PROIFES define temas estratégicos sobre Direitos Humanos para o segundo semestre de 2026

No dia 17 de abril, o PROIFES-Federação realizou mais uma reunião do Grupo de Trabalho de Direitos Humanos, Raça/Etnicidade, Gênero e Sexualidades (GTDH), com representantes da ADURN, ADUFRGS, ADIFCE E APUFSC, sindicatos da base da entidade. Durante o encontro virtual, foram definidos três temas estratégicos que vão nortear as ações e atividades durante o último semestre deste ano: Enfrentamento à Violência Contra Mulheres; Saúde da Trabalhadora e do Trabalhador; e Inovação. No primeiro eixo, foi destacada a necessidade de designar uma pessoa mulher, representante do PROIFES-Federação, para assumir a interlocução com as organizações internacionais (CPLP e Internacional da Educação). O coordenador do GTDH, professor Oswaldo Negrão, sugeriu ainda que o enfrentamento ao machismo e à misoginia deveria ser um esforço coletivo, incluindo também os homens no debate. Por unanimidade, a decisão foi a de potencializar as políticas em favor da causa, focando em temas como ‘assédio’, feminicídio, violência lgbt e a necessidade de institucionalizar um grupo de mulheres para melhorar a articulação interna para eventos como a Marcha Mundial das Mulheres. Já no eixo de Saúde da trabalhadora e trabalhador, o GTDH encaminhou a participação do PROIFES-Federação na Conferência Nacional de Saúde e Saúde do Trabalhador, cujas etapas municipais ocorrem até o mês de julho deste ano, com as etapas estaduais, distrital e nacional marcadas para 2027. A meta é organizar a base para eleger delegados e garantir a discussão de direitos humanos no campo da saúde. Também ficou definida a possibilidade dos membros do GTDH se inscreverem como representantes da população ou como observadores. Foi proposto ainda a realização, pelo PROIFES-Federação, de uma conferência livre de saúde, com foco na saúde docente, abordando questões como saúde mental, sobrecarga de trabalho, adoecimento progressivo e qualidade de vida, entre outras. A ideia é trazer outros GTs para a discussão, como o de ‘Carreira’ e o de Ciência e Tecnologia, para colaborar na elucidação do papel da inovação sobre o acréscimo de carga de trabalho e na função social da educação pública diante da conexão direta com o mercado. O diálogo inicial entre os GTs deverá ser promovido pelo PROIFES-Federação, através de seu Conselho Deliberativo. No último eixo do GTDH para este semestre que se inicia, a Inovação, foi observado que há uma conexão direta com os temas anteriores e que, portanto, a abordagem será conjunta. Nesta temática, foi aberta a possibilidade de inclusão do GT Educação do PROIFES-Federação como colaborador. Ao final do encontro, o professor Oswaldo Negrão destacou o número significativo de participantes: “Foi uma reunião muito potente de retomada das atividades do GTDH. Vale ressaltar a importância dos direitos humanos como garantias universais da educação e da saúde como elementos estruturantes para a nossa sociedade brasileira”, disse. A próxima reunião do GTDH está prevista para o final de maio, quando serão debatidos os avanços sobre as pautas propostas e propostos novos encaminhamentos Redação PROIFES-Federação
PROIFES destaca cenário político brasileiro, defesa da democracia e autonomia sindical, em Reunião da IEAL

O PROIFES-Federação participou da Reunião do Comitê Regional e Conselho de Presidências e de Secretarias Gerais, organizado pela Internacional de La Educacion América Latina (IEAL), nos dias 21 e 22 de abril, em San José. Nos dois dias do encontro foram estabelecidos grupos de trabalho para debater sobre quatro eixos temáticos: Defesa da Democracia, Liberdade Sindical, Movimento Pedagógico Latinoamericano e Resposta Sindical à Violência no Setor da Educação, sobre os quais as entidades filiadas à IEAL apresentaram propostas. Além do Brasil, mais 21 países levaram representantes. Da América Central: Guatemala, Honduras, El Salvador, Nicaragua, Panamá, República Dominicana e o anfitrião, Costa Rica. Da América do Sul: além do Brasil, compareceram membros da Colômbia, Equador, Perú, Bolívia, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Também estiveram presentes, México, Canadá, Estados Unidos, Suécia, Noruega e Finlândia, como nações convidadas. O PROIFES-Federação foi representado por seu vice-presidente, professor Flávio Silva, que dissertou sobre a Conjuntura Brasileira em 2026, ano em que será realizada a eleição geral, em um cenário marcado por tensões e disputas políticas e o Poder Judiciário no centro de uma crise institucional. Em discurso pontual, Flávio reforçou a necessidade de união em tempos que considera como ‘desafiadores’: “A escalada de conflitos, o avanço do autoritarismo e o aumento das desigualdades colocam em risco direitos fundamentais e o futuro do nosso país”, disse. Flávio prosseguiu, reafirmando o papel da educação no enfrentamento dos desafios que se avizinham: “Defendemos a educação pública como pilar essencial para a justiça social, defendemos a paz como caminho para o desenvolvimento, defendemos a soberania e a democracia como princípios inegociáveis. Não aceitaremos que a resposta para as crises seja a militarização da vida”, disse E concluiu com, com um recado aos países da América Latina: “O que nossos países precisam é de mais investimento social em educação, saúde e trabalho digno e inclusivo. É hora de escolher: ou fortalecemos o bem estar coletivo ou aprofundamos as desigualdades, e nós escolhemos lutar por um futuro mais justo, mais democrático e mais humano para todos e todas”. Confira abaixo, a íntegra da apresentação do PROIFES-Federação no Reunião do IEAL e também um vídeo com o professor Flávio Silva: O Cenário Brasileiro em 2026 A conjuntura brasileira em 2026 é marcada por uma tensão central: o país realizará uma eleição presidencial decisiva em meio à mais grave crise de credibilidade do Poder Judiciário desde a redemocratização. A polarização entre os campos políticos representados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — representado no pleito pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — mantém-se como o eixo estruturante da disputa. No entanto, o terreno sobre o qual se trava essa batalha transformou-se profundamente, moldando a dinâmica entre os Três Poderes. O governo Lula enfrenta dificuldades no Congresso devido à sua base de apoio reduzida, o que o obriga a negociar constantemente e limita a aprovação de sua agenda. Ao mesmo tempo, o Poder Legislativo se fortaleceu e agora exerce um poder significativo sobre o Executivo, criando uma espécie de “parlamentarismo informal”. Sindicatos e Mundo do Trabalho No âmbito sindical, o debate sobre a liberdade de associação mudou: o foco não é mais a criação de novos sindicatos, mas sim como financiá-los sem perder a autonomia. Já no setor público, a falta de uma regulamentação específica para a negociação coletiva ainda gera insegurança jurídica. Estratégias do Movimento Operário para 2026 Diante deste cenário, o movimento operário está reorganizando suas estratégias, priorizando: Para esses setores, a continuidade do governo Lula é vista como essencial para manter as políticas públicas vigentes e aprofundar melhorias na criação de empregos, valorização do trabalho e fortalecimento da proteção social. Educação: Avanços e Desafios No campo educacional, destacam-se avanços importantes como a recuperação do orçamento de universidades e institutos federais, a retomada de investimentos em infraestrutura e a ampliação de políticas de permanência estudantil. Houve também um fortalecimento do ensino técnico e tecnológico e a melhoria de programas de acesso ao ensino superior. Apesar dos progressos, as instituições federais ainda enfrentam desafios estruturais: Redação PROIFES-Federação
