dados do Inep Dedicação dos/as profissionais da educação A CNTE reconhece a importância das políticas de avaliação educacional, mas elas precisam ser sistêmicas e democráticas, reconhecendo o protagonismo das escolas, dos profissionais e da comunidade. Por isso, a Confederação defende aprimorar o Ideb no contexto do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – Sinaeb, ainda pendente de regulamentação.  “Comunidades mais vulneráveis têm mais dificuldades no desempenho dos estudantes, e isso precisa ser considerado”, disse o secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes. Ele acredita que a oscilação positiva nos entes federados é consequência da dedicação dos profissionais da educação. “Houve crescimento do Ideb porque a escola pública é boa, apesar de muitos ataques e  projetos autoritários de gestores, além da plataformização que tem precarizado as instituições. São lugares que têm a professora e o professor, o funcionário e a funcionária, os/as supervisores/as e diretores/as que se empenham para melhorar a qualidade da educação diante de todos esses problemas.” Análise por estados O recorte por estados demonstra uma maior disparidade nos resultados. A maioria das unidades da federação não conseguiu alcançar a média nacional nas diferentes etapas de ensino.  Nos anos iniciais, por exemplo, 14 das 27 unidades da federação alcançaram notas abaixo de 6,3. Acre, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Piauí obtiveram resultados na média. O Paraná obteve a nota mais alta (7) e o Amapá a mais baixa (5,5). Nos anos finais, a média é 5,3. Nove UFs obtiveram notas maiores e 18 atingiram notas menores que 5,3. Alagoas foi o único estado que ficou na média. O Paraná obteve a nota mais alta (5,9) e Roraima a mais baixa (4,4). O ensino médio apresentou a média mais baixa das etapas da educação básica, de 4,5. Ceará e Santa Catarina obtiveram esse mesmo resultado. 16 unidades da federação registraram notas menores. O Paraná obteve a nota mais alta (5,1), enquanto Amapá e Roraima empataram no menor resultado (3,8). Escola pública Na escola pública, o recorte por estados não apresenta uma diferença tão grande nos resultados que compilam todas as redes. As unidades federativas aumentaram as notas nas diferentes etapas em comparação com o Ideb 2023 na maioria dos casos.  Só cinco UFs são exceção: Confira os resultados por UF na escola pública: ACRE: Anos iniciais – 6,2; Anos finais – 4,8; Ensino médio – 4; ALAGOAS: Anos iniciais – 6,3; Anos finais – 5,1; Ensino médio – 4,2; AMAPÁ: Anos iniciais – 5,4; Anos finais – 4,4; Ensino médio – 3,7; AMAZONAS: Anos iniciais – 5,9; Anos finais – 4,8; Ensino médio – 3,7; BAHIA: Anos iniciais – 5,4; Anos finais – 4,2; Ensino médio – 3,8; CEARÁ: Anos iniciais – 6,8; Anos finais – 5,6; Ensino médio – 4,5; DISTRITO FEDERAL: Anos iniciais – 6; Anos finais – 4,7; Ensino médio – 3,6; ESPÍRITO SANTO: Anos iniciais – 6,4; Anos finais – 5,2; Ensino médio – 4,9; GOIÁS: Anos iniciais – 6,4; Anos finais – 5,6; Ensino médio – 4,9; MARANHÃO: Anos iniciais – 5,5; Anos finais – 4,5; Ensino médio – 3,8; MATO GROSSO: Anos iniciais – 6,1; Anos finais – 4,9; Ensino médio – 4,3; MATO GROSSO DO SUL: Anos iniciais – 5,7; Anos finais – 4,8; Ensino médio – 4,2; MINAS GERAIS: Anos iniciais – 6,4; Anos finais – 5,3; Ensino médio – 4,5; PARÁ: Anos iniciais – 5,5; Anos finais – 4,7; Ensino médio – 4,4; PARAÍBA: Anos iniciais – 5,9; Anos finais – 4,7; Ensino médio – 4,1; PARANÁ: Anos iniciais – 6,9; Anos finais – 5,8; Ensino médio – 5,1; PERNAMBUCO: Anos iniciais – 5,8; Anos finais – 4,9; Ensino médio – 4,7; PIAUÍ: Anos iniciais – 6,1; Anos finais – 5,2; Ensino médio – 4,9; RIO DE JANEIRO: Anos iniciais – 5,8; Anos finais – 4,7; Ensino médio – 3,7; RIO GRANDE DO NORTE: Anos iniciais – 5,2; Anos finais – 4,2; Ensino médio – 3,9; RIO

