Com campanha nacional e pressão popular, “Fim da Escala 6×1” tem previsão de votação na Câmara

O governo federal lançou no domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário, proposta que altera a escala de trabalho semanal, beneficiando, diretamente, cerca de 37 milhões de trabalhadores. A proposta do governo, encaminhada no dia 14 de abril ao Congresso, é um projeto de lei que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelecendo um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantendo as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos. O texto propõe que o modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade. Campanha Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 já está em veiculação em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional. A iniciativa tramita em conjunto com outros textos no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial, instalada na quarta (29) para a análise de uma Proposta de Emenda à Constituição 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria ficou com o deputado Leo Prates (Republicanos-BA). Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. Já está correndo também o prazo 10 sessões para a apresentação das emendas. O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos. A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período. Os textos foram admitidos pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania no último dia 22. Após a comissão especial, precisarão ser examinados pelo Plenário da Câmara, em dois turnos de votação.  Prazo para votação Em entrevista ao Painel Eletrônico, da Rádio Câmara, nesta segunda-feira (4), Prates afirmou que o desafio é construir um texto que equilibre demandas de trabalhadores e empresários, com um período de transição não muito longo. Segundo o relator, o  grupo trabalha para concluir o parecer entre os dias 25 e 26 de maio e levar o texto ao Plenário, no dia 27. Pressão dos trabalhadores O PROIFES-Federação acompanha de perto a tramitação do projetos que acabam com a escala de trabalho 6×1 no Brasil, ainda que represente os docentes das instituições federais de ensino, categoria que, tradicionalmente, atua na escala 5×2 e com cargas horárias cumpridas não apenas nas salas de aula, mas também em atividades externas, no preparo das aulas e nas inúmeras horas dedicadas às pesquisas e estudos, com foco no aprimoramento profissional e na formação continuada. O presidente o PROIFES, Wellington Duarte, entende que os impactos do fim da escala 6×1 serão positivos para toda a população, pois irá alterar também, a rotina dos lares brasileiros: “O fim da escala 6×1 é uma pauta civilizatória. É sobre o direito de viver, não apenas de sobreviver para trabalhar. Quando a gente fala que quem é contra o fim dessa escala é contra a civilização, é porque a gente está falando de uma estrutura que retira do ser humano o tempo de descanso, o tempo de lazer, o tempo com a família e o tempo de estudo”, disse E concluiu, refutando os que afirmam que redução da escala e da carga horária de trabalho trará prejuízos à economia: “Não existe justificativa econômica que se sobreponha à dignidade humana. O argumento de que ‘vai quebrar a economia’ é o mesmo usado desde a abolição da escravidão, passando pela criação do salário mínimo e das férias. A história mostra que o avanço tecnológico e a produtividade permitem, sim, que a gente trabalhe menos e viva mais. Defender a escala 6×1 em pleno século XXI é defender o atraso e a exploração máxima da classe trabalhadora.” Assista: Redação PROIFES-Federação, com informações da Agência Brasil e da Agência Câmara de Notícias

Prazo para regularização do título de eleitor vai até quarta, 6 de maio

Agência Brasil: Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral. O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais. Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação. O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal.  Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente. Regularização  Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título. O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico.  Cancelamento O prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência.  Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso. Eleição O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês. Exercício de cidadania em defesa de nossas pautas Para o PROIFES-Federação, ao votar, o docente das instituições federais de ensino estarão escolhendo seus representantes nas casas legislativas e também nos executivos das esferas estaduais e nacional. Um simples exercício de cidadania, mas que permite uma atuação mais impactante na defesa das pautas de nossa categoria. Para mais informações, acesse o site: https://www.tse.jus.br/

