Márcia Barbosa: a cientista que transformou conhecimento em mudança

A água parece simples. Está presente nos rios, no oceano, no corpo humano e no cotidiano. Mas, para a física premiada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Barbosa, a água a guiou às principais conquista da carreira.
Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - A água parece simples. Está presente nos rios, no oceano, no corpo humano e no cotidiano. Mas, para a física premiada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Márcia Barbosa, a água a guiou às principais conquista da carreira. No olhar da cientista — que estudou as anomalias da água — a substância é uma das mais intrigantes da natureza.
A água cobre 70% da superfície terrestre. No entanto, de acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), 97,5% da água existente no mundo é salgada e não é adequada ao nosso consumo direto nem à irrigação da plantação. Dos 2,5% de água doce, a maior parte (69%) é de difícil acesso, pois está concentrada nas geleiras, 30% são águas subterrâneas (armazenadas em aquíferos) e 1% encontra-se nos rios.
Foi essa inquietação que moveu a cientista. “A minha pergunta mais importante é como eu uso o comportamento exótico da água para transformar isso num conhecimento que me ajude a produzir água limpa”, afirma a pesquisadora. Foi sua maneira de pensar que explica a trajetória que ultrapassou os limites de uma linha de pesquisa.
Márcia Cristina Bernardes Barbosa ingressou no curso de Física da UFRGS em 1978, onde também fez sua pós-graduação e construiu grande parte de sua trajetória acadêmica. Com pós-doutorados no exterior e no Brasil tornou-se professora titular e pesquisadora da UFRGS. Ao longo da carreira, consolidou-se como referência internacional na área de Física da matéria condensada. Também ocupou espaços de liderança científica e institucional e, atualmente, a Reitoria da UFRGS.
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