Soberania científica e carreira docente será tema da palestra de abertura do PROIFES na SBPC 2026

Na segunda-feira (27/07), o PROIFES-Federação irá realizar a primeira de um ciclo de três palestras, em participação na 78ª Reunião Anual da SBPC. Com o tema, “Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência”, a mesa será aberta ao público, com início às 15h30, no palco principal, localizado no centro do pavilhão da EXPOT&C-SBPC 2026, no campus da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O mediador, professor Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação), diretor de Ciência e Tecnologia do PROIFES, explicou a escolha “Não existe soberania científica sem soberania sobre quem faz ciência. Valorizar a carreira docente e garantir condições para a pesquisa é uma decisão estratégica para o desenvolvimento do Brasil. É esse o debate que queremos levar à SBPC: mostrar que investir nas pessoas é investir na capacidade do país de produzir conhecimento, inovação e futuro”. Com o slogan “PROIFES em defesa da Ciência”, será a única entidade representante dos docentes federais, em nível nacional, a participar do evento, de 26/07 a 01/08, com estande próprio e a presença de dirigentes (professores, especialistas, pesquisadores), que atuam nas instituições federais de ensino superior e básico (EBTT). A presença do PROIFES reforça, ainda, o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Sobre a 78ª Reunião Anual da SBPC Com o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, 78ª Reunião Anual da SBPC é apontado como o maior encontro científico da América Latina e a expectativa é de que 50 mil pessoas visitem o evento, durante os sete dias, com centenas de atividades gratuitas, conferências, minicursos, exposições, estandes interativos e debates voltados à popularização do conhecimento. (SBPC) Confira a programação do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026: 1ª Palestra – Data: 27/07/2026, às 15h30 Título: Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência – Mediador: Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação) 2ª Palestra – Data: 29/07/2026, às 11h00 Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais – Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) 3ª Palestra – Data: 29/07/2026, às 16h30 Título: Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA – Mediador: Jailson Alves (PROIFES-Federação) 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Realização: SBPC e UFF Redação PROIFES-Federação
PROIFES na 78ª Reunião Anual da SBPC – de 26/07 a 01/08 (vídeo)

O PROIFES-Federação estará na ExpoTech da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Com o slogan “PROIFES na SBPC, em Defesa da Ciência”, a entidade, uma federação que reúne associações e sindicatos dos docentes das universidades federais e dos institutos federais de ensino (EBTT), e com representação em todas as regiões do país, será a única do gênero a participar do evento, com estande próprio e mesas temáticas, neste que é apontado como o mais tradicional e maior encontro científico da América Latina. A presença do PROIFES reforça o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. Veja o vídeo:
Pesquisadores do Brasil podem ter quebrado paradigma científico de 400 anos

Fonte: APUFSC/Jornal da Ciência – Pesquisadores descobriram um novo tipo de sincronização em sistemas complexos — conjuntos de elementos que interagem entre si e com o ambiente — que desafia uma das ideias centrais da área, aceita há mais de 400 anos. Publicado na revista Nature Communications com apoio do Instituto Serrapilheira, o estudo liderado por cientistas do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que sistemas podem apresentar comportamento sincronizado mesmo quando a interação entre seus componentes não segue a lógica tradicional baseada em relações entre pares. Entre os autores estão o matemático brasileiro Tiago Pereira e o holandês Eddie Nijholt, pesquisadores do ICMC-USP. A sincronização é um fenômeno em que diferentes elementos passam a atuar de maneira coordenada. Aparece em diversos sistemas naturais e tecnológicos, como a atividade de neurônios no cérebro, redes elétricas e outros sistemas complexos. Desde o século 17, quando o físico holandês Christiaan Huygens observou dois relógios de pêndulo sincronizados, a explicação dominante era de que esse comportamento surgia a partir da interação direta entre os elementos envolvidos. O novo estudo mostra que essa regra não é suficiente para explicar todos os casos. Os pesquisadores demonstraram que, em determinados sistemas, a sincronização pode surgir apenas quando três ou mais componentes interagem simultaneamente, revelando um mecanismo coletivo que não aparece quando esses elementos são analisados individualmente. “A sincronização é um dos fenômenos mais importantes da natureza. Aparece em sistemas muito diferentes entre si e sempre foi entendida a partir da ideia de interação entre pares de elementos. O que mostramos é que existem situações em que pode emergir por outro mecanismo”, afirma Pereira. A descoberta amplia a compreensão sobre sistemas complexos e pode ajudar pesquisadores de diferentes áreas a desenvolver modelos para estudar fenômenos coletivos, como processos relacionados ao cérebro, ao clima e a redes tecnológicas. O trabalho também tem uma história de colaboração científica que atravessou a pandemia de Covid-19. A pesquisa foi desenvolvida por Tiago Pereira em parceria com o matemático holandês Eddie Nijholt, hoje professor do ICMC-USP. Em 2020, Nijholt se preparava para realizar um pós-doutorado no Brasil, mas o fechamento das fronteiras impediu sua viagem. Para manter a colaboração, Pereira usou recursos flexíveis do apoio recebido do Instituto Serrapilheira para financiar o trabalho do pesquisador enquanto ele permanecia na Holanda. A parceria continuou durante o período da pandemia e avançou após a retomada das atividades presenciais. “A flexibilidade do apoio do Serrapilheira foi fundamental para manter essa colaboração durante a pandemia. Se não tivéssemos conseguido apoiar Eddie naquele momento, provavelmente ele teria seguido outro caminho. Hoje ele é professor do ICMC e autor correspondente deste trabalho. É um exemplo de como o investimento em pesquisa básica pode gerar resultados científicos e ajudar a formar grupos de excelência no Brasil”, diz Pereira. Após retornar ao Brasil, Nijholt fez pós-doutorado, conquistou uma bolsa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e passou a integrar o ICMC-USP. A colaboração entre os pesquisadores já havia resultado em trabalhos de destaque e agora leva a uma nova descoberta sobre um dos fenômenos coletivos mais estudados pela ciência. “Quando entendemos melhor como sistemas complexos passam a atuar de forma coordenada, criamos novas possibilidades para compreender fenômenos naturais e desenvolver aplicações em diferentes áreas da ciência e da engenharia”, diz Pereira. Redação PROIFES-Federação
Brasil enfrenta epidemia de violência contra professores