PROIFES saúda trabalhadores e trabalhadoras do Brasil neste 1º de Maio

O PROIFES-Federação entende que o dia 1º de maio é ainda mais especial para os docentes, profissionais essenciais na formação de médicos, engenheiros, advogados, especialistas e doutores. Afinal, um físico, por exemplo, só aprendeu a analisar as leis fundamentais da natureza e a compreender o universo, desde partículas subatômicas até escalas cosmológicas, graças às milhares de horas em sala de aula e a colaboração de muitos professores nas mais diversas especializações. E sabemos que até mesmo as atividades consideradas mais básicas, porém essenciais, jamais poderiam ser realizadas sem o aprendizado que só os professores podem repassar. Afinal, como o pedreiro construiria uma casa, sem as noções de matemática e geometria, para medir quantidades, tamanhos, formatos e espaços? Os professores e professoras são aqueles que alfabetizam, transformando homens e mulheres em cidadãos. É na sala de aula que consolidamos a democracia e construímos uma nação. Confira a mensagem e assista ao vídeo do professor Wellington Duarte, presidente doPROIFES-Federação, neste 1º de Maio: Somos mais de 103 milhões de trabalhadores nesse país, sendo que 70% têm carteira assinada ou vínculo formal e 30% são considerados “informais”. Esse é o conjunto de homens e mulheres que forja a riqueza desse país. E nós, professores e professoras somos parte disso. Somos 2,4 milhões de professores e professoras, sendo que a grande maioria, cerca de 75%, está na rede pública. No Ensino Superior, somos cerca de 317 mil docentes (dados de 2023), dos quais, 60% estão na esfera pública (federal, estadual e municipal). E é nesse 1° de maio que o PROIFES-Federação saúda todos os trabalhadores, únicos portadores da criação da riqueza nacional. E os quase 40 mil docentes da rede federal, fazem parte disso. Num país que está ainda distante de um desenvolvimento sustentado que permite aos trabalhadores usufruir da riqueza que produz, o PROIFES-Federação levanta a bandeira do trabalho, especialmente do trabalho docente, para que com Educação de Qualidade, Pública e Inclusiva, possamos construir uma nação soberana e justa. Viva a classe trabalhadora! Redação – PROIFES-Federação

Aumenta a pressão pelo fim da contribuição previdenciária sobre a aposentadoria dos servidores federais

O Instituto Mosap, entidade parceira do PROIFES-Federação nas pautas dos aposentados e pensionistas federais, foi recebida pelo líder do governo na Câmara,  deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS), nesta quarta (29) em Brasília, para a entrega de um estudo técnico sobre sobre a PEC 6/2024, com destaque para os benefícios do seu apensamento à PEC 555/2006. Em tramitação na Câmara e aguardando a inclusão na pauta, pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos/PB), as PECs extinguem a contribuição previdenciária aos servidores públicos aposentados e pensionistas inativos. Com o apensamento a redução seria de 10% ao ano, partindo dos 66 anos de idade para os homens e 63 anos de idade para mulheres, com isenção total a partir dos 75 anos. Também está previsto o fim da contribuição para aposentados por invalidez ou doenças incapacitantes.  O material apresentado reúne fundamentos jurídicos, dados econômicos e projeções que evidenciam a viabilidade e a relevância social da PEC, e representa mais um importante avanço no diálogo institucional em defesa dos servidores públicos aposentados e pensionistas. Participaram do encontro o presidente do Instituto Mosap, Edison Guilherme Haubert, acompanhado de Osório Claudio Bortolin, e representantes do SINAFRESP, Fenat (Federação Nacional dos Auditores Tributários),  Pública – Central do Servidor, Unafisco Nacional e SINDIRECEITA, entidades que integram a base do Mosap. Paulo Pimenta afirmou que levará o tema ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), ainda essa semana, manifestando sua posição favorável ao apensamento das matérias, sinaliza que foi considerada um passo relevante na articulação política e na busca pelo consenso em torno do tema, sobretudo por se tratar de uma liderança com papel estratégico na condução das pautas no âmbito da Câmara dos Deputados. Em seu compromisso permanente de defesa dos direitos de professores e professoras aposentados das instituições federais de ensino, o PROIFES-Federação segue mobilizado pela aprovação urgente da proposta que encerra uma cobrança injusta nos proventos daqueles que já trabalharam e contribuíram e que agora merecem ter mais qualidade de vida. Pra mais detalhes, clique no link e acesse a página do Instituto Mosap no Instagram: https://www.instagram.com/p/DXuxbiCkRoP/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA%3D%3D Redação PROIFES-Federação