PROIFES leva pautas dos docentes federais a reunião com Liderança do Governo na Câmara

Representado pelo professor Jairo Bolter, o PROIFES-Federação se reuniu com o líder do governo na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (PT/RS). Na pauta, a urgência na análise de propostas de interesse dos docentes das instituições federais de educação, como o apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2004, que busca unir no Congresso Nacional as propostas que extinguem, gradualmente (ao longo dos próximos 10 anos), a contribuição previdenciária de servidores públicos aposentados e pensionistas. A articulação é liderada pelo Instituto Mosap em parceria com o PROIFES e movimentos da sociedade civil organizada, acumulando centenas de requerimentos na Câmara dos Deputados para acelerar a votação em Plenário. Jairo, que além de diretor é também membro do Conselho Deliberativo, cobrou também a análise de uma versão mais recente e construída em trabalho conjunto (com correções sobre o texto original da relatoria), do Projeto de Lei nº 1893/2026. Ecaminhada pelo Executivo, em abril de 2026, a proposta institui mesas permanentes de negociação coletiva e regras de representação sindical para o funcionalismo público, regulamentando a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A ordem, entretanto, é manter o apoio somente em caso da apreciação da última versão, contemplando a pauta de reivindicações da Federação. Redação PROIFES-Federação

Consulta pública sobre educação a distância vai até sexta-feira

Fonte: Agência Brasil – O Ministério da Educação (MEC) recebe até a próxima sexta-feira (14) as contribuições da consulta pública sobre o novo marco regulatório dos cursos de graduação com oferta de educação a distância (EaD) nos cursos superiores de graduação do Brasil. A atualização das diretrizes dos cursos de graduação em EaD busca adaptar as normas da educação a distância às transformações digitais e aos novos critérios de acompanhamento acadêmico e tem o objetivo é aperfeiçoar as políticas públicas educacionais. A iniciativa é voltada a estudantes, professores, pesquisadores, gestores de instituições de ensino superior públicas e privadas, entidades da sociedade civil e demais interessados. A necessidade de regulamentação da EaD no Brasil está prevista no Decreto nº 12.456/2025. Passo a passo Para participar, os interessados devem acessar a plataforma Brasil Participativo e fazer o login com a conta Gov.br. O participante terá acesso ao texto de referência, disponível na página do Conselho Nacional de Educação (CNE), na seção Audiências e Consultas Públicas. Quem responder à consulta pública deverá também preencher o formulário de coleta de dados relativos à identificação do perfil sociogeográfico. O governo federal esclarece que as informações serão usadas exclusivamente para fins estatísticos, de avaliação institucional e formulação de políticas públicas, sem divulgação individualizada dos participantes em qualquer hipótese. Diretrizes A minuta da proposta sugere novas regras para a oferta de cursos, mediação pedagógica, suporte ao estudante e atuação do corpo docente em instituições de educação superior que atuam na modalidade EaD. A proposta define critérios para atividades presenciais e conteúdos digitais, garantindo que os padrões acadêmicos exigidos sejam equivalentes em todas as modalidades de ensino.  A minuta elaborada pela Comissão da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) está dividida em pontos organizacionais para a oferta de cursos superiores EaD:  Consolidação Após o término do prazo de contribuição, será aberto o período de sistematização das proposições recebidas, entre os dias 15 e 22 de agosto. De acordo com o MEC, as sugestões serão analisadas para a consolidação da redação final do parecer e do projeto de resolução pelo CNE. Redação PROIFES-Federação