Fonte: APUFSC/G1 – Uma pesquisa realizada pelo Centro do Professorado Paulista (CPP) com 1.144 professores revela que 65% dos entrevistados afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão em sala de aula ou no ambiente escolar. A violência verbal é a mais comum, representando 71% das agressões, seguida pela psicológica e moral (58%), a institucional (27%) e a física (19%). O Brasil também lidera o ranking de violência contra professores em levantamento feito em 2024 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ouviu 280 mil professores e diretores de escola de 55 países. No país, 47% dos professores relatam ser intimidados ou abusados verbalmente por alunos como uma fonte de estresse, ante uma média global de cerca de 18%. O tema da violência contra educadores voltou ao debate público após o caso da professora Michele Ramos, de São José dos Campos, que registrou um boletim de ocorrência depois de alunos colocarem uma lâmina de vidro em seu copo de água durante a aula em uma escola municipal. Redação PROIFES-Federação
PROIFES será a única federação sindical na 78ª Reunião Anual da SBPC

“Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais” – é o título da segunda, entre as três palestras programadas pelo PROIFES-Federação na 78ª Reunião Anual da SBPC, de 26/07 a 01/08, no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Com o slogan “PROIFES na SBPC, em Defesa da Ciência, a entidade, uma federação que reúne associações e sindicatos dos docentes das universidades federais e dos institutos federais de ensino (EBTT), e com representação em todas as regiões do país, será a única do gênero a participar do evento, com estande próprio e mesas temáticas, neste que é apontado como o mais tradicional e maior encontro científico da América Latina. O tema central da SBPC de 2026 é “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”. Com expectativa de reunir cerca de 50 mil pessoas, o evento contará com centenas de atividades gratuitas, incluindo conferências, minicursos, exposições, estandes interativos e debates voltados à popularização do conhecimento. (SBPC) A presença do PROIFES reforça o papel dos movimentos e organizações que atuam na defesa dos direitos fundamentais dos docentes, mas, ainda, como instrumento da defesa da carreira e das condições laborais, pilares que garantem aos profissionais de educação superior e tecnológica a a tranquilidade e o tempo necessários para a formação continuada e a dedicação aos projetos de desenvolvimento científico no ambiente acadêmico. É nas mesas de negociação nacional com o governo federal que a atuação do PROIFES tem impacto direto, em pautas como a defesa orçamentária e salarial, por reposição inflacionária e reestruturação de carreira, ou na luta pela garantia de condições, debatendo temas como limites de carga presencial e respaldo institucional para a dedicação à pesquisa, extensão e orientação. A pauta inclui ainda a proteção jurídica e política dos docentes, abordando, por exemplo, questões como o assédio e a inclusão. E a cada conquista, vem um novo estímulo para que os professores e professoras das universidades e institutos federais dediquem-se à inovação científica e às publicações acadêmicas, muitas vezes, de forma exclusiva. A palestra “Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais”, ocorrerá no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026, no dia 29/07, às 11h00, com mediação do vice-presidente do PROIFES, professor Flávio Alves da Silva: “A gente está vivendo nas universidades federais, um momento de muita pressão sobre o financiamento da ciência: só neste ano, tivemos um bloqueio de R$ 1,6 bilhão em verbas de custeio e mais R$ 1,03 bilhão em emendas parlamentares atingindo diretamente as universidades federais, sem um calendário claro de quando esses recursos vão ser liberados. Isso trava pesquisa, trava pós-graduação, trava a rotina de quem trabalha e estuda dentro da universidade pública”, ressalta Flávio, que é também