PL que regulamenta a representação sindical no setor público tem pedido de urgência na Câmara

Com informações do Condesef: Um requerimento apresentado nesta segunda-feira, 27, em regime de urgência pode acelerar a tramitação do Projeto de Lei (PL) 1893/2026 na Câmara dos Deputados. O requerimento é de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, e contou com o apoio do deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), líder da federação PSDB-Cidadania., e aguarda inclusão na Ordem do Dia do Plenário. O PL 1893/2026 trata da negociação das relações de trabalho no setor público e da representação sindical de servidores e empregados públicos, estabelecendo regras para a negociação coletiva entre a administração pública e as entidades representativas dos trabalhadores. Entre os pontos previstos estão a realização periódica de negociações, a definição de diretrizes como transparência e boa-fé, e a criação de mecanismos para prevenir conflitos, reduzir a judicialização e diminuir a ocorrência de greves. O texto também assegura a livre associação sindical e detalha como deve funcionar a representação de servidores por sindicatos e outras entidades e prevê o direito à licença remunerada para servidores que atuarem em entidades sindicais. Se o regime de urgência for aprovado, o projeto pode ser analisado diretamente pelo Plenário, sem a necessidade de análise nas comissões da Câmara. Neste link, você pode acompanhar a tramitação do PL 1893/26 https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2617268 Redação PROIFES-Federação

PROIFES leva pautas da categoria ao MEC 

Este 28 de abril de 2026 pode ser considerado mais um dia histórico, entre tantos que têm marcado as mais de duas décadas de lutas do PROIFES-Federação, como representante legítimo e efetivo dos docentes das Instituições Federais de Ensino. Com a presença de seus diretores, a professora Geovana Reis e o professor Oswaldo Negrão, a entidade participou da 1ª Mesa Setorial de Negociação Permanente no âmbito do Ministério da Educação (MEC), realizada na sede da pasta governamental, em Brasília, e com a presença de entidades e representantes da classe trabalhadora da educação básica, técnica e superior. Um processo iniciado ainda no mês de março deste ano, quando o PROIFES-Federação recebeu o convite para a mesa e enviou um ofício, aprovado pelo Conselho Deliberativo e assinado por seu presidente, o professor Wellington Duarte, São 14 ítens, com reivindicações da pauta oficial da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico. Entre elas, o cumprimento da cláusula que trata da liberação do controle de ponto de frequência da EBTT, e do piso do magistério da Educação Básica, mantendo a organização das carreiras MS e EBTT.  Também estão na lista reivindicações voltadas aos docentes aposentados, como a que solicita o cumprimento da cláusula que trata da criação de GT para trabalhar proposta de reenquadramento da categoria, entrada bilateral e insalubridade, e o pedido de implementação de um eixo de cuidado com a saúde mental dos professores no programa “Mais Professores”. Os diretores do PROIFES-Federação destacaram o avanço das negociações, também a partir do processo de democratização do ensino superior, após a aprovação do fim da lista tríplice no processo eleitoral de reitores das universidades federais, tema que segue na mesa de negociação. “Nós iniciamos um debate com o MEC e as entidades a respeito dos desdobramentos dos processos eleitorais que serão desenvolvidos a partir dessa aprovação”, explicou Geovana Reis. Oswaldo Negrão detalhou: “Identificamos um pequeno erro técnico em um dos artigos, que mencionava apenas professores do magistério superior. Já pontuamos isso ao MEC para que haja uma reformulação, evitando processos de judicialização em escolas e espaços técnicos onde existem diretores do EBTT e dos próprios Institutos Federais”. Durante a mesa, que se estendeu por aproximadamente 3 horas e foi coordenada por Vinicius Roda, secretário executivo adjunto do MEC, e Alexandre Vidor, assessor do ministro da Educação, o PROIFES-Federação também encaminhou a necessidade da criação de dois novos Grupos de Trabalho. O primeiro, com as entidades e representantes do movimento estudantil, para amadurecer os mecanismos de composição dos processos eleitorais, buscando a forma mais democrática e ampla possível. O outro GT, com foco no enfrentamento das violências no ambiente das universidades e institutos.  “A violência contra professores e trabalhadores da educação é um problema seríssimo. Eu participei do grupo que elaborou um documento instruído no início do governo, mas agora precisamos de desdobramentos práticos. Não basta um documento; é preciso constituir ações concretas para enfrentar essa situação preocupante”, concluiu Negrão. Clique no link para ler a Carta com a pauta de reivindicações do PROIFES-Federação junto ao MEC. https://drive.google.com/file/d/1DMSYjdS91Wmmw4DjvQbIInvVkgIHT5Jc/view?usp=drive_link Veja o vídeo: Redação PROIFES-Federação

