ExpoT&C – 78ª SBPC: PROIFES debate financiamento da ciência, condições de trabalho e futuro das IFEs 

A segunda mesa de conversa realizada pelo PROIFES na ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, no Rio de Janeiro, reuniu o ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, o diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI), Márcio Portes de Albuquerque, e o presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Anderson Gomes.  O mediador foi o professor Flavio Alves da Silva, vice-presidente do PROIFES, que ressaltou o fato de trazer ao debate  três autoridades de destaque no planejamento estratégico e conhecedores da realidade dos institutos de pesquisa, considerando a experiência de quem já geriu a educação e a ciência no mais alto nível.  “Não há futuro para as instituições federais sem financiamento estável e sem valorização de quem nelas trabalha. Para discutir isso, recebo três vozes que trazem uma perspectiva essencial”, disse No centro do diálogo, o planejamento estratégico de longo prazo, o financiamento estável da ciência como condição essencial à soberania e à autonomia tecnológica do Brasil e a valorização da carreira, tornando-a uma política de Estado, além da busca por investimentos na manutenção de equipes qualificadas e infraestrutura de ponta,   Os palestrantes concordaram que superar a política do teto de gastos e do arcabouço fiscal será o grande desafio no longo prazo, e que é preciso buscar uma proposta para o curto prazo, a partir de iniciativas dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Educação. Renato Janine reconheceu que é preciso investimentos urgentes em determinados setores, como nas instituições que, segundo ele, estão à mingua e com demissões já previstas, na base do próprio Ministério da Ciência, mas apontou que a solução estrutural está no que chamou de ‘dinheiro novo’, que viria de uma mudança no sistema de cobrança de impostos, que incidiriam com taxas maiores sobre os mais ricos: “Temos que tributar os mais ricos e isso implica em restabelecer a progressividade do imposto de renda pessoa física. Nos estados, o imposto sobre veículos, incluindo jatinhos, iates e etc. Nos municípios, os imoveis, porque você paga o mesmo percentual sobre uma mansão ou sobre um pequeno apartamento. Isso não é justo e tem que ser modificiado, disse, afirmando que seria uma condição com a capacidade de resolver, estruturalmente, a falta de dinheiro para a ciência no Brasil”. Ao encerrar o encontro, Flávio Silva reafirmou o papel de defesa da ciência pela Federação: “O futuro das universidades federais depende de três compromissos que não se separam- financiamento, condições de trabalho e uma política de estado e o compromisso que o proifes federação traz nessa SBPC e que levará diante” Redação PROIFES-Federação

PROIFES participa de homenagem do SBPC aos 75 anos do CNPq e da Capes

Representados por diretores e membros do Conselho Diretivo (CD), o PROIFES-Federação participou de uma sessão especial para homenagear os 75 anos de fundação do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento foi realizado no pavilhão no pavilhão da ExpoT&C da 78ª Reunião Anual da SBPC, e reuniu diversas autoridades, entre eles o presidente do CNPq, Olival Freire Jr, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, o presidente da Finep, Luiz Antonio Rodrigues Elias, e a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Pelos PROIFES, a professora Mariliz Gutierrez, membro do CD, o professor Darlio Inácio, membro do CD e professor Enio Pontes de Deus, diretor do Grupo de Trabanho de Ciência e Tecnologia da Federação (GT C&T). Inácio, que é membro do fundador do GT de C&T participou do debate e sugeriu “fazer um diálogo mais substanciado e participativo com a comunidade científica sobre novas formas de contabilizar produtos técnicos, tecnológicos e de extensão nas instâncias de avaliações da CAPES e do CNPq”. Enio Pontes celebrou a data, relembrando sua experiência acadêmica nas instituições homenageadas: “Fui um dos primeiros bolsistas do doutorado-sanduíche da CAPES, que me levou à Alemanha e me trouxe de volta para fazer ciência no Brasil — sou, literalmente, um resultado dessas duas agências. E a minha história é apenas uma entre milhares que só existiram porque, desde 1951, o país decidiu investir em quem faz ciência. Foram essas agências que construíram o sistema de pós-graduação e de pesquisa que sustenta o desenvolvimento nacional. Defendê-las é defender a soberania científica do Brasil — porque não há desenvolvimento sem quem produz conhecimento.” A 78ª Reunião Anual da SBPC segue até o dia 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Redação PROIFES-Federação