o atual presidente da CUT Goiás. O professor explica que falar de ‘ciência para todos’ não significa apenas um slogan bonito, mas a garantia de que o conhecimento produzido nas universidades federais continue chegando à sociedade: “Isso passa diretamente pelas condições de trabalho de quem faz ciência: professores, técnicos, pós-graduandos. Não dá para separar financiamento de condições de trabalho; um sustenta o outro. Trazer essa discussão para dentro da SBPC é estratégico porque é o maior espaço de divulgação científica do país, um público que entende a gravidade do que está em jogo, mas que também tem o poder de amplificar essa pauta para fora da bolha acadêmica, para gestores públicos, para a imprensa, para a sociedade em geral”. Flávio Silva vê na realização da mesa a oportunidade de apresentar uma visão pública sobre o tema, de forma clara e além do debate técnico: “Quero que a plateia compreenda não só o tamanho do problema, mas também os caminhos concretos que a comunidade científica e os movimentos docentes, como o PROIFES, estão propondo para reverter esse quadro”. Confira a programação do PROIFES no palco central da EXPOT&C-SBPC 2026: 1ª Palestra – Data: 27/07/2026, às 15h30 Título: Soberania científica e carreira docente: por que não há desenvolvimento sem quem faz ciência – Mediador: Enio Pontes de Deus (PROIFES-Federação) 2ª Palestra – Data: 29/07/2026, às 11h00 Título: Ciência para todos: financiamento, condições de trabalho e o futuro das instituições federais – Mediador: Flavio Alves da Silva (PROIFES-Federação) 3ª Palestra – Data: 29/07/2026, às 16h30 Título: Soberania de Dados e Digital: ciência, infraestrutura e direitos na era da IA – Mediador: Jailson Alves (PROIFES-Federação) 78ª Reunião Anual da SBPC Data: 26 de julho a 1º de agosto de 2026 Local: Universidade Federal Fluminense (UFF) – Niterói (RJ) Tema: Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão Realização: SBPC e UFF Redação PROIFES-Federação
Indicação de bolsas acadêmicas aos indígenas vai até 31 de julho

Fonte: Adufg – O Ministério da Educação (MEC), por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), recebe, até 31 de julho, às 23h59 (horário de Brasília), a indicação de vagas dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) que desejam participar do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PDAI). A etapa é obrigatória para que as instituições possam integrar o processo seletivo e ofertar bolsas de mestrado e doutorado a estudantes indígenas. Nesta etapa, os PPGs de instituições de ensino superior, institutos federais e institutos de pesquisa devem acessar o Sistema de Inscrições da Capes para informar o número de vagas que pretendem ofertar em cursos de mestrado e/ou doutorado, além das linhas de pesquisa e das disciplinas relacionadas às temáticas indígenas. A relação dos programas habilitados será divulgada até 13 de agosto. Vagas – O programa prevê a concessão de até 300 bolsas, sendo 200 destinadas ao mestrado e 100 ao doutorado, para candidatos pertencentes a povos indígenas reconhecidos no território nacional. As inscrições dos estudantes estarão abertas entre 17 de agosto e 1º de outubro de 2026. Após essa etapa, os candidatos passarão por análise documental e processo de seleção acadêmica conduzido pelos programas participantes. O ingresso dos bolsistas está previsto para o primeiro ou o segundo semestre de 2027, conforme o calendário das instituições. Cronograma A regulamentação do programa está disponível na Portaria CAPES nº 150/2026 e no Edital PDAI nº 23/2026. PDAI – O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena é uma iniciativa do Ministério da Educação, executada pela Capes, que busca ampliar a presença de indígenas na pós-graduação brasileira, promovendo a inclusão, a permanência e a formação de mestres e doutores, em consonância com o compromisso do governo federal de fortalecer uma educação superior mais inclusiva, diversa e socialmente referenciada. Redação PROIFES-Federação