PROIFES define eixos do XXII Encontro Nacional

Em reunião do Conselho Deliberativo, realizada na última sexta (24), o PROIFES-Federação definiu os três eixos temáticos do XXII Encontro Nacional que será realizado nos dias 18, 19 e 20 de novembro, em Brasília: O prazo final para que os sindicatos filiados ao PROIFES-Federação enviem a lista de associados aptos a votar e a serem votados nas eleições foi determinado durante o encontro. Outras datas também foram acordadas, como o de envio de textos da comissão, período eleitoral e indicação do número de delegados e observadores. A participação dos associados é essencial para o fortalecimento da educação pública de qualidade, a valorização da carreira, a ampliação e qualificação das políticas sindicais e a melhoria das universidades e institutos federais, em todos os seus pilares, a partir da organização e da mobilização de professores e professoras, junto à sociedade e ao poder público. Em breve, teremos mais novidades sobre o XXII Encontro Nacional, através de nossos canais de comunicação. Nos vemos em Brasília! Redação PROIFES-Federação

PROIFES dialoga com movimento de mulheres por aprovação de lei que equipara misoginia ao racismo

O PROIFES-Federação recebeu a visita de Vanja Santos, presidenta nacional da União Brasileira de Mulheres (UBM), e Laudijane Domingos, secretária de organização da entidade que luta pelos direitos e a defesa das mulheres. Durante o encontro, foi entregue ao presidente do PROIFES, Wellington Duarte, a cópia de uma carta encaminhada pela UBM à presidência da Câmara dos Deputados, pela inclusão do PL 896/2023 na pauta de votações. De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB/MA), a proposta criminaliza a misoginia, equiparando o ódio ou aversão às mulheres à Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), com pena de de 2 a 5 anos de reclusão. O PL foi aprovado no Senado em março deste ano e poderá seguir para sanção presidencial, se passar também pela câmara, sem alterações no texto. Duarte garantiu apoio e ressaltou que o PROIFES-Federação atua de maneira firme e implacável em defesa das mulheres e das minorias, contra o racismo, a misoginia e a violência de gênero, temas que são debatidos nos diversos grupos de trabalho, com destaque para o GT de Direitos Humanos. O presidente citou, ainda, a recente assinatura da Portaria Interministerial nº2/2026 (dos ministérios da Educação e das Mulheres), que determina a inclusão de conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres no currículo escolar das instituições públicas de educação superior e na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, entre outras ações.  Confira os principais pontos do PL 896/2023:

Aprovada na CCJ, fim da escala 6×1 avança na Câmara

Agência Câmara de Notícias – A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade de duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país. Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Os textos serão agora analisados por uma comissão especial e depois pelo Plenário. O relator, deputado Paulo Azi (União-BA), concluiu que as propostas respeitam os requisitos formais e não violam cláusulas pétreas da Constituição Federal. A PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe reduzir a jornada semanal gradualmente das atuais 44 para 36 horas. A transição se daria ao longo de dez anos. A proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados – Leur Lomanto Jr; Reginaldo Lopes, autor de uma das propostas, e Paulo Azi, relator Jornada de trabalho é o limite de horas cumpridas pelo trabalhador em um período. Escala é a forma como os dias de serviço e repouso são distribuídos. As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. Atualmente, a Constituição Federal estabelece apenas que a jornada normal do trabalhador não deve ser superior a oito horas diárias e 44 horas semanais. Tarcísio Motta criticou a exaustão causada pelo modelo atual Apelo popularAo defender o fim da escala 6×1, o relator classificou as mudanças como uma resposta ao desejo da sociedade e destacou que a jornada atual penaliza severamente os trabalhadores de baixa renda, em especial mulheres e jovens, que precisam de tempo para os estudos e afazeres domésticos. “Hoje, no Brasil, quem mais trabalha efetivamente é quem ganha menos”, disse Azi. DebateDurante o debate na CCJ, o deputado Reginaldo Lopes, autor da PEC 221/19, definiu a atual escala 6×1 como “escravidão moderna” que prejudica a saúde de 31,7 milhões de trabalhadores. Ele argumentou que a mudança na jornada aumentará a produtividade e a formalização do emprego, combatendo o estresse que afasta do trabalho 500 mil pessoas por ano e sobrecarrega a Previdência Social. A deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP) considera a redução da jornada, se aprovada, uma vitória da mobilização popular. “Mais de 70% da população brasileira é favorável”, disse. Já os deputados Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) e Tarcísio Motta (Psol-RJ) enfatizaram os efeitos da escala 6×1 na saúde e nas relações familiares. Motta criticou a exaustão causada pelo modelo, dizendo que o trabalho, que deveria dignificar, “está sendo um motivo de sofrimento”. Também apoiaram sem ressalvas a proposta de redução da jornada de trabalho os deputados Helder Salomão (PT-ES), Alencar Santana (PT-SP), Rubens Pereira Júnior (PT-MA), Patrus Ananias (PT-MG), Erika Kokay (PT-DF), Túlio Gadêlha (PSD-PE) e Marina Silva (Rede-SP).

PROIFES divulga programação do VII Encontro Nacional dos Aposentados

Está tudo pronto para a recepção aos docentes que irão participar do VII Encontro Nacional dos Aposentados, organizado pelo PROIFES-Federação, e que reunirá professores e professoras aposentados das Instituições Federais de Ensino de todas as regiões do Brasil, na sede do ADUFG-Sindicato, em Goiânia (GO). A programação, nos dias 14 e 15 de maio, inclui quatro mesas temáticas com a participação de especialistas de diversas áreas, de entidades como o PROIFES, o Mosap e o jornal O Popular. Haverá, também, pausas para cafés e almoços, além de momentos culturais e passeios, como a visita ao Museu Antropológico. Os debates e apresentações abordarão desde questões que impactam diretamente os direitos dos aposentados federais, na análise de propostas em tramitação no Congresso Nacional, passando por assuntos de interesse geral, como a orientação sobre educação financeira, e, ainda, temas relacionados à importância da atuação dos aposentados nos sindicatos. A expectativa para este ano é superar o número de participantes do último encontro nacional, realizado em 2023, no Maranhão, que culminou na publicação da ‘Carta de São Luís’, documento que colaborou efetivamente nos encaminhamentos que nortearam a atuação do GT de Aposentaria do PROIFES-Federação, desde então. Confira abaixo, a programação completa do VII Encontro Nacional dos Aposentados: Redação PROIFES